Mostrar mensagens com a etiqueta romance. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta romance. Mostrar todas as mensagens

10/04/2020

Vive (Breathe - 2017)

Na sua estreia na cadeira de realizador, Andy Serkis decide enveredar pela história da vida de Robin Cavendish e, sinceramente, não foi uma escolha propriamente interessante. Estando na vanguarda dos efeitos da captura de movimentos, estava à espera que Serkis fizesse algo que impressionasse. Não que um filme biográfico não tenha o seu interesse mas não é tão apelativo e não tira tanto partido dos efeitos de CGI.
Aqui seguimos a vida e relação entre Robin e Diana Cavendish, que nunca desistiram da vida, mesmo após a poliomielite ter paralisado Robin do pescoço para baixo.
Tudo de bom que o filme “Vive” tem deve-se ao casting. Se não fosse Andrew Garfield e Claire Foy, estavamos perante uma coisa completamente sem sabor. Todas as notas que se têm de bater neste género acontecem de forma previsível - é o que se está à espera quando se vai ver um filme biográfico. Porém, a história peca pelo o modo de execução, tudo que se passa é muito aborrecido. Não há dinamismo nas cenas e tudo se passa com relativa monotonia.
É mesmo só com as interpretações e interações entre Garfield e Foy que o filme se safa. O romance entre os dois e a forma como se unem para conseguir superar as dificuldades é o pouco de positivo que se retém de toda esta experiência. O elenco secundário, composto por Tom Hollander, Hugh Bonneville, Ed Speleers, entre outros, dá umas boas achegas ao par principal. 
Se estão à espera de um filme biográfico com grandes doses de emoção, são capazes de ficar desapontados mas, se preferirem uma história de amor envolta no combate à adversidade, aí “Vive” é o filme escolhido.

12/01/2020

Marriage Story (2019)

Eu estava à espera de ver, na Netflix, um filme com Scarlett Johansson e Adam Driver a passar por um divórcio? Não. Mas ao menos é um bom sítio para o lançar, onde provavelmente será visto por mais gente do que se fosse lançado no cinema. E, graças a isso, têm a hipótese de ver um grande filme.
É um filme extremamente pessoal e que pode afetar até quem tenha passado por situações semelhantes. Mas, logo no início, parece que estamos num filme diferente, já que consiste numa lista dos pontos positivos que cada elemento do casal diz em relação ao outro, para depois nos ser revelado que tudo se passa durante uma sessão de terapia de casal.
Pode parecer que o filme não é nada de especial, já que aquilo que apresenta é algo cada vez mais comum, mas é nessa familiaridade que quase que somos transportados para a história. E não parte do princípio que um é o culpado e que o outro tem toda a razão. Temos os dois pontos de vista e mostra-se aquilo que se passa na realidade. Nenhum deles é perfeito e têm os seus defeitos, que foram contribuindo para a situação em que estão agora.
As interpretações de Adam Driver e Scarlett Johansson estão incríveis, principalmente NA discussão: todas as nomeações para os prémios são completamente justas e merecidas. Laura Dern também tem tido o seu destaque nesta época de prémios porém, embora faça um bom trabalho, não foi nada que, para mim, se tenha destacado.
"Marriage Story" é um filme muito pessoal e, se calhar, poderá servir para dar um olhar com uma nova perspetiva para quem passou por situações semelhantes.

19/02/2019

Assim Nasce uma Estrela (A Star Is Born - 2018)


            A sério? É só isto? O filme que está nas bocas do mundo, que tem oito nomeações aos Óscares, só tem isto para mostrar? É com o quarto remake desta história que Bradley Cooper, além de protagonizar, se estreia na realização. E, embora tenhamos um filme bem realizado, o resto não é nada de especial.
            Uma estrela da música ajuda uma jovem cantora a encontrar a fama, ao mesmo tempo que a idade e o alcoolismo fazem com que a sua própria carreira entre em decadência.
            Não entendo todo o alarido em volta do filme. É um bom filme mas nada de extraordinário. A maior surpresa foi a interpretação de Lady Gaga que faz aqui um bom papel, embora a atriz/cantora esteja a fazer um papel de uma personagem que teve um percurso semelhante ao seu.
            Tem bons momentos musicais, com algumas boas músicas e muito provavelmente irá ganhar o Óscar por uma delas. As atuações das mesmas pelos dois protagonistas são dos momentos altos do filme. Bradley Cooper, que tem aqui o seu primeiro trabalho de realização, interpreta um excelente Jeff Bridges, com aquela atitude e voz arrastada. Sam Elliott tem um bom papel mas apenas está lá durante cinco minutos e tem uma boa interpretação mas todas as nomeações que tem passa-me completamente ao lado.
            “Assim Nasce uma Estrela” é um bom filme, algo previsível, muito bem realizado pelo estreante Bradley Cooper, mas que, pelo menos para mim, não merece toda a atenção que está a ter.


