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14/11/2018

A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha (The Girl in the Spider's Web - 2018)


                É pena a versão americana de “Os Homens que Odeiam as Mulheres” não tenha corrido da melhor maneira para fomentar as sequelas. Para mim, com David Fincher a realizar e Daniel Craig e Rooney Mara nos papéis principais tivemos uma versão superior à sueca. Infelizmente, as coisas não correram da melhor forma, por isso temos uma sequela/reboot, com a adaptação do quarto livro da saga, realizada por Fede Alvarez na qual Claire Foy assume a caraterística Lisbeth Salander.
                Lisbeth vê-se envolvida no meio de uma rede de conspirações, traições e espiões quando lhe foi pedido para recuperar um programa informático com a capacidade de controlar vários mísseis a nível mundial.
                Como esperado, todo o estilo da realização de Fincher ficou para trás, o que nos trouxe um pouco mais de luz a todo o ambiente. Mas, sinceramente, isso é que distinguia o outro filme. Este parece um pouco mais “banal”, não que isso se traduza automaticamente num mau filme, longe disso! Mas, no final de contas, é Foy quem salva o filme.
                É mesmo Claire Foy que consegue trazer alguma “alegria” a isto tudo. A terceira interpretação de Salander no grande ecrã é sólida, como a protetora das mulheres. Só tenho uma ligeira comichão mental: ela parece, em muitas situações, uma super-heroína, principalmente na parte do aeroporto. Talvez isto acontecesse nos outros, mas sinceramente já não me lembro, daí apontar como defeito no filme.
                A história e as cenas de ação conseguem sempre levar o filme para a frente mas nunca chegam para o destacar. E, por isso, acho que também não é desta que a saga vai vingar em Hollywood.


08/03/2012

Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo - 2012)

               Antes de mais, hei-de esclarecer um ponto inicial importante: ainda não consegui ver nem os livros nem a trilogia Millennium inicial. Por isso, é-me impossível fazer comparações entre a versão americana (esta) e a sueca (original). Esta vai ser uma crítica com base única e exclusivamente no filme.
               Desde já o aviso que este é um filme um pouco forte, principalmente em temas sexuais, desde incesto a violações.
    A narrativa é simples. É-nos apresentado Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um jornalista que foi obrigado a afastar-se do seu emprego após ser acusado injustamente de difamação, é contratado por um rico empresário para descobrir o que aconteceu à sua sobrinha desaparecida há mais de quarenta anos. Para isso, Mikael vai precisar da ajuda da jovem Lisbeth Salander (Rooney Mara), um génio informático que consegue entrar nos computadores mais bem protegidos com a facilidade de alguém que vai ver o email.
                E é nesta personagem que o filme tem muito do seu valor. Lisbeth tem 23 anos mas mesmo assim ainda tem o Estado como tutor, sendo obrigada a que, sempre que precisa de ajuda monetária, tem de recorrer a um tutor que só a “auxilia” em troca de favores sexuais. Tal como disse anteriormente, o filme é um pouco forte, desde a própria aparência da protagonista, cheia de piercings e tatuagens, até o seu aspeto psicológico; é alguém que grita por proteção e um ombro amigo mas, como não o encontra, é obrigada a defender-se sozinha.
                Deste modo, a protagonista “rouba” o filme. O espetador fica mais interessado no que ela está a fazer do que no enredo em si. O que é bom, a prestação de Mara é excelente, sempre que ela está a interpretar o filme sobe sempre de nível. Não foi à toa que foi nomeada para o Óscar de melhor atriz.
                Por falar nos Óscares, também é bom referir que esta película tem a sua dose de nomeações, cerca de cinco, embora sejam mais de cariz técnico, exceto, obviamente, o de melhor atriz. E na grande noite de entrega dos prémios conseguiu levar para casa o Óscar para melhor montagem.
                Um filme muito bom, que vale a pena ser visto.

Nota:4/5