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03/12/2019

Knives Out – Todos são Suspeitos (Knives Out - 2019)


                Depois da experiência com “Star Wars – Os Últimos Jedi”, Rian Johnson decidiu mudar completamente o estilo. Passou de um grande espetáculo no espaço para um crime muito ao estilo de Agatha Christie. E, sem dúvida, foi uma passagem muito bem conseguida.
                Quando um conhecido romancista é encontrado morto depois da sua festa de 85 anos, o conhecido detetive Benoit Blanc tem a missão de descobrir qual foi o membro da família que esteve por detrás do que se passou.
                Uma das coisas mais desconcertantes é ver Daniel Craig a falar com sotaque do sul norte-americano. Porém , a personagem insere-se muito bem dentro de todo este mundo. Temos um elenco cheio de gente conhecida e talentosa, como Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon e Toni Collette - só para dizer alguns. E todos eles fazem um bom trabalho a criar todo o ambiente de mistério e todos nos dão motivos para suspeitarmos que foram os assassinos. Mas, em termos de interpretações, quem tem o destaque é Ana de Armas, que é quem seguimos durante a maior parte do tempo, e que era a enfermeira do falecido.
                O grande feito do realizador foi conseguir deixar-nos sempre na dúvida. Com cada nova informação temos um novo suspeito, que é desmentida após uma nova revelação. E é esta constante reviravolta que nos deixa presos à história e que nos faz criar as nossas próprias teorias. Posso dizer que a minha aposta saiu completamente furada, mas gostei do final que tivemos.
                Eu estava com algum receio que um filme deste género fosse mais parecido a uma série de TV do que propriamente um filme, mas felizmente isso não acontece. Toda a produção tem uma grande qualidade cinematográfica, desde a fotografia ao som.
                Quem tem saudades de ver um bom mistério ao estilo de “Clue”, “Knives Out – Todos são Suspeitos” é um filme a não perder, com grandes prestações e uma historia cativante.



04/05/2019

Vingadores - Endgame (Avengers: Endgame - 2019)


11 anos e 22 filmes depois, chegamos ao final da primeira e incrível novela cinematográfica que a Marvel conseguiu criar. Mais que nunca, a pressão está nos irmãos Russo e em Kevin Feige para que esta conclusão seja em grande. Será que temos um filme merecedor de ser a sequela de “Guerra Infinita”?
Depois da devastação que Thanos causou em todo o universo, os Vingadores sobreviventes tentam recompor-se e achar uma solução para reverter todo o mal criado.
Vou dizer já. O filme foi das melhores experiências que já passei no cinema! Todo o investimento que uma pessoa criou desde 2008 é totalmente recompensado aqui. É verdade que tem alguns problemas na história mas, mesmo assim, não deixa de ser formidável. Agora vai o aviso, que a partir de agora vão aparecer spoilers, por isso, ficam por vossa conta e risco.
Se há filme que merece as suas 3h de duração é este. Praticamente todos os super-heróis e outros membros que tiveram num filme da Marvel tiveram direito a uma participação, desde Natalie Portman até ao jovem Ty Simpkins (que entrou em “Homem de Ferro 3”). Muitas coisas que se especularam estavam corretas: depois de descobrir que as pedras do infinito tinham sido destruídas, os protagonistas tiveram que voltar atrás no tempo para as ir buscar no passado. Eu estava à espera que a história entrasse numa trapalhada a partir daí mas felizmente não acontece isso.
E aquela última hora?! Quando temos o confronto com a enorme lista de heróis contra o enorme exército de Thanos é capaz de ser das melhores batalhas/momentos no cinema. Claro que isto vem com um ressalva, é preciso ter visto e apreciado todos os filmes que estão para trás. Porque, tal como no anterior, quem for ver “Endgame” do nada (sei lá, se calhar porque era a única coisa no cinema), irá sentir-se um pouco perdido.
Este é capaz de ser aquele com as melhores interpretações. A maneira como tudo começou, com o desaparecimento da família de Clint, serviu como uma grande entrada, tanto para a alteração da personagem como para a primeira parte do filme. A piada de Thor estar gordo pode ter parecido forçada e sem sentido mas tem a sua lógica desde o início do filme, já que ele se considera como o responsável por não ter impedido Thanos de estalar os dedos: a partir daí sente que já não tem nada e que falhou com o universo e Chris Hemsworth conseguiu transmitir isso no ecrã. Aquele com que me sinto mais conflituoso é com Bruce Banner e o modo Professor Hulk. Parece algo um pouco saído do nada e fez com que não tivéssemos um grande Hulk para a batalha final. Scarlett Johansson foi das que teve um maior desenvolvimento da sua personagem e, embora eu esteja algo conflituoso com a sua morte tanto na execução como no motivo, a sua interpretação esteve impecável. Tanto Robert Downey Jr. como Chris Evans f tiveram o melhor arco, tanto na maneira como se portaram durante os cinco anos da devastação, tal como na maneira como se despediram do Universo Cinematográfico da Marvel, embora também seja difícil bater “I`m Iron Man”.
Podia estar a escrever uma tese sobre o filme… E, mesmo com os seus defeitos, “Vingadores - Endgame” foi um grande filme com que fechar a saga do infinito.


