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10/04/2020

Vive (Breathe - 2017)

Na sua estreia na cadeira de realizador, Andy Serkis decide enveredar pela história da vida de Robin Cavendish e, sinceramente, não foi uma escolha propriamente interessante. Estando na vanguarda dos efeitos da captura de movimentos, estava à espera que Serkis fizesse algo que impressionasse. Não que um filme biográfico não tenha o seu interesse mas não é tão apelativo e não tira tanto partido dos efeitos de CGI.
Aqui seguimos a vida e relação entre Robin e Diana Cavendish, que nunca desistiram da vida, mesmo após a poliomielite ter paralisado Robin do pescoço para baixo.
Tudo de bom que o filme “Vive” tem deve-se ao casting. Se não fosse Andrew Garfield e Claire Foy, estavamos perante uma coisa completamente sem sabor. Todas as notas que se têm de bater neste género acontecem de forma previsível - é o que se está à espera quando se vai ver um filme biográfico. Porém, a história peca pelo o modo de execução, tudo que se passa é muito aborrecido. Não há dinamismo nas cenas e tudo se passa com relativa monotonia.
É mesmo só com as interpretações e interações entre Garfield e Foy que o filme se safa. O romance entre os dois e a forma como se unem para conseguir superar as dificuldades é o pouco de positivo que se retém de toda esta experiência. O elenco secundário, composto por Tom Hollander, Hugh Bonneville, Ed Speleers, entre outros, dá umas boas achegas ao par principal. 
Se estão à espera de um filme biográfico com grandes doses de emoção, são capazes de ficar desapontados mas, se preferirem uma história de amor envolta no combate à adversidade, aí “Vive” é o filme escolhido.

14/11/2018

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha (The Girl in the Spider's Web - 2018)


                É pena a versão americana de “Os Homens que Odeiam as Mulheres” não tenha corrido da melhor maneira para fomentar as sequelas. Para mim, com David Fincher a realizar e Daniel Craig e Rooney Mara nos papéis principais tivemos uma versão superior à sueca. Infelizmente, as coisas não correram da melhor forma, por isso temos uma sequela/reboot, com a adaptação do quarto livro da saga, realizada por Fede Alvarez na qual Claire Foy assume a caraterística Lisbeth Salander.
                Lisbeth vê-se envolvida no meio de uma rede de conspirações, traições e espiões quando lhe foi pedido para recuperar um programa informático com a capacidade de controlar vários mísseis a nível mundial.
                Como esperado, todo o estilo da realização de Fincher ficou para trás, o que nos trouxe um pouco mais de luz a todo o ambiente. Mas, sinceramente, isso é que distinguia o outro filme. Este parece um pouco mais “banal”, não que isso se traduza automaticamente num mau filme, longe disso! Mas, no final de contas, é Foy quem salva o filme.
                É mesmo Claire Foy que consegue trazer alguma “alegria” a isto tudo. A terceira interpretação de Salander no grande ecrã é sólida, como a protetora das mulheres. Só tenho uma ligeira comichão mental: ela parece, em muitas situações, uma super-heroína, principalmente na parte do aeroporto. Talvez isto acontecesse nos outros, mas sinceramente já não me lembro, daí apontar como defeito no filme.
                A história e as cenas de ação conseguem sempre levar o filme para a frente mas nunca chegam para o destacar. E, por isso, acho que também não é desta que a saga vai vingar em Hollywood.