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15/09/2019

Sete Estranhos no El Royale (Bad Times at the El Royale - 2018)

    Estava bastante ansioso por ver “Sete Estranhos no El Royale” pois gosto do realizador Drew Goddard. Além disso, e parecia que estava a fazer um filme no mesmo estilo de Quentin Tarantino, o que parecia muito interessante, com nomes como Jeff Bridges, Jon Hamm, entre outros - talento não faltava no elenco.
    Por isso, infelizmente quando o filme acabou não podia ter ficado mais desapontado. Estava à espera de diálogos mais dinâmicos e de um ritmo mais acelerado.
Logo, muita da minha experiência com o filme está toldada pelas minhas expetativas. Porque, embora tenha um elenco que faz bem o seu trabalho, principalmente um Chris Hemsworth num papel em que não estamos habituados a vê-lo, não me conseguiu cativar por aí além. 
O melhor foi toda a mitologia que envolvia o hotel onde se passa toda a ação. Com a sua divisão entre dois estados, salas e câmaras secretas, onde várias