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19/02/2019

Assim Nasce uma Estrela (A Star Is Born - 2018)


            A sério? É só isto? O filme que está nas bocas do mundo, que tem oito nomeações aos Óscares, só tem isto para mostrar? É com o quarto remake desta história que Bradley Cooper, além de protagonizar, se estreia na realização. E, embora tenhamos um filme bem realizado, o resto não é nada de especial.
            Uma estrela da música ajuda uma jovem cantora a encontrar a fama, ao mesmo tempo que a idade e o alcoolismo fazem com que a sua própria carreira entre em decadência.
            Não entendo todo o alarido em volta do filme. É um bom filme mas nada de extraordinário. A maior surpresa foi a interpretação de Lady Gaga que faz aqui um bom papel, embora a atriz/cantora esteja a fazer um papel de uma personagem que teve um percurso semelhante ao seu.
            Tem bons momentos musicais, com algumas boas músicas e muito provavelmente irá ganhar o Óscar por uma delas. As atuações das mesmas pelos dois protagonistas são dos momentos altos do filme. Bradley Cooper, que tem aqui o seu primeiro trabalho de realização, interpreta um excelente Jeff Bridges, com aquela atitude e voz arrastada. Sam Elliott tem um bom papel mas apenas está lá durante cinco minutos e tem uma boa interpretação mas todas as nomeações que tem passa-me completamente ao lado.
            “Assim Nasce uma Estrela” é um bom filme, algo previsível, muito bem realizado pelo estreante Bradley Cooper, mas que, pelo menos para mim, não merece toda a atenção que está a ter.


14/09/2018

Sibéria (2018)


                Se há um filme que representa bem o seu título é este, “Sibéria”, onde tudo está rígido como tudo: o argumento, as personagens e tudo o resto. Este foi dos filmes mais aborrecidos que vi nos últimos meses, senão de há anos. Atenção que já aconteceram situações assim, em que compreendi o ponto de vista de quem gostou do filme, mas aqui, simplesmente, não consigo entender.
                Aqui vemos Keanu Reeves como traficante de diamantes que tem de encontrar o seu contacto russo que está desaparecido para conseguir satisfazer um cliente.
                Temos um grande ênfase no seu caso amoroso com Ana Ularu, o qual é suposto nós nos importamos muito com isso pois, afinal de contas, esta relação é capaz de ser a melhor parte do filme. O que neste caso não quer dizer muito, já que tudo é realizado de maneira tão desinteressante. Têm algumas cenas que tentam ser intensas mas passam completamente ao lado.
                E eu gosto muito de Keanu Reeves mas não é um ator que se enquadre bem em qualquer papel... “Matrix”? Sim! “Drácula”? Credo não! “John Wick”? Sim, mais por favor! “Sibéria”? É para onde apetece fugir depois de ver o filme.
                Dita a regra que gostos não se discutem, por isso, deve haver alguém a gostar deste filme mas não conto com uma percentagem muito grande.

06/01/2017

Passageiros (Passengers - 2016)



                Isto parecia ser algo interessante. É verdade que os trailers dizem praticamente a história toda mas um filme de ficção-científica com Chris Pratt e Jennifer Lawrence e realizado por Morten Tyldum tinha o potencial para ser uma grande forma de acabar o ano. Em vez disso, temos algo muito fraquinho.
                Uma nave espacial, que viaja para uma colónia distante, tem uma avaria nas suas camaras de hibernação, provocando o despertar de dois passageiros 90 anos mais cedo do que o previsto.
                Bem, esta é, pelo menos, a sinopse oficial mas a realidade é ligeiramente diferente. Por isso, se preferem esta versão e não querem saber mais, é melhor não lerem o resto do parágrafo. Ainda por aqui? Ótimo, vamos passar ao que interessa. Apenas Jim Preston (Chris Pratt) é que acordou e, com o passar do tempo, sente-se cada vez mais sozinho e sem saber o que fazer. Então, entra-lhe a ideia de acordar Aurora Lane (Jennifer Lawrence) e começa aqui um grande dilema. Viver sozinho na nave, ou acordar outra pessoa e condená-la ao mesmo destino? Já se sabe a resposta… Este dilema é depois abordado entre os dois protagonistas mas nunca chega a uma verdadeira conclusão, é algo forçado pelo argumento sem muito significado.
                Passando isso à frente. A química entre os protagonistas até não é má, mas não é das mais naturais que já passaram pelo ecrã. Aliás, a química entre Brad Pitt e Marion Cotillard em “Aliados” é melhor. Os melhores momentos são mesmo com o ciborgue interpretado por Michael Sheen, que serve quase como um confessionário e tem algumas grandes tiradas. Aquilo que, no fim, acontece à nave, com as pistas a irem aparecendo aos poucos, serve como um final um pouco anti-climático. Mesmo o aspeto da mesma, que inicialmente parece algo interessante, depressa se torna aborrecida. O exterior ainda vá, tem o seu quê de chamativo, mas depois o interior é aquilo a que estamos habituados a ver em filmes do género, onde os tons de brancos dominam.
                Onde podia haver um drama importante, com questões que deviam ser faladas, tudo envolto num tema de ficção-científica (embora não tenha sido isso que foi anunciado), passou rapidamente para um romance igual a tantos outros. Salvam-se os dois protagonistas e Michael Sheen.