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23/10/2014

Fúria (Fury - 2014)



                Já não se fazem tantos filmes da Segunda Guerra Mundial como antigamente (também pudera, com tantos que já andam por aí), o que não quer dizer que ainda não se possam fazer bons filmes com esse tema. E cabe a David Ayer e Brad Pitt esta difícil tarefa.
                Estamos em 1945, com o desfecho da guerra a se aproximar cada vez mais, um tanque e os seus cinco tripulantes vão ter o difícil confronto com uma companhia inteira de alemães.
                  O filme tenta ser duas coisas, um grande poderio bélico e ao mesmo tempo ter um toque emocional. E ao menos na primeira parte consegue ser minimamente bem-sucedido, já na segunda deixa um bocado a desejar.
                O público entra neste mundo através do novato Norman, um datilografo que agora se vê metido dentro de um tanque. E é com ele que vamos aprender como tudo funciona, porém a transformação do protagonista é incrível, quando temos em consideração que o filme dura cerca de um dia. Os outros elementos da equipa não conseguem impressionar muito, exceção feita, claro está, ao chefe de equipa.
                Logan Lerman, o novato, consegue uma boa prestação e com mais papéis como este podem fazer o ator consiga ir melhorando. Já Michael Peña, Shia LaBeouf e Jon Bernthal embora com um bom desempenho, não fogem muito das personagens que apresentam que no início, não havendo praticamente nenhum desenvolvimento das personagens. Mas, com Brad Pitt já se sabe o que se espera, e isso é uma grande interpretação.
                Em termos de ação não temos muito com que nos queixar, além da muita quantidade de lama. É verdade que às vezes ver toda a ação da guerra a partir de um único tanque pode ser um pouco claustrofóbico e redutor, mas consegue funcionar e entreter. O mesmo não se pode dizer das cenas mais dramáticas, que parecem um tanto forçadas e sem muito impacto de relevo.
                Um bom filme que acerta na ação mas foi um tiro ao lado no drama.


06/11/2012

Dos Homens Sem Lei (Lawless - 2012)



               Ver filmes da época dos anos 20 e 30, a altura em que os gansters reinavam, não são muito frequentes e, depois do último grande filme deste género, “Inimigos Públicos”, e do trailer promissor, é com alguma expetativa que queria ver esta história verídica.
               Tudo se passa em Franklin Country, Virgina, durante a Lei Seca, onde era proibido consumir qualquer bebida alcoólica. Os três irmãos Bondurant são os donos no que se refere ao tráfico de bebida nesta zona dos EUA. Vendem a todos, desde às classes mais baixas até aos próprios agentes da autoridade que os deviam controlar. Mas, com a chegada de um novo inspetor à zona, o negócio pode estar a chegar ao fim.
               Primeiro um pequeno aviso. Para quem vai com a esperança que todo o filme tenha o mesmo tom que o trailer, vai ficar seriamente desapontado. Enquanto o trailer apresenta-nos um filme de ação cheio de sequências interessantes, na realidade é bem mais parado, onde temos uma maior presença de romance e drama.
               Mas pelo menos essa parte está bem representada. Entende-se bem as personagens, os seus motivos e as suas interações. Embora seja interessante de início, num filme com duração de quase duas horas, este começa a tornar-se aborrecido: nota-se que há muito material para sequências de ação que acaba por ser desperdiçado.
               Como pontos positivos temos a caracterização - muito detalhada! - e a interpretação de todos os atores, com principal destaque para Tom Hardy, Guy Pearce e Shia LaBeouf, embora seja muitas vezes semelhante com a sua interpretação em “Transformers”.
               “Dos homens Sem Lei” fica-se apenas pelo razoável pois foi muito desperdiçado.

Nota: 3/5