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24/06/2013

Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street - 2008)



                Depois de ver “Os Miseráveis” fiquei a pensar noutros musicais que tenha visto e que, de facto, valham a pena ver. E isso recordou-me do filme de 2007 de Tim Burton que, como não podia ir contra a tradição, conta com Johnny Depp no elenco. Reuniu logo um ponto positivo: além de ser um musical, é um filme de terror e esta mistura correu muito bem. 
                Sweeney Todd chega a Londres com um plano de vingança: matar aquele responsável pelo seu exílio e pelo roubo da sua mulher e filha. Para concretizar esse plano, volta a abrir a sua antiga barbearia com a ajuda da dona da loja de empadas, Mrs. Lovett. Trabalham em conjunto pois Todd gosta de cortar o pescoço aos seus pobres clientes e Mrs. Lovett usa a carne para fazer as melhores empadas de Londres. 
                É um filme excelente, principalmente em toda a sua ambientação, que consegue retratar bem a época Vitoriana. A imagem está sempre muito viva, principalmente os vários esguichos de sangue dos vários pescoços cortados. Isso e todo o aspeto sinistro dão bem conta da parte de terror do filme. 
                E quanto à parte do musical? As canções são bastante interessantes, com todos os atores a conseguirem uma boa interpretação, embora ache que Depp vacile em algumas delas, conseguindo apenas brilhar nas canções em que é necessário cantar mais alto. 
                Os atores conseguem uma interpretação sólida, principalmente o casal protagonista, Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Algumas personagens não têm o seu devido destaque mas também não é por isso que o filme falha. 
                Um filme que certamente merece ser visto.


19/05/2013

A Idade do Rock (Rock of Ages - 2012)



                Temos aqui uma estranha combinação. Uma quantidade considerável de celebridades a fazer um musical. E aqui podem correr duas coisas mal: muitas celebridades juntas no mesmo filme não costuma resultar bem e, quando elas não são propriamente cantoras, entrar num musical pode correr muito mal. 
                O enredo não é nada de especial. Nos finais dos anos 80, uma rapariga que vem de uma terriola para Los Angeles para se tornar uma cantora. Quando lá chega, vai trabalhar para um conhecido clube de música, onde encontra um rapaz. O resto segue o que todos estão a pensar, é bastante previsível. 
                Ver Tom Cruise a cantar grandes êxitos do rock dos anos 80… Pois, eu também ficava preocupado. Mas não é aí que o filme corre mal. Acho que todos os atores têm um bom desempenho no campo musical, o que é um grande feito. 
                O grande problema é a falta de desenvolvimento do filme. A sua história parece que não avança e é bastante previsível. Eu não tenho nada contra musicais, aliás, até gosto de ouvir uma música ou outra quando é bem aplicada. Mas aqui temos apenas uma sucessão de temas, parece um CD. Ao menos essas secções estão bem-feitas. 
                Um ponto positivo é o ambiente de todo o filme, que nos consegue transportar para a atmosfera daquela altura. 
                Um filme que deve ser apreciado pelos amantes de musicais.


29/01/2013

Os Miseráveis (Les Misérables - 2013)



                Já foram feitas mil e uma adaptações deste sucesso da Broadway -  e, provavelmente, vão haver mais umas mil. Este é supostamente um filme que desperta as mais diversas emoções e sentimentos. Mas nem todos estão de acordo com tal: dizem que é um filme muito sobrevalorizado e que todo o aparato à sua volta é muito exagerado. Por isso, de que lado da barricada fiquei após o ver? Gostei de o ver, não fiquei perdidamente apaixonado, mas mesmo assim considero-o um bom filme. 
                Durante o século XIX, em França, o criminoso Jean Valjean tenta mudar de vida mas, para tal, teve de fugir da sua condicional, o que fez com que o ferranho pela justiça Javert o persiga constantemente ao longo das décadas. 
                O grande atrativo do filme, para além de estar recheado de estrelas, é que todos os momentos musicais foram feitos durante a gravação, não havendo qualquer edição de som num estúdio. Será que foi uma boa escolha? Acho que sim, os momentos musicais estão bem elaborados e, assim, transmite-se uma maior credibilidade de sentimentos desta maneira. 
                E os atores? Estiveram à altura desta tarefa? No seu geral sim, Hugh Jackman e Anne Hathaway fazem um trabalho incrivelmente bom, algo que eu, sinceramente, não estava à espera. Mas outros, como Russell Crowe, Sacha Baron Cohen e Amanda Seyfried, deixaram um pouco a desejar, mostrando que não têm a força de garganta necessária para este papel. 
                A história também é boa, embora tenha alguns falas e se alongue muito (é que aguentar quase três horas seguidas de cantoria cansa um pouco). Os cenários e toda a caraterização estavam a um nível muito bom. 
                Um musical a ver. 

Nota: 4/5

05/12/2012

Um Ritmo Perfeito (Pitch Perfect - 2012)



                “Um Ritmo Perfeito” é antes de mais um filme extremamente divertido. Pega numa temática que não é muito comum em filmes musicais: músicas a capella. Mas será que o realizador estreante Jason Moore teve sucesso?
                Começando pelo enredo, Beca é uma caloira na universidade de Barden mas a vontade de lá estar não é muita, preferindo antes fazer misturas de músicas para assim arranjar um trabalho como DJ. Contudo, após fazer um acordo com pai - no qual promete entrar numa actividade - Beca entra no grupo feminino de música a capella, as Bellas.
                O enredo não é propriamente original. Consiste num grupo de renegados que se junta e caminha em direçãoao estrelato. A maneira como as personagens interagem é que é o grande interesse do filme, com principal destaque para Rebel Wilson, no papel de Fat Amy, que consegue ser o elemento mais cómico de todo o filme. Os comentários dos apresentadores também são hilariantes e vão agradar de certeza.
                Em termos musicais, o filme também não desaponta, com uma boa interpretação de músicas de artistas atuais tais como Rihanna e Bruno Mars, tanto na coreografia como na cantoria em si.
                O que mais me desapontou no filme foi a interpretação de Anna Kendrick, que não parece muito à vontade no papel que interpreta.
                Quem gosta deste tipo de filmes de certeza que não vai ficar desiludido com este.

Nota: 3,5/5