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26/02/2015

A Ascensão de Júpiter (Jupiter Ascending - 2015)



                A missão dos irmãos Wachowski vai ser sempre ingrata, já que todos os seus filmes vão ser comparados à saga “Matrix”, e embora tenha gostado bastante de “Cloud Atlas”, este “A Ascensão de Júpiter” não é o melhor que o duo consegue fazer.
                Júpiter ganha a vida a limpar as casas-de-banho, mas quando descobre que é a legítima dona do planeta Terra, a sua vida vai mudar completamente.
                O grande problema deste filme via-se logo no trailer. A história iria ser muito básica e muito dentro do que estamos acostumados neste género. Claro que, baseando isto apenas num trailer é injusto, mas depois no filme aconteceu isso mesmo. É pena ter sido criado um universo que parecia bastante rico, para depois usar os mesmos truques do costume. Até as duas cenas mais tensas no final são praticamente iguais. A história deste universo, como a política e a religião, teria muito mais interesse se fosse explorada numa série, ou uma saga de filmes.
                Se tirarmos esse “pequeno” detalhe, “A Ascensão de Júpiter” é um filme que se vê bastante bem. Os efeitos especiais são de grande qualidade e valem sem dúvida a pena. Claro que temos 3D, que tem alguns momentos interessantes, mas que não acrescenta nada de especial ao filme.
                Em termos de interpretações, Mila Kunis deixa um pouco a desejar, não acrescenta nada ao filme e a sua personagem apenas está lá para ser constantemente salva e pouco mais. Já Channing Tatum consegue um bom desempenho, como um alienígena que é uma mistela de pessoa com lobo, que tem como função proteger a protagonista. E nas cenas de ação não desilude, tal como já fez em outros filmes, já para não falar daquelas botas anti gravidade que são um máximo. O vilão de Eddie Redmayne é incrivelmente mal aproveitado, tinha o potencial para ser um grande adversário, mas o argumento não lhe dá margem de manobra.
                Um filme de ficção-científica que até se vê bem, mas que sendo de quem é se esperava mais. Bom entretenimento para quando não quisermos pensar muito.

P.S.: Spoiler alert: por incrível que pareça Sean Bean consegue chegar até ao fim vivo!


09/10/2014

Aproveita a Vida Henry Altmann (The Angriest Man in Brooklyn - 2014)



                Quando Robin Williams nos deixou neste último agosto, todo o mundo sentiu que foi uma enorme tragédia, tanto pela alegria que este espalhava pelo próximo, quer pela sua paixão pela interpretação. Por outro lado, o negócio não para e este “Aproveita a Vida Henry Altmann” arranjou um tempo de antena extra. E, por ironia do destino, o tema foca a morte, retratando um homem que tem 90 minutos de vida.
                Henry Altmann é um homem que se irrita com muita facilidade, afastando todos à sua volta. Mas quando, após uma ida ao médico, descobre que tem 90 minutos de vida, Altmann vai tentar reparar todas as suas ligações pessoais.
                Infelizmente, este não é um bom filme de despedida do ator. O problema é que a maior parte do tempo só vemos Williams a berrar com toda a gente - e, se fosse um pouquinho divertido, não havia problema - a questão é que é apenas desagradável. O restante elenco, que conta com nomes como Mila Kunis, Peter Dinklage e Melissa Leo, faz um trabalho secundário decente mas gostaria de ter visto mais de Dinklage e menos de Kunis.
                O argumento até seria interessante se tivesse sido melhor trabalhado. Os clichés pelos quais o protagonista passa não trazem nada de novo e, com uns pozinhos de comédia à mistura, a coisa podia ter corrido melhor.
                É melhor nos recordarmos o Robin Williams de outros filmes.