26/04/2018

Vingadores – Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War - 2018)


                Já passaram 10 anos desde o lançamento de “Homem de Ferro”, filme que começou esta jornada cinematográfica, essa que atinge uma primeira conclusão na “Guerra do Infinito”. Praticamente, todos os heróis que vimos estão aqui (e raios se não são uma data deles!) e, finalmente, vemos o que Thanos é capaz e para que quer as Pedras do Infinito.
                Os Vingadores têm de por de lado as suas diferenças e voltar a juntar-se, se querem ter uma hipótese de derrotar o terrível Thanos e a ameaça que ele impõe sobre o universo.
                Vamos lá começar pelo pior, não é bem mau, mas pode ser um ponto negativo. Se este é um filme sobre o culminar de todos os filmes e com todas as personagens, convém que todos os anteriores estejam frescos na memória, já que não se perde tempo com introduções nem nada do género. Assim, espera-se que quem vá ver a terceira entrega dos Vingadores esteja já bem por dentro dos seus elementos.
                O melhor de toda a produção:o vilão Thanos. Havia o receio que, com tantas insinuações a esta personagem ao longo dos filmes, ela não se conseguisse destacar e fosse apenas mais um vilão todo-poderoso banal. Felizmente, tal não podia estar mais longe da verdade. Thanos é o melhor vilão que a MCU já nos entregou, uma presença poderosa e intimidante, com uma determinação avassaladora para completar o seu objetivo, que considera ser a forma de salvar o universo de uma inevitável destruição. Os seus generais não tiveram tanta exploração mas isso é compreensível, e a sua utilização é completamente justificável.
                Como foi possível ver nos trailers, os nossos heróis não vão estar todos juntos mas sim divididos em grupos. E, nesta divisão, quem é capaz de ter ficado pior servido é Chris Patt, já que o carisma da sua personagem é grandemente anulado dentro do grupo onde está inserido.Porém todos têm o seu tempo de antena, menor ou maior, mas os realizadores Anthony e Joe Russo fizeram o melhor que seria possível fazer com um número tão grande de personalidades a ser exploradas. Homem de Ferro, Doutor Estranho, Thor, Homem-Aranha, entre muitos outros têm grandes momentos e foi incrível!
                O filme dura duas horas e meia e, embora eu pudesse continuar a ver por mais uma ou duas horas, estamos numa experiência muito intensa, repleta de movimento e recheada de enredos em simultâneo. O motivo é algo que já falei: estamos perante uma conclusão com personagens já conhecidas, logo a grande maioria do filme são cenas de ação fantásticas, sem muito tempo para recuperarmos o folego.
                O final foi uma grande e agradável surpresa, que me deixa ainda com mais vontade de ver o que vai acontecer para o ano.


30/04/2016

Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War - 2016)



                Embora seja o terceiro filme de Capitão América, à medida que o tempo ia passando e se ia sabendo que cada vez mais heróis iam aparecer, parecia que este seria um Vingadores 3 e que Capitão América seria mais um entre muitos. E, depois do grande filme que os irmãos Russo nos trouxeram em “Capitão América – O Soldado do Inverno”, será que vão conseguir superar-se?
                Os Vingadores continuam a tentar defender o mundo, mas como em todas as missões resultam graves danos colaterais, os governos do mundo querem que ele sejam supervisionados. Isto vai dividir a equipa, com Homem de Ferro do lado do acordo, e com Capitão América contra a supervisão.
                Mas nada disto interessa, porque o se quer saber é se a passagem de Homem-Aranha para a Marvel sempre valeu a pena. E, mesmo aparecendo em apenas duas cenas (embora uma seja bastante longa), a vontade de ver esta nova versão num filme a solo aumentou consideravelmente. Finalmente vemos um Homem-Aranha mais jovem, com mais tiradas cómicas e com grandes cenas de ação. Pantera Negra também faz aqui a sua estreia, e mesmo tendo um bom fato e boas cenas de ação, não me cativou assim tanto, mas espero pelo seu filme a solo para ver se a personagem se vai destacar neste universo.
                É verdade que temos quase todas as personagens que apareceram no universo Marvel aparecem no filme, mas mesmo assim não deixa de estar focado em Steve Rogers. Todos os elementos têm os seus momentos, contudo é a luta entre Rogers e Tony Stark, e a relação do primeiro com Bucky Barnes, que move o filme em frente. Para muitos dos atores entrar dentro destas personagens é como vestir uma segunda pele, e as suas interpretações são sempre boas.
                O argumento, embora não tão sólido como o filme anterior, mesmo assim conseguiu o que “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” tentou, que foi criar tensão e com consequências que se vão manter. O maior problema é algo recorrente com os filmes da Marvel, o seu vilão. Não foi muito bem desenvolvido, principalmente tendo em conta o nome da sua personagem, mas também verdade seja dita, este filme não é sobre ele.
                Mas a ação está incrível. Temos mais cenas, mais elaboradas e é sempre interessante ver super-heróis às turras uns com os outros. E a cena no aeroporto, que aparece no trailer, vai ser provavelmente uma das melhores sequências de ação do ano, e é capaz de ser a melhor já feito dentro deste género.
                “Capitão América – Guerra Civil” é uma grande maneira de fechar a trilogia, e entrega tudo aquilo que promete.