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20/10/2015

Lugares Escuros (Dark Places - 2015)



                Este “Dark Places” foi um filme que, mal vi o trailer, me despertou um entusiasmo especial para o ver. Já se sabe que, de há uns anos para cá, a qualidade de um trailer não está relacionada com a qualidade do filme mas, com a participação de Charlize Theron e Nicholas Hoult no elenco e sendo a história de um livro de Gillian Flynn, (“Parte Incerta”), havia esperança para duas horas bem passadas.
                Libby Day tinha oito anos quando a sua família foi brutalmente morta, na sua casa do Kansas. Agora, quase trinta anos depois, Libby vai juntar-se a um grupo de investigadores para descobrir o que se passou, de facto, naquela noite.
                Tudo nos leva que estamos perante um grande thriller criminal, que nos manteria presos do início ao fim (semelhante ao filme de David Fincher), só que não é totalmente bem-sucedido. Ficamos com vontade de saber o que se passou mas não há nenhum sentido de urgência, em que a descoberta do mistério (e consequente ilibação do suposto culpado) tanto pode demorar cinco dias como cinco semanas. Pronto, na verdade, há data limite mas não é algo que se faça sentir ou que cause algum impacto. Saber o que na verdade se passou é uma agradável surpresa mas nada que nos faça dizer “Uau!” ou que nos mantenha pasmados uns bons segundos.
                Muita da força do filme deve-se a interpretação de Theron, que consegue entrar na sua personagem, alguém que ficou traumatizado com algo que aconteceu quando era muito nova e que, no presente, o dinheiro não chega para tudo, já não sabe bem o que fazer com a vida. Hoult não aparece durante muito tempo mas consegue fazer um trabalho competente. Chloë Grace Moretz também tem algumas cenas, e nelas até que está muito benzinho.
                Não era bem o filme que estava à espera, mas não é mau de todo.


06/06/2015

Mad Max – Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road - 2015)



                Foram precisos 30 anos para que Max voltasse ao cinema, nas mãos do seu criador George Miller. Mas será um bom regresso? Miller desde essa altura fez “Babe” e “Happy Feet” e pode já não estar pronto para um filme de ação, e desta vez também já não podemos contar com Mel Gibson. Os trailers lançados faziam antever que algo de bom vinha a caminho, só que já sabemos que isso não quer dizer nada, por isso, é preciso ter alguma cautela.
                Voltamos ao mundo pós-apocalíptico de Max, e desta vez o protagonista vai ajudar Furiosa, uma mulher de ação, a fugir e a encontrar a sua terra de infância.
                O filme vai ser sem dúvida um dos melhores, senão o melhor, filme de ação deste ano. Miller decidiu optar por efeitos práticos, em vez do agora “tradicional” GCI, e foi uma decisão que se revelou acertada, já que conseguiu conferir um maior realismo a toda a ação. Se gostam de carros seriamente modificados e grandes cenas de destruição a envolve-los, de certeza que vão gostar deste filme. Já para não falar na intensa luta entre Max e Furiosa.
                Mas, nem só de ação sobrevive esta nova aventura de Max. O filme faz algo de muito interessante, e não nos diz a história do mundo, nem o que se está a passar diretamente, somos nós que temos de descobrir. Desde como funciona a Cidadela, até às intenções das personagens, como elas pensam e todo o reinado do vilão Immortan Joe.
                A juntar ao incrível nível de detalhe temos o modo de como tudo foi filmado. Ao contrário da grande maioria do tipo de filmes deste género, onde as cores são mais cinzentas e fazem de tudo para nos deitar a baixo, aqui temos cores vivas e brilhantes que combinam perfeitamente no filme.
                Tom Hardy conseguiu fazer jus à personagem de Gibson, com o seu carater silencioso e mentalidade de lobo solitário, mas que mesmo assim tenta ajudar aqueles que preciso nesta terra árida. Nicholas Hoult faz uma boa interpretação, como um dos seguidos da “religião” do filme, e muito do enredo de fundo é dado por ele. Porém, a par de Hardy, o protagonismo vai também para Charlize Theron no papel de Furiosa, uma implacável personagem capaz de todas as acrobacias e ações necessárias, mas que mesmo assim tem sempre uma pequena esperança de que tudo corra bem. E a atriz conseguiu interpretar tão bem esta personagem, que o filme já foi acusado de ser feminista, uma acusação que não tem muito sentido de ser.
                Uma nota final: o vosso filme pode ser o melhor do mundo, mas de certeza que não tem um alguém num enorme carro, a tocar guitarra que deita fogo.
                “Mad Max – Estrada da Fúria” é um filme que todos os amantes da ação não devem perder, e que muitos com este nível de detalhe apareçam.