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30/04/2016

Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War - 2016)



                Embora seja o terceiro filme de Capitão América, à medida que o tempo ia passando e se ia sabendo que cada vez mais heróis iam aparecer, parecia que este seria um Vingadores 3 e que Capitão América seria mais um entre muitos. E, depois do grande filme que os irmãos Russo nos trouxeram em “Capitão América – O Soldado do Inverno”, será que vão conseguir superar-se?
                Os Vingadores continuam a tentar defender o mundo, mas como em todas as missões resultam graves danos colaterais, os governos do mundo querem que ele sejam supervisionados. Isto vai dividir a equipa, com Homem de Ferro do lado do acordo, e com Capitão América contra a supervisão.
                Mas nada disto interessa, porque o se quer saber é se a passagem de Homem-Aranha para a Marvel sempre valeu a pena. E, mesmo aparecendo em apenas duas cenas (embora uma seja bastante longa), a vontade de ver esta nova versão num filme a solo aumentou consideravelmente. Finalmente vemos um Homem-Aranha mais jovem, com mais tiradas cómicas e com grandes cenas de ação. Pantera Negra também faz aqui a sua estreia, e mesmo tendo um bom fato e boas cenas de ação, não me cativou assim tanto, mas espero pelo seu filme a solo para ver se a personagem se vai destacar neste universo.
                É verdade que temos quase todas as personagens que apareceram no universo Marvel aparecem no filme, mas mesmo assim não deixa de estar focado em Steve Rogers. Todos os elementos têm os seus momentos, contudo é a luta entre Rogers e Tony Stark, e a relação do primeiro com Bucky Barnes, que move o filme em frente. Para muitos dos atores entrar dentro destas personagens é como vestir uma segunda pele, e as suas interpretações são sempre boas.
                O argumento, embora não tão sólido como o filme anterior, mesmo assim conseguiu o que “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” tentou, que foi criar tensão e com consequências que se vão manter. O maior problema é algo recorrente com os filmes da Marvel, o seu vilão. Não foi muito bem desenvolvido, principalmente tendo em conta o nome da sua personagem, mas também verdade seja dita, este filme não é sobre ele.
                Mas a ação está incrível. Temos mais cenas, mais elaboradas e é sempre interessante ver super-heróis às turras uns com os outros. E a cena no aeroporto, que aparece no trailer, vai ser provavelmente uma das melhores sequências de ação do ano, e é capaz de ser a melhor já feito dentro deste género.
                “Capitão América – Guerra Civil” é uma grande maneira de fechar a trilogia, e entrega tudo aquilo que promete.


30/04/2015

Vingadores – A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron - 2015)



                Joss Whedon pega pela segunda e última vez na equipa de super-heróis, e as expetativas estão mais altas do que nunca. Muito pelo sucesso que os filmes da Marvel têm tido, como pela forte publicidade ao filme (talvez até mesmo demais). Este é o filme onde todas as histórias e heróis vêm dar, e é preciso um grande filme para conseguir juntar tanta gente.
                Quando Tony Stark decide criar uma inteligência artificial, para proteger a Terra, o que vai criar é na verdade o pior inimigo da humanidade e dos Vingadores, Ultron.
                Vamos começar pelos pontos negativos. O problema de termos tantos protagonistas num filme faz com que o seu desenvolvimento não seja muito grande. E se tivermos em conta que o número de personagens ainda aumentou, o caso piorou um pouco, os dois novatos (os gémeos Wanda e Pietro Maximoff) foram deixados um pouco para trás. É verdade que sabemos um pouco do seu passado e motivações, mas não estão muito tempo no ecrã e aqueles sotaques não combinam muito bem. O romance entre Bruce Banner e Natasha Romanoff apareceu do nada e não parece trazer nenhum benefício para o filme.
                Mas, se tirarmos isso, este “A Era de Ultron” é um grande filme de ação. E muito disso deve-se à introdução do novo vilão. Ultron tem muitas das caraterísticas do seu criador (Tony Stark), como o tom sarcástico e humor, mas acrescenta ainda alguma ingenuidade e vontade de aniquilar toda a humanidade. Isto tudo trazido pela grande voz de James Spader, que cria assim um dos melhores vilões da Marvel (algo que eles estavam a precisar desesperadamente).
                Finalmente conseguimos saber mais sobre Clint Barton, a sua vida e o seu papel na equipa. Por outro lado, Bruce Banner só lá está para dizer sim a toda a gente e tentar controlar o bicho verde dentro dele.
                Em termos de ação o filme não desaponta, com grandes cenas onde todos os heróis estão a trabalhar em equipa para distribuir grandes doses de murros, setas e raios. Com a batalha final a conseguir superar a do primeiro filme, o que é dizer muito!
                Se em algumas cenas existe muita explicação, noutras é bastante escassa. Não sabemos bem como funcionam os poderes de Ultron, o funcionamento do bastão de Loki e as visões de Thor. O tom do filme é também mais sério, mas sem chegar a ser sombrio, com Whedon a conseguir meter ainda umas boas doses de humor. Também foram plantadas as sementes para a próxima fornada de filmes, agora falta ver se tudo vai correr bem.
                Não vai ser este filme a converter quem não gosta deste tipo de filmes (principalmente tendo em conta que é preciso alguma bagagem para o entender) e pode não ter a magia de ver a equipa junta pela primeira vez, mas mesmo assim “Vingadores – A Era de Ultron” é um grande filme de super-heróis.
                 


28/10/2014

O Juiz (The Judge - 2014)



                Ver um filme em que o pai foi muito duro com o filho e este ficou muito ressentido não é propriamente novidade, mas desta vez temos a dupla Robert Downey Jr. e de Robert Duvall.
                Hank é um advogado numa grande cidade, que é obrigado a volta para a sua terra natal porque o seu pai, o juiz da cidade, foi acusado de homicídio.
                Na sua essência “O Juiz” fala-nos sobre a relação pai-filho, mas uma oportunidade deve ser dada ao filme, pois a forma como este conhecido tema é tratado tanto pelo realizador como pelos dois protagonistas fazem-no uma proposta muito interessante. A mãe que morreu e o facto de o pai estar doente pode já ser muita coisa e levar a algum dramatismo excessivo, mas aqui não está de todo mal aplicado.
                Downey Jr. consegue trazer de novo a sua sempre carismática interpretação, sempre com o mesmo toque de arrogância e comédia, mas desta vez junta-lhe também uma pitada de drama. Duvall também consegue uma prestação sólida, embora só tenha de fazer de velho rezingão durante a maior parte do tempo.
                As cenas que se passam no tribunal conseguem ser envolventes e interessantes, mas na parte final duvido seriamente que as coisas se quer se possam passar assim. As outras pequenas histórias à volta do argumento principal, como a ex de Hank e os restantes elementos da família conseguem acrescentar maior qualidade ao filme.
                Um drama que vale bem a ida ao cinema.


28/05/2014

O Chef (Chef - 2014)



                Programas sobre culinária nunca tiveram tanto na moda, desde o Masterchef até ao Hell`s Kitchen, por isso não é muito de estranhar que esta moda tenha chegado ao grande ecrã. Atenção, podem acabar por ficar com muita fome. 
                O chef Carl Casper é um génio na cozinha, mas quando o dono do restaurante onde trabalha não o deixa escolher os pratos que quer, isso leva uma crítica muito negativa num blog. Para resolver a situação, Carl vai andar a vender os seus pratos numa roulotte por todo o país, ao mesmo tempo que vai ter uma relação mais próxima com o seu filho. 
                Sinceramente estava à espera de um filme mais cómico. Não que não tenha os seus momentos mas é mais aquela comédia ligeira. A história está bem construída e tem o seu interesse, mas também é preciso que se tenha o mínimo de gosto por boa comida. 
                Jon Favreau, aqui como protagonista, realizador e argumentista, faz um trabalho bastante competente. Não estou habituado a vê-lo como protagonista e foi uma agradável surpresa ver o resultado final, principalmente na relação com o seu filho. E também temos direito a um grande elenco secundário, com nomes como Dustin Hoffman, John Leguizamo, Sofía Vergara e Scarlett Johansson. 
                E embora o filme conseguia criar uma grande sensação de empatia com o espetador, esse também é um dos seus pontos fracos, porque torna o filme previsível, com todo o argumento a ir para aquilo a que já se está habituado neste tipo de filmes. 
                Um filme interessante, que conta com uma realização sólida de Favreau.