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14/10/2015

Pan – Viagem à Terra do Nunca (Pan - 2015)



                O interesse em ver como é que nasceu a relação entre Peter Pan e o Capitão Gancho? Não muita. O interesse em ver Hugh Jackman como o pirata Barba Negra? Algum. O interesse em ver tudo isto dobrado? Zero.
                Aqui vamos ver como é que o órfão, de 12 anos, Peter foi parar à Terra do Nunca e as aventuras e perigos que no fim o transformaram no herói Peter Pan.
                A dobragem não me agradou de todo, principalmente porque alguém teve a brilhante ideia de traduzir a “Smells Like Teen Spirit” dos Nirvana, e embora exista outra música, só esta teve o direito a este “tratamento”. Mas pronto, tem Joaquim de Almeida e Rui Unas o que já não é mau.
                E a história até foi mais interessante do que estava á espera, só que tinha o problema de não ter um público mais específico. Às vezes tanto parece para os mais pequenos, como em outros momentos parece ser para os mais velhos.
                Os efeitos especiais também têm os seus altos e baixos. Tem cenários muito bem construídos e com muitos detalhes, mas depois a interação entre as personagens e os efeitos não está feita da melhor maneira, notando-se quase a diferença entre o plano dos atores e o ecrã verde.
                Jackman consegue um bom desempenho ao ser minimamente intimidador, pelo menos para um filme familiar. O jovem Levi Miller, embora nos momentos mais dramáticos vacile um pouco, consegue ser um bom protagonista para o filme. Garrett Hedlund é um bom Capitão Gancho, mas Rooney Mara parece meia deslocada da ação.
                “Pan – Viagem à Terra do Nunca” é como uma montanha-russa. Não consegue atingir um ponto positivo sem ter dois negativos atrás.


26/03/2013

Efeitos Secundários (Side Effects - 2013)



É um filme que inicialmente nem me despertou muito interesse, parecia mais um drama lamechas sobre as consequências de tomar medicação. Mas, decidi dar uma oportunidade e posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendido.
           Emily é uma mulher que tem o seu marido de volta após a sua prisão há 4 anos. Pouco depois porém, começa a se sentir cansada e bastante depressiva. Após conhecer o psiquiatra Dr. Jonathan Banks que lhe prescreve um medicamento novo tudo parece ter voltado ao normal, até que alguns efeitos não previstos começam a ocorrer.
          Aviso já que o inicio não e muito interessante, sendo bastante parado não desenvolvendo muito do que se está a passar, mas somos compensados por um segundo ato incrível, que facilmente vai fazer esquecer a introdução.
        Tal acontece devido ao grande argumento que nos é apresentado, que nos deixa envolvidos na psique humana e no que de facto pode ser considerado estar depressivo ou não. Temos igualmente grandes interpretações a acompanhar, principalmente pelo par Jude Law e Rooney Mara, que conseguem aqui desempenhos excelentes. Catherine Zeta-Jones embora não faça um mau trabalho deixa um bocado a desejar. E nem vale a pena falar de Channing Tatum que não esta aqui a fazer nada.
        O final embora não explique tudo consegue ser bastante satisfatório.
        Um filme com um argumento envolvente acompanhado de grandes interpretações.

08/03/2012

Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo - 2012)

               Antes de mais, hei-de esclarecer um ponto inicial importante: ainda não consegui ver nem os livros nem a trilogia Millennium inicial. Por isso, é-me impossível fazer comparações entre a versão americana (esta) e a sueca (original). Esta vai ser uma crítica com base única e exclusivamente no filme.
               Desde já o aviso que este é um filme um pouco forte, principalmente em temas sexuais, desde incesto a violações.
    A narrativa é simples. É-nos apresentado Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um jornalista que foi obrigado a afastar-se do seu emprego após ser acusado injustamente de difamação, é contratado por um rico empresário para descobrir o que aconteceu à sua sobrinha desaparecida há mais de quarenta anos. Para isso, Mikael vai precisar da ajuda da jovem Lisbeth Salander (Rooney Mara), um génio informático que consegue entrar nos computadores mais bem protegidos com a facilidade de alguém que vai ver o email.
                E é nesta personagem que o filme tem muito do seu valor. Lisbeth tem 23 anos mas mesmo assim ainda tem o Estado como tutor, sendo obrigada a que, sempre que precisa de ajuda monetária, tem de recorrer a um tutor que só a “auxilia” em troca de favores sexuais. Tal como disse anteriormente, o filme é um pouco forte, desde a própria aparência da protagonista, cheia de piercings e tatuagens, até o seu aspeto psicológico; é alguém que grita por proteção e um ombro amigo mas, como não o encontra, é obrigada a defender-se sozinha.
                Deste modo, a protagonista “rouba” o filme. O espetador fica mais interessado no que ela está a fazer do que no enredo em si. O que é bom, a prestação de Mara é excelente, sempre que ela está a interpretar o filme sobe sempre de nível. Não foi à toa que foi nomeada para o Óscar de melhor atriz.
                Por falar nos Óscares, também é bom referir que esta película tem a sua dose de nomeações, cerca de cinco, embora sejam mais de cariz técnico, exceto, obviamente, o de melhor atriz. E na grande noite de entrega dos prémios conseguiu levar para casa o Óscar para melhor montagem.
                Um filme muito bom, que vale a pena ser visto.

Nota:4/5