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06/03/2020

Bora Lá (Onward - 2020)

O primeiro filme da Pixar deste ano é uma das grandes estreias da animação de 2020 e podemos contar, como sempre, com a qualidade com que o estúdio nos habituou. E este ano temos uma coisa que não é propriamente comum: teremos dois lançamentos do estúdio antes do próximo Natal. 
    Num mundo de fantasia no nosso tempo, dois irmãos elfos partem numa aventura para conseguirem mais um dia com o seu falecido pai.
    Todos os filmes de fantasia têm logo um ponto positivo da minha parte. Além disso, a mistura desse elemento com o meio urbano está muito bem construído, desde um dragão a servir como animal de estimação até aos unicórnios a comerem nos contentores do lixo.
    Mas, aqui, o que interessa é a demanda de Ian e Barley para poderem ver o seu pai. E, como não podia de ser ao se tratar de um filme da Pixar, não só temos ação e aventura, mas também muita alma e coração. A relação entre os dois irmãos é explorada, bem como os vários motivos porque um deles quer reencontrar o pai e o outro finalmente conhecê-lo. Também algo que não é comum neste tipo de filmes é a presença ativa da mãe, sem que seja forçada.
    Em termos técnicos, o filme está impecável como sempre mas, tal como em “Toy Story 4”, ainda me faz um pouco de confusão a mistura de cenários fotorrealistas com as personagens de fantasia. Parece que não ficam muito bem enquadradas mas, à medida que for cada vez mais frequente, esta minha comichão deverá passar.
    “Bora Lá” não chega aos picos emocionais que o estúdio já nos trouxe, como “Inside Out”, mas, mesmo assim, é uma animação bastante boa.

04/08/2019

Homem-Aranha - Longe de Casa (Spider-Man: Far from Home - 2019)

    Depois de “Vingadores - Endgame”, pelo menos nos próximos meses, qualquer que seja o filme, estará aquém. E isso também é necessário, pois não podemos ter crises universais em todos os filmes, com o problema de se tornar banal. Felizmente, temos a sequela de “Regresso a Casa” para nos trazer a bom porto.
Este é uma sequela em que é necessário alguma contextualização. Assim, sem ver “Endgame”, não se vai entender algumas coisas que são apresentadas e explicadas aqui, como o Blimp. Mas bem, visto que já é o filme com a maior bilheteira de sempre, acho que posso falar aqui sobre ele. Peter sente o peso da responsabilidade de se equiparar a Tony Stark e, ao mesmo tempo sente-se responsável por não ter conseguido contribuir para um desfecho do Endgame sem baixas. Por isso, é natural que queira passar as férias escolares sem vestir o seu uniforme, apenas passear pela Europa e tentar começar uma relação com a rapariga que gosta.
Este deve ser o filme com a melhor ação em que já vimos esta personagem participar. Temos situações diferentes para ele explorar, inimigos que fogem da zona de conforto e novos fatos para apresentar. E como é que conseguimos estes novos cenários? Porque temos a ajuda de um novo companheiro, Mistério, para tentar parar os Elementares de destruir a Terra. A história dá algumas reviravoltas interessantes, mas não é no lado do Homem-Aranha que gira o filme, mas sim em Peter Parker. 
Depois dos devastadores acontecimentos dos filmes anteriores, Peter só quer relaxar um pouco, aproveitar as férias e, com sorte, algum romance. E é algo que facilmente se pode compreender. Estamos a falar de alguém que ainda não acabou o secundário e que se meteu nisto dos super-heróis para salvar a vizinhança, ou seja, acontecimentos em pequena escala, nada em termos intergaláticos. Por isso, todos os seus dilemas entendem-se perfeitamente. 
E, felizmente, a química entre os vários elementos do grupo não se perdeu desde o filme anterior. E, embora tenhamos menos de Ned - mesmo que o pouco seja muito bom -, dá-se lugar a maior protagonismo de MJ e o modo como ela se relaciona com ele.
O elemento novo era um dos que estava com maior receio… Foi muito bem tratado e pensado. Mistério não é foleiro! O seu fato, efeitos e história fazem sentido e mostram o incrível trabalho de efeitos especiais que já é possível fazer nos dias de hoje. E, para representar tudo isto, não há ninguém melhor que Jake Gyllenhall para o fazer. O ator consegue trazer a seriedade e ao mesmo tempo ser cómico emmedida. Que toda aquela história de multiverso, que vemos no trailer, consegue ser bem explicada.
Mais uma vez, a nova aventura do Homem-Aranha é um acontecimento a ser visto no cinema. Não só pela história em si, como para descobrir os acontecimentos pós Endgame. E tem duas cenas pós-créditos a não perder!



