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30/01/2015

O Excêntrico Mortdecai (Mortdecai - 2015)



                Este filme bem que se podia chamar “Johnny Depp – O Filme”, já que aqui só temos o ator a fazer mais das suas típicas palhaçadas. Não que Depp seja um mau ator mas os seus filmes nos últimos anos têm deixado bastante a desejar e, quanto mais palhaço se está a tornar, menor é a sua relevância.
                Os ingleses, russos e terroristas estão todos à procura de um quadro desaparecido que, segundo a lenda, tem códigos para a localização de ouro nazi. Vai caber ao negociador de arte (nem sempre honesto) Mortdecai encontrar o quadro desaparecido.
                A comédia não está bem assegurada. Quando se vai ver um filme com tal protagonista há que ter alguma cautela. O problema de Depp é que, ao dar vida a este excêntrico e exigente personagem, não consegue ter piada nenhuma. Pronto, para ser totalmente justo, num momento ou outro, a coisa até corre bem mas raras são tais ocasiões. Quanto ao restante elenco há que dizer que está incrivelmente mal aproveitado, tais como Gwyneth Paltrow e Ewan McGregor. Para mim a melhor personagem nesta mistela toda foi o mordomo/guarda-costas Jock, interpretado por Paul Bettany.
                O argumento também não é nada de por aí além. O maior problema foi com o final, numa ideia de querer complicar demais, e que, além de não terem sido bem-sucedidos, ainda estenderam o filme por uns bons excessivos 15 a 20 minutos.
                Ao menos, em termos de cenário e guarda-roupa, o filme consegue surpreender e ser minimamente interessante.
                Pede-se urgentemente a Johnny Depp que deixe de fazer este tipo de filmes para ganhar uns trocos, e passar antes a papeis a sério para ver se ele ainda os consegue fazer.
                Uma comédia com que dá para passar o tempo.



03/01/2015

Caminhos da Floresta (Into the Woods - 2015)



                Esta adaptação de um musical da Broadway, com o seu grande e talentoso elenco e com um aspeto que chamava a atenção, parecia ser uma boa maneira de começar o ano. E já com três nomeações para os Globos de Ouro, uma delas para melhor filme Comédia/Musical, tudo ia pelo melhor.
                Aqui vemos a mistura de vários contos de infância, como o Capuchinho Vermelho e Cinderela e a forma como todos estão ligados por uma bruxa, um padeiro e a sua mulher.
                Vamos para começar pelo pior do filme: o Lobo de Johnny Depp. Embora a sua participação seja reduzida, deixa muito a desejar, basicamente pela sua cantoria com demasiadas insinuações sexuais.
                De resto, o filme, mesmo sendo bom, não consegue deslumbrar. Os momentos musicais estão muito desequilibrados. Alguns conseguem ser bons, outros demasiado parados e outros simplesmente ridículos. Não tenho nenhum ódio ou desagrado por musicais, é um género que até não desgosto de todo, mas este não me caiu muito bem.
                Em termos de interpretações, as coisas também ficaram-se pelo mediano. Merly Streep é Merly Streep e consegue fazer um bom desempenho mas o resto não consegue sobressair. Com Emily Blunt ainda consigo simpatizar mas acaba por aí, com principal desagrado para Anna Kendrick.
                “Caminhos da Floresta” é um musical desequilibrado em todos os aspectos, com nenhuma das nomeações nos Globos de Ouro a não serem, de todo, merecidas.


03/05/2014

Transcendence – A Nova Inteligência (Transcendence - 2014)



                Haverá um limite para o avanço da tecnologia? Esta é uma pergunta que “Transcendence – A Nova Inteligência” nos coloca. Não é o primeiro filme a fazê-lo e certamente não há de ser o último, e agora o tema é a inteligência artificial e a passagem da consciência de uma pessoa para um computador. 
                O Dr. Will Caster é um génio que quer criar uma máquina que seja com consciência e senciente. Mas, quando uma organização antiterrorista o envenena e destrói grande parte do trabalho da sua vida, a sua mulher vai fazer de tudo para o manter vivo, o que aqui quer dizer tentar transferir a sua consciência para um computador. 
                O que eu gostaria de ter visto eram as interações com este novo Will, em vez disso ficamos com uma passagem muito leve nessa parte, focando-se antes no sentimentalismo da relação com a sua mulher. Que basicamente se baseia no facto de não sabermos se Will preservou a sua humanidade ou se é apenas uma máquina. 
                Em termos de interpretações fica-se tudo muito pelo morno. A muita publicidade que gostam de fazer sobre o protagonismo de Johnny Depp é muito exagerada, já que o papel mais difícil e o mais interessante de ver é o de Rebecca Hall, que interpreta a mulher de Will. A sua personagem faz de tudo para se agarrar à esperança que o seu marido ainda existe, e que tudo aquilo que ele faz é justificável como meio de salvar o planeta. Podemos também contar com um talentoso elenco secundário, com Morgan Freeman, Paul Bettany, Kate Mara e Cillian Murphy, mas não vai ser aqui que os vamos ver a fazer grandes interpretações. 
                Não quero com isto tudo dizer que o primeiro filme de Wally Pfister, como realizador, não vale a pena ver, apenas que podia ter sido melhor aproveitado. Tem boas doses de ação e um ritmo acelerado o suficiente para manter todos atentos. 
                Consegue ser um filme interessante, pena os maus resultados de bilheteira que está a ter, já que podem fazer com que afoguentem os estúdios para este tipo de filmes.