09/07/2014

Na Terceira Pessoa (Third Person - 2014)



                Por regra, os filmes que tentar mostrar várias histórias ao mesmo tempo não me conseguem captar a atenção. Muitas vezes é uma confusão pegada e no fim acaba-se por em vez de termos várias histórias não temos nenhuma. Mas, pode ser que o realizador Paul Haggis me faça mudar de ideias. 
                Aqui vamos ter três histórias românticas passadas em cidades diferentes (Roma, Paris e Nova Iorque) e no modo em que elas estão todas ligadas. 
                Um ponto positivo são as transições entre as várias histórias. Não são abrutas e são inteligentes, e sabemos sempre em que história é que estamos. Isto é, quando o filme quer que saibamos isso. 
                O argumento consegue cativar. Pelo menos, a maior parte das histórias. Claro que houve uma maior incidência numas histórias do que em outras, mas mesmo assim não chegam a prender totalmente a atenção. No final vamos a ligação entre elas todas, mas algumas delas parecem forçadas e sem muita relevância. 
                Em termos de elenco o filme consegue satisfazer. Liam Neeson é o Liam Neeson a que estamos habituados, Mila Kunis parece que não é desta que também vai satisfazer, Olivia Wilde e Adrien Brody conseguem uma prestação decente. 
                Haggis consegue uma realização competente, mas não satisfaz. Parece que muito e melhor ficou por dizer.


23/04/2014

Laços de Sangue (Blood Ties - 2014)



                Um filme soube o qual não tinha quaisquer expetativas e que me conseguiu surpreender pela positiva. Um filme de criminosos, que conta no elenco com Clive Owen, Billy Crudup, Marion Cotillard e Mila Kunis. 
                Tudo se passa em Brooklyn durante os anos 70, com dois irmãos em lados opostos da lei que se vão enfrentar e ao crime organizado. 
                O que não estava à espera era das duas horas de duração do filme, um filme deste tipo costuma ficar-se pela hora e meia, mas até entendo que era preciso criar toda a ambientação e apresentar as personagens, para que depois tudo o que acontecer tenha um maior impacto. 
                O argumento é interessante, não apresenta nada de inovador, já que a dada altura consegue-se entender o que vai acontecer no final. Mas ao menos esse final consegue ser empolgante, não tanto por aquilo que está a acontecer, mas mais pela banda-sonora. Temos também alguns momentos mortos que podem fazer dispersar e que não estão lá a fazer nada. 
                Em termos de interpretações as coisas são boazinhas. Owen faz um bom trabalho, muito à semelhança de papeis a que já está habituado, Crudup também faz uma boa interpretação, mas talvez a melhor cabe a Cotillard. 
                Um filme com o seu interesse.


07/03/2013

Oz: O Grande e Poderoso (Oz the Great and Powerful - 2013)



                Parece que agora só temos prequelas e sequelas de tudo e mais alguma coisa. Agora, o escolhido foi o clássico de 1939 “O Feiticeiro de Oz”. Mas, será que com o uso das mais recentes tecnologias vai trazer alguma magia à prequela do clássico? 
                Oscar Diggs, ou Oz, é um mágico de um circo ambulante que tem grande tendência para se atirar a tudo o que for mulher e que tem grandes ideias de grandeza. Mas, quando é transportado para a terra mágica de Oz e é identificado como o salvador da terra, Oz vai ter de decidir se de facto o é ou é apenas mais um dos seus “truques mágicos”. 
                Antes de mais, a introdução do filme está muito bem-feita. A preto e branco e num formato mais pequeno é um piscar-de-olhos ao clássico. Mas, não se preocupem, quando a ação de passa para a terra de Oz, tudo volta ao formato a que estamos habituados. 
                Aqui temos três bruxas, que conseguem boas interpretações, porém Mila Kunis deixa bastante a desejar em termos de interpretação. Sendo que, a maior prestação de todas vai para o protagonista James Franco, que interpreta Oscar Diggs, que consegue estar confortável tanto em cenas mais sérias como nas mais cómicas. O macaco voador, que é falado por Zach Braff, é sem dúvida a personagem mais querida de todo o filme. 
                Em termos técnicos é um filme que consegue igualmente uma boa prestação, com bastante cor, parece uma versão de “Alice no País das Maravilhas” mas em vez do tom gótico de Tim Burton, um tom bem mais alegre, também como forma para atrair um público mais jovem. O 3D também está bem aplicado, trazendo uma maior imersão a toda a experiência, embora haja aquelas cenas em que se vê que é mesmo para fazer uso desta tecnologia. 
                Uma boa história de fantasia que conta com uma grande interpretação de James Franco. 

Nota: 3,5/5