26/04/2018

Vingadores – Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War - 2018)


                Já passaram 10 anos desde o lançamento de “Homem de Ferro”, filme que começou esta jornada cinematográfica, essa que atinge uma primeira conclusão na “Guerra do Infinito”. Praticamente, todos os heróis que vimos estão aqui (e raios se não são uma data deles!) e, finalmente, vemos o que Thanos é capaz e para que quer as Pedras do Infinito.
                Os Vingadores têm de por de lado as suas diferenças e voltar a juntar-se, se querem ter uma hipótese de derrotar o terrível Thanos e a ameaça que ele impõe sobre o universo.
                Vamos lá começar pelo pior, não é bem mau, mas pode ser um ponto negativo. Se este é um filme sobre o culminar de todos os filmes e com todas as personagens, convém que todos os anteriores estejam frescos na memória, já que não se perde tempo com introduções nem nada do género. Assim, espera-se que quem vá ver a terceira entrega dos Vingadores esteja já bem por dentro dos seus elementos.
                O melhor de toda a produção:o vilão Thanos. Havia o receio que, com tantas insinuações a esta personagem ao longo dos filmes, ela não se conseguisse destacar e fosse apenas mais um vilão todo-poderoso banal. Felizmente, tal não podia estar mais longe da verdade. Thanos é o melhor vilão que a MCU já nos entregou, uma presença poderosa e intimidante, com uma determinação avassaladora para completar o seu objetivo, que considera ser a forma de salvar o universo de uma inevitável destruição. Os seus generais não tiveram tanta exploração mas isso é compreensível, e a sua utilização é completamente justificável.
                Como foi possível ver nos trailers, os nossos heróis não vão estar todos juntos mas sim divididos em grupos. E, nesta divisão, quem é capaz de ter ficado pior servido é Chris Patt, já que o carisma da sua personagem é grandemente anulado dentro do grupo onde está inserido.Porém todos têm o seu tempo de antena, menor ou maior, mas os realizadores Anthony e Joe Russo fizeram o melhor que seria possível fazer com um número tão grande de personalidades a ser exploradas. Homem de Ferro, Doutor Estranho, Thor, Homem-Aranha, entre muitos outros têm grandes momentos e foi incrível!
                O filme dura duas horas e meia e, embora eu pudesse continuar a ver por mais uma ou duas horas, estamos numa experiência muito intensa, repleta de movimento e recheada de enredos em simultâneo. O motivo é algo que já falei: estamos perante uma conclusão com personagens já conhecidas, logo a grande maioria do filme são cenas de ação fantásticas, sem muito tempo para recuperarmos o folego.
                O final foi uma grande e agradável surpresa, que me deixa ainda com mais vontade de ver o que vai acontecer para o ano.


09/07/2017

Homem-Aranha - Regresso a Casa (Spider-Man: Homecoming - 2017)