14/09/2018

Sibéria (2018)


                Se há um filme que representa bem o seu título é este, “Sibéria”, onde tudo está rígido como tudo: o argumento, as personagens e tudo o resto. Este foi dos filmes mais aborrecidos que vi nos últimos meses, senão de há anos. Atenção que já aconteceram situações assim, em que compreendi o ponto de vista de quem gostou do filme, mas aqui, simplesmente, não consigo entender.
                Aqui vemos Keanu Reeves como traficante de diamantes que tem de encontrar o seu contacto russo que está desaparecido para conseguir satisfazer um cliente.
                Temos um grande ênfase no seu caso amoroso com Ana Ularu, o qual é suposto nós nos importamos muito com isso pois, afinal de contas, esta relação é capaz de ser a melhor parte do filme. O que neste caso não quer dizer muito, já que tudo é realizado de maneira tão desinteressante. Têm algumas cenas que tentam ser intensas mas passam completamente ao lado.
                E eu gosto muito de Keanu Reeves mas não é um ator que se enquadre bem em qualquer papel... “Matrix”? Sim! “Drácula”? Credo não! “John Wick”? Sim, mais por favor! “Sibéria”? É para onde apetece fugir depois de ver o filme.
                Dita a regra que gostos não se discutem, por isso, deve haver alguém a gostar deste filme mas não conto com uma percentagem muito grande.

06/01/2017

Passageiros (Passengers - 2016)



                Isto parecia ser algo interessante. É verdade que os trailers dizem praticamente a história toda mas um filme de ficção-científica com Chris Pratt e Jennifer Lawrence e realizado por Morten Tyldum tinha o potencial para ser uma grande forma de acabar o ano. Em vez disso, temos algo muito fraquinho.
                Uma nave espacial, que viaja para uma colónia distante, tem uma avaria nas suas camaras de hibernação, provocando o despertar de dois passageiros 90 anos mais cedo do que o previsto.
                Bem, esta é, pelo menos, a sinopse oficial mas a realidade é ligeiramente diferente. Por isso, se preferem esta versão e não querem saber mais, é melhor não lerem o resto do parágrafo. Ainda por aqui? Ótimo, vamos passar ao que interessa. Apenas Jim Preston (Chris Pratt) é que acordou e, com o passar do tempo, sente-se cada vez mais sozinho e sem saber o que fazer. Então, entra-lhe a ideia de acordar Aurora Lane (Jennifer Lawrence) e começa aqui um grande dilema. Viver sozinho na nave, ou acordar outra pessoa e condená-la ao mesmo destino? Já se sabe a resposta… Este dilema é depois abordado entre os dois protagonistas mas nunca chega a uma verdadeira conclusão, é algo forçado pelo argumento sem muito significado.
                Passando isso à frente. A química entre os protagonistas até não é má, mas não é das mais naturais que já passaram pelo ecrã. Aliás, a química entre Brad Pitt e Marion Cotillard em “Aliados” é melhor. Os melhores momentos são mesmo com o ciborgue interpretado por Michael Sheen, que serve quase como um confessionário e tem algumas grandes tiradas. Aquilo que, no fim, acontece à nave, com as pistas a irem aparecendo aos poucos, serve como um final um pouco anti-climático. Mesmo o aspeto da mesma, que inicialmente parece algo interessante, depressa se torna aborrecida. O exterior ainda vá, tem o seu quê de chamativo, mas depois o interior é aquilo a que estamos habituados a ver em filmes do género, onde os tons de brancos dominam.
                Onde podia haver um drama importante, com questões que deviam ser faladas, tudo envolto num tema de ficção-científica (embora não tenha sido isso que foi anunciado), passou rapidamente para um romance igual a tantos outros. Salvam-se os dois protagonistas e Michael Sheen.