09/08/2013

O Mascarilha (The Lone Ranger - 2013)



                Um filme com Johnny Depp e Helena Bonham Carter… Acho que me estou a esquecer de alguém…  Ah, pois é! Falta Tim Burton! Desta vez, o realizador é o responsável por trazer ao grande ecrã “Piratas das Caraíbas”, Gore Verbinski. “O Mascarilha” também é a oportunidade de Armie Hammer se provar como um ator de peso depois da sua participação em “A Rede Social”. 
                John Reid é um advogado que, após ter caído numa armadilha enquanto andava à procura de um fora-da-lei juntamente com o seu irmão, se vê resgatado pelo índio Tonto. Agora, considerado morto por todos, vai usar uma máscara para vingar a morte do seu irmão e impedir uma guerra iminente. 
                Para já, os habituais conselhos: quando forem ver o filme, preparem-se, pois é longo, mesmo muito longo, excessivamente looongo. O início mais parado e algumas cenas que se prolongam sem necessidade são os responsáveis pelas duas horas e meia de filme. 
                Embora talentoso, o elenco é muito grande e torna apresentar personagens sólidas muito mais difícil. Temos boas prestações dos dois protagonistas. Armie Hammer consegue ser um herói com presença e convincente e dá vontade de ver os seus futuros trabalhos. Já Johnny Depp parece que está sempre a fazer a mesma personagem só que, em vez de um pirata maluco, temos um índio maluco. Não quero dizer com isto que Depp não tenha feito um bom trabalho - porque fez – mas, quando o ator diz que quer fazer um papel mais sério e depois sai isto, uma pessoa fica desapontada. 
                Tendo em conta o enorme orçamento do filme, já era de esperar uma boa qualidade em termos de efeitos especiais e, sem dúvida, para o fim, temos grandes cenas de ação. Só que algumas cenas estão entre o cómico/ridículo e o impossível. Isto, a juntar a um argumento que tem muitos buracos e uma duração excessiva, levou a que eu tenha ficado um pouco desapontado com o resultado final. 
                Um longo e razoável filme de ação para este verão que provavelmente não se irão recordar por muito tempo.


24/06/2013

Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street - 2008)



                Depois de ver “Os Miseráveis” fiquei a pensar noutros musicais que tenha visto e que, de facto, valham a pena ver. E isso recordou-me do filme de 2007 de Tim Burton que, como não podia ir contra a tradição, conta com Johnny Depp no elenco. Reuniu logo um ponto positivo: além de ser um musical, é um filme de terror e esta mistura correu muito bem. 
                Sweeney Todd chega a Londres com um plano de vingança: matar aquele responsável pelo seu exílio e pelo roubo da sua mulher e filha. Para concretizar esse plano, volta a abrir a sua antiga barbearia com a ajuda da dona da loja de empadas, Mrs. Lovett. Trabalham em conjunto pois Todd gosta de cortar o pescoço aos seus pobres clientes e Mrs. Lovett usa a carne para fazer as melhores empadas de Londres. 
                É um filme excelente, principalmente em toda a sua ambientação, que consegue retratar bem a época Vitoriana. A imagem está sempre muito viva, principalmente os vários esguichos de sangue dos vários pescoços cortados. Isso e todo o aspeto sinistro dão bem conta da parte de terror do filme. 
                E quanto à parte do musical? As canções são bastante interessantes, com todos os atores a conseguirem uma boa interpretação, embora ache que Depp vacile em algumas delas, conseguindo apenas brilhar nas canções em que é necessário cantar mais alto. 
                Os atores conseguem uma interpretação sólida, principalmente o casal protagonista, Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Algumas personagens não têm o seu devido destaque mas também não é por isso que o filme falha. 
                Um filme que certamente merece ser visto.