Homem-Aranha está na MCU! Não nos vamos debater sobre a colaboração entre a Sony e a Marvel para fazer este filme acontecer, já que isso iria desviar as atenções sobre o que interessa: o filme. Tom Holland, o nosso novo Peter Parker, já nos deu um cheirinho daquilo que é capaz de fazer em “Capitão América - Guerra Civil” por isso, agora com um filme só sobre ele, a expectativa é elevada.
Vários meses após os acontecimentos de “Capitão América - Guerra Civil”, o jovem Peter Parker, sob a tutela de Tony Stark, continua a tentar viver a sua vida como um aluno do secundário, ao mesmo tempo que protege as ruas de Nova Iorque como Homem-Aranha. Mas, com o aparecimento do Abutre, novos desafios vão aparecer para o jovem super-herói.
Tudo aquilo que estamos à espera de um filme da MCU está aqui: cenas de ação, comédia e várias referências a outros acontecimentos deste universo cinematográfico. Só que, enquanto “Homem-Formiga” se debruçou sobre um roubo e “Doutor Estranho” sobre magia, este “Homem-Aranha - Regresso a Casa” é sobre o liceu. Embora tenha muitas semelhanças com os outros filmes, consegue ser suficientemente diferente.
Uma coisa que esta colaboração com a Sony trouxe de positivo foi um maior desenvolvimento do vilão. Ao início saber que o Abutre, interpretado por Michael Keaton, ia ser o antagonista não foi muito entusiasmante mas o filme conseguiu fazer-me mudar de ideias. Não é um vilão que seja mau por ser, tem um motivo razoável, quer apenas ter um meio de sustentar a sua família. É ameaçador na dose certa mas, ao mesmo tempo, tem um código de honra, o que o faz respeitar o aranhiço.
Tom Holland, como o nosso novo Peter Parker, é uma lufada de ar fresco, já que é das poucas vezes em que alguém que está no liceu de facto se parece com alguém que lá deve estar. E o jovem ator consegue uma grande interpretação; a sua personagem quer ser notado pelo seu mentor Tony Stark para se juntar às grandes missões dos Vingadores, mas ninguém lhe dá muita atenção, o que o obriga a ir impedindo crimes só na zona de Nova Iorque. As cenas de ação são mais contidas que nos filmes anteriores e não o vemos a balançar por entre os prédios mas, mesmo assim, são muito bem executadas. Não gostei muito dele ter o fato todo quitado (não que não esteja bem executado e encaixado na história). É que uma das essências do Homem-Aranha é ser ele a criar o seu próprio fato, se ele recebesse este fato mais para o final a coisa seria mais compreensível.
O restante elenco também está muito bom. O melhor amigo do protagonista Ned é aquele que tem reações que seriam de esperar de um estudante, o que nos trazem uma boa dose de realismo ao filme. E Homem de Ferro está na dose certa, não presente demais para roubar o protagonismo, nem pouco que chegue para ser apenas um cameo.
“Homem-Aranha - Regresso a Casa” é uma grande entrada para a MCU e deixa-me com uma grande expetativas para os futuros filme da personagem.


30/04/2016

Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War - 2016)



                Embora seja o terceiro filme de Capitão América, à medida que o tempo ia passando e se ia sabendo que cada vez mais heróis iam aparecer, parecia que este seria um Vingadores 3 e que Capitão América seria mais um entre muitos. E, depois do grande filme que os irmãos Russo nos trouxeram em “Capitão América – O Soldado do Inverno”, será que vão conseguir superar-se?
                Os Vingadores continuam a tentar defender o mundo, mas como em todas as missões resultam graves danos colaterais, os governos do mundo querem que ele sejam supervisionados. Isto vai dividir a equipa, com Homem de Ferro do lado do acordo, e com Capitão América contra a supervisão.
                Mas nada disto interessa, porque o se quer saber é se a passagem de Homem-Aranha para a Marvel sempre valeu a pena. E, mesmo aparecendo em apenas duas cenas (embora uma seja bastante longa), a vontade de ver esta nova versão num filme a solo aumentou consideravelmente. Finalmente vemos um Homem-Aranha mais jovem, com mais tiradas cómicas e com grandes cenas de ação. Pantera Negra também faz aqui a sua estreia, e mesmo tendo um bom fato e boas cenas de ação, não me cativou assim tanto, mas espero pelo seu filme a solo para ver se a personagem se vai destacar neste universo.
                É verdade que temos quase todas as personagens que apareceram no universo Marvel aparecem no filme, mas mesmo assim não deixa de estar focado em Steve Rogers. Todos os elementos têm os seus momentos, contudo é a luta entre Rogers e Tony Stark, e a relação do primeiro com Bucky Barnes, que move o filme em frente. Para muitos dos atores entrar dentro destas personagens é como vestir uma segunda pele, e as suas interpretações são sempre boas.
                O argumento, embora não tão sólido como o filme anterior, mesmo assim conseguiu o que “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” tentou, que foi criar tensão e com consequências que se vão manter. O maior problema é algo recorrente com os filmes da Marvel, o seu vilão. Não foi muito bem desenvolvido, principalmente tendo em conta o nome da sua personagem, mas também verdade seja dita, este filme não é sobre ele.
                Mas a ação está incrível. Temos mais cenas, mais elaboradas e é sempre interessante ver super-heróis às turras uns com os outros. E a cena no aeroporto, que aparece no trailer, vai ser provavelmente uma das melhores sequências de ação do ano, e é capaz de ser a melhor já feito dentro deste género.
                “Capitão América – Guerra Civil” é uma grande maneira de fechar a trilogia, e entrega tudo aquilo que promete.