Mostrar mensagens com a etiqueta patrick stewart. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta patrick stewart. Mostrar todas as mensagens

08/03/2017

Logan (2017)



                Hugh Jackman está de volta à personagem que o transformou numa estrela, desta vez num registo muito diferente. Aqui temos um Wolverine a usar as suas garras em toda a sua utilidade, a cortar membros e a trespassar cabeças, por isso já sabem: nada de levar os mais pequenos, este não é o típico filme de super-heróis.
                Num futuro próximo onde os mutantes estão praticamente extintos, um envelhecido Logan vive escondido com um demente Charles Xavier na fronteira mexicana. Porém, quando uma jovem mutante aparece e precisa de ajuda para fugir dos seus perseguidores, Wolverine volta a entrar em ação.
                Estão a ver o nível de brutalidade de “Deadpool”? Bem, aqui é igual só que, em vez de termos o tom cómico e satírico, reina o outro lado do espetro, com um drama ao estilo western. Mais uma jornada pessoal, ao estilo do recente “Hell or High Water – Custe o que custar!”, onde temos um velho e cansado Logan em que a última coisa que quer fazer é meter-se numa luta (não que isso não impeça a grande abertura do filme).
                Hugh Jackman volta a pegar nesta personagem (pela última vez, supostamente) naquela que é uma despedida merecida e em grande estilo. Wolverine já não anda por aqui a salvar um mundo desprovido de mutantes, mas sim a tomar conta do demente Professor Charles Xavier que, sendo o telepata mais poderoso do mundo, é uma grande dor de cabeça (literalmente!). Chega mesmo a ser considerado pelas autoridades como uma arma de destruição maciça. Mas, quando a jovem Laura (uma mutante com os mesmos poderes de Logan) aparece e precisa da ajuda do duo pra se salvar, o nosso protagonista vai ter de voltar a mostrar as garras.
                  E essas garras aqui conseguem ter o seu merecido protagonismo, ao, finalmente, entrar em cabeças, cortar membros e despedaçar toda a gente que se meter no caminho. Finalmente, aparece o sangue que é esperado neste tipo de arma, o que o torna, ao lado de “Deadpool”, do filme mais “agressivo” da saga X-Men até agora. A par do enredo do anti-heroi negro e vermelho, aqui também temos poucas referências à equipa de mutantes. O filme serve mais como uma história à parte, com o alvo da atenção a ser a relação entre Logan e Charles, com o peso da idade.
                E, esta relação, que começou com o primeiro “X-Men” em 2000, atingiu um novo nível de familiaridade, com nenhuma dos dois a saber já qual o seu propósito e se, o que estão a fazer, vale a pena. Jackman e Patrick Stewart nunca estiveram melhor e aqui têm bastante mais com que trabalhar em relação aos filmes anteriores. Mesmo ver a personalidade da jovem Dafne Keen evoluir ao logo do filme é algo compensador principalmente a sua relação com Logan.
                O primeiro filme a solo de Wolverine pode ter começado muito mal, mas conseguiu fechar com chave de ouro.


23/05/2014

X-Men – Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past - 2014)



                E os mutantes voltaram ao grande ecrã, de novo com Bryan Singer na cadeira de realizador (realizador dos dois primeiros filmes) e as minhas expetativas eram muitas. Principalmente, porque iríamos ter no mesmo filme as personagens de “X-Men – O Início” e as suas versões mais velhas. Por outro lado mete viagens no tempo, o que geralmente dá uma grande confusão. 
                Num futuro em que os mutantes estão quase a ser exterminados, a sua única esperança é mandar Wolverine para o passado, para impedir o momento que desencadeou toda esta tragédia. 
                Baseado na BD do mesmo nome, as viagens do tempo até têm um melhor tratamento que a maioria dos filmes, e o entendimento das regras das viagens do tempo conseguem-se entender com relativa facilidade. 
                A estética do filme também está de grande qualidade, com principal destaque para as cenas passadas no futuro, principalmente porque apresenta algo novo. Já que quando a ação passa para os anos 70 parece que estamos nos dias de hoje, obviamente que tem diferenças mas mesmo assim é um cenário demasiado familiar. 
                É sempre difícil fazer um filme em que temos vários protagonistas, neste caso vários mutantes, pois queremos ver sempre os seus poderes e como é que os utilizam. Nas novas entradas temos, como não podia deixar de ser, Evan Peters a interpretar uma versão bastante cómica e divertida de Quicksilver. Também gostaria de ter visto mais de Bishop e Blink. Dos mutantes mais tradicionais é sempre interessante ver Magneto, tanto a versão de Ian McKellen como a de Michael Fassbender. E uma das personagens que tem maior desenvolvimento é o Charles Xavier de James McAvoy, onde tem de aprender a acreditar de novo nele e nos seus poderes. A Mystique de Jennifer Lawrence tem uma interpretação mais fraca em relação ao filme anterior. Já o único defeito do Dr. Bolivar Trask de Peter Dinklage é que tem pouco tempo de ecrã e não causa um grande impacto. O que já não se pode dizer dos Sentinelas, principalmente os do futuro, que são autênticas máquinas de matar mutantes. 
                O argumento consegue ser interessante (embora tenha algumas incoerências, como o facto de Magneto não andar a ser perseguido pelo governo) e as cenas de ação muito bem executadas. De certeza que os fãs da equipa de mutantes vão gostar dos filmes e mesmo só aqueles que gostem de filmes de ação. Mas, claro que convém ter visto os filmes anteriores. 
                 O melhor filme X-Men até agora.