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20/04/2020

Trolls - Tour Mundial (Trolls World Tour - 2020)

Não gostei muito do primeiro Trolls que, tirando uma música ou outra, não achei nada de especial. Mas este “Trolls - Tour Mundial” é um caso particular pois a sua grande estreia saltou as salas de cinema e foi lançada diretamente para os videoclubes. E, tendo em conta a situação de pandemia em que vivemos, uma animação para os mais novos vem a calhar. 
Poppy e Branch descobrem que vivem num mundo muito maior do que pensavam, onde existem várias tribos de trolls, cada uma com o seu estilo musical. Mas este mundo está em perigo quando a tribo do rock decide conquistar todas as outras.  
Sinceramente, gostei ainda menos deste do que do primeiro. As músicas não fizeram click e, mesmo com os outros estilos de música, como country e clássica, não serviu para trazer uma maior variedade. O maior problema foi que, no geral, temos apenas o pop, que é o estilo da tribo dos protagonistas, a misturar-se com os outros estilos, fazendo com que eles percam a sua identidade.
A história também não puxa e depois, além dos clichés do género, chega mesmo a contradizer-se. Mas, em termos visuais, é algo apelativo. Parece tudo feito de algodão e “fofura”. E só isso pode chegar para muita gente.
Não gostei desta nova animação da Dreamworks mas é capaz de agradar a quem gostou do primeiro.

06/03/2020

Bora Lá (Onward - 2020)

O primeiro filme da Pixar deste ano é uma das grandes estreias da animação de 2020 e podemos contar, como sempre, com a qualidade com que o estúdio nos habituou. E este ano temos uma coisa que não é propriamente comum: teremos dois lançamentos do estúdio antes do próximo Natal. 
    Num mundo de fantasia no nosso tempo, dois irmãos elfos partem numa aventura para conseguirem mais um dia com o seu falecido pai.
    Todos os filmes de fantasia têm logo um ponto positivo da minha parte. Além disso, a mistura desse elemento com o meio urbano está muito bem construído, desde um dragão a servir como animal de estimação até aos unicórnios a comerem nos contentores do lixo.
    Mas, aqui, o que interessa é a demanda de Ian e Barley para poderem ver o seu pai. E, como não podia de ser ao se tratar de um filme da Pixar, não só temos ação e aventura, mas também muita alma e coração. A relação entre os dois irmãos é explorada, bem como os vários motivos porque um deles quer reencontrar o pai e o outro finalmente conhecê-lo. Também algo que não é comum neste tipo de filmes é a presença ativa da mãe, sem que seja forçada.
    Em termos técnicos, o filme está impecável como sempre mas, tal como em “Toy Story 4”, ainda me faz um pouco de confusão a mistura de cenários fotorrealistas com as personagens de fantasia. Parece que não ficam muito bem enquadradas mas, à medida que for cada vez mais frequente, esta minha comichão deverá passar.
    “Bora Lá” não chega aos picos emocionais que o estúdio já nos trouxe, como “Inside Out”, mas, mesmo assim, é uma animação bastante boa.

11/02/2020

Frozen II - O Reino do Gelo (2019)

“Frozen” foi uma das animações mais recentes da Disney a ter o mesmo impacto que os seus clássicos. Ainda há crianças a se mascarar de Elsa e Anna, e ainda é possível ouvir “Let It Go” no rádio. Por isso, não é de admirar que houvesse uma sequela, o que pode ser de admirar é que tenha demorado tanto tempo a chegar -  já sabemos que fazer animação é um trabalho muito moroso.
Elsa, Anna, Olaf, Kristoff e Sven têm de partir de Arendelle e partir para uma floresta encantada, para descobrirem a origem dos poderes de Elsa e salvar o seu reino.
Digo já que gostei bastante do filme. Pode não ter uma música com tanto impacto de “Let It Go” mas, no geral, as outras músicas são um pouco melhores. “Into the Unknown” tenta ser uma substituição, mas não é boa que chegue para isso. Há outras que estão muito engraçadas, desde a nova de Olaf, até uma que é um tributo a videoclips de boybands. 
De novo, a relação entre as duas irmãs é aprofundada e desenvolvida, deixando para segundo plano o cliché do romance entre Anna e Kristoff, e é nesta estrutura que o filme tem um dos seus pontos fortes. Olaf tem direito a melhores momentos do que no filme anterior, embora em algumas situações, quando começa a se tornar irritante, a cena rapidamente muda de foco. 
A história é interessante, desde a floresta mágica e os seus habitantes, até ao modo como é explorada a origem dos poderes de Elsa. E embora o filme anterior tenha subvertido alguns dos clichés habituais do género, aqui isso não acontece tanto, mas sim uma continuação do que já nos foi apresentado. Só que agora temos uma temática evoluiu um pouco, para um tema um pouco mais “sombrio”, sem nunca deixar de ser apropriado para os mais pequenos (afinal estamos a falar da Disney).
E tudo isto está com uma qualidade técnica incrível. Uma coisa que sempre me fascina é o modo como está cada vez melhor a representação da água. Só que não é só isso, as florestas e ambientes têm cada vez um aspeto mais fotorealista. As personagens é que, assim de repente, não parecem ter recebido nenhum upgrade.
“Frozen II - O Reino do Gelo” é uma merecida sequela ao antecessor e não lhe fica nada atrás.

24/11/2019

Toy Story 4 (2019)

Alguém estava à espera de ver mais um “Toy Story”? Acho que posso dizer, com alguma segurança, que depois do terceiro filme, todos estávamos contentes com o desfecho desta saga. Por isso, com o anúncio de um quarto filme, a Pixar estava em “risco” de estragar um belo legado.
    Agora como brinquedos da Bonnie, Woody e companhia tem uma nova dinâmica. Quando ela cria um novo brinquedo em Forky e partem todos numa jornada, vão descobrir que o mundo é muito maior do que pensavam.
    Sinceramente, acho este o mais fraco de todos. Parece uma extensão que não justifica a sua existência. É verdade que, no terceiro filme houve a conclusão da história de Andy, com os seus brinquedos, e agora é a vez de Woody ter o seu desfecho. Era preciso? Depois de ver o filme, acho que não. 
    Mas adiante. Uma coisa que notei logo foi a animação. Tanto os cenários como as personagens parecem incrivelmente fotorealistas, com um incrível detalhe. Só que com isso veio um pequeno inconveniente. Muito do aspeto meio “cartonesco” das personagens foi perdido, mas também não é por isso que o filme deixa de parecer incrível.  
    Temos várias personagens novas, o já mencionado Forky, Gabby Gabby, Duke Caboom (nome fantástico, já agora!), e o regresso, com mais protagonismo, de Bo Peep. E, se o regresso do romance de Woody com Peep foi um bom retornar ao passado, o enredo de Forky não foi daqueles que me agradou muito. Foi quase como obrigá-lo a ser uma coisa que ele não tinha qualquer interesse em ser e que não fazia parte do seu destino. 
    Só que o resto do grupo de brinquedos foi varrido para segundo plano, incluindo Buzz Lightyear, e perderam-se muitas das suas interações, o que é uma pena. 
    No final, acabei por gostar deste novo “Toy Story”, porém não teve uma história tão boa, nem causou tanto impacto como os anteriores.

18/08/2019

O Rei Leão (The Lion King - 2019)


Vamos ser sinceros, o “O Rei Leão” de 1994 é a melhor animação de sempre. Pronto, pelo menos, deve ser para muita gente, eu incluído, por isso não achei estranho esta nova versão da Disney chegar, visto que já o estavam a fazer com “Cinderela” e “A Bela e o Monstro”. O único motivo aparente, pelo menos, para mim, para não ter sido feito até agora, prende-se com motivos tecnológicos. Mas, depois daquilo que o realizador Jon Favreau conseguiu fazer com “O Livro da Selva”, pareceu que chegou o momento e não há realizador melhor para o fazer que Favreau.
    Para quem ainda não sabe, o filme apresenta-nos a jornada do jovem leão Simba que, depois da morte do seu pai, tem que aprender o significado de responsabilidade e coragem.
    Para começar: isto é uma animação! Podem arranjar as justificações que quiserem mas, no final, todo o filme foi feito num estúdio, gerado por computadores. E não é por ter UM frame de imagem real que, de repente, o filme passa a ser uma versão em “imagem real”. É apenas um tipo de animação, nomeadamente fotorrealista. E, nesse sentido, o filme está incrível! É algo que é difícil de acreditar que não é filmado em cenários reais, tendo em conta todos os detalhes apresentados. 
Por outro lado, tinha o medo que, com todo este “realismo”, se perdesse o charme da versão animada mas, felizmente, é possível distinguir as emoções que as personagens apresentam. E também dá para saber qual leão é qual, pelo menos durante a maior parte do tempo.  
A história é basicamente uma cópia frame por frame da animação, o que deve desagradar a uns e agradar a muitos outros: basicamente, é voltar a contar a mesma história a uma nova geração. Na verdade, foram feitas ligeiras alterações e, neste caso, mais valiam estar quietos, já que num caso criaram uma incoerência e nos outros não acrescentou nada. 
As novas vozes (na versão original) foram bem-vindas, principalmente Seth Rogen e Billy Eichner, como Pumba e Timon respetivamente, que conseguem sempre ser a festa quando estão presentes. Por outro lado, o regresso de James Earl Jones como Mufasa, embora nostálgico, já consegue dar o poder na voz a um leão no auge da sua força. Donald Glover e Beyoncé, como Simba e Nala, também não foram os meus favoritos, já que as vozes são muito reconhecidas. Na verdade, parece que estamos a ouvir os atores e não as suas personagens.
Esta nova versão de “O Rei Leão”, embora não tenha o mesmo charme que a animação, consegue ser um filme sólido e um prodígio tecnológico.

25/02/2019

Como Treinares o Teu Dragão 3 - O Mundo Secreto (How to Train Your Dragon: The Hidden World - 2019)



Ufa! Estava difícil esta sequela aparecer! Infelizmente, este franchise nunca teve a atenção que merecia. E, embora, os filmes anteriores tenham sido um sucesso tanto na crítica como na bilheteira, não conseguiram permanecer na cabeça do público em geral. Vamos ver se com este “Mundo Secreto” é de vez!
Hiccup é agora o chefe da vila de Berk e, juntamente com a sua equipa, conseguiu criar uma utopia onde humanos e dragões vivem lado a lado. Entretanto, surge Grimmel, um caçador de dragões, que matou todos os Fúria da Noite, que agora deseja acabar o que começou, tornando Toothless o seu alvo principal.
Vou já dizer isto. Esta nova entrega não é tão forte como o segundo filme. Só que, é preciso ter em consideração que o filme anterior está entre as minhas animações favoritas. Tirando a cena final que provoca um impacto emocional forte, aqui, o protagonismo está divido entre as novas responsabilidades de chefe e súbito interesse amoroso de Toothless. Além disso, a relação entre os dois protagonistas faz o filme brilhar, com companheirismo e lealdade.
Astrid também teve direito a mais protagonismo. Agora que a relação está “em aberto”, ela é mais interveniente e serve como suporte a Hiccup. Grimmel também foi um bom vilão, daquele género que prima pela inteligência em vez da força bruta, como no filme anterior, e consegue criar uma presença verdadeiramente ameaçadora.
Em termos técnicos, o filme sofreu mais um upgrade. Os cenários estão incrivelmente detalhados, praticamente fotorealistas, desde folhas na floresta, o oceano, até ao cabelo de todas as personagens. Se calhar, o “passo a seguir” é passar todos os elementos para imagem real.
Com este “O Mundo Secreto”, a saga “Como Treinares o Teu Dragão” facilmente se torna um forte concorrente quando se fala nas melhores trilogias de sempre, não nos primeiros lugares, mas talvez top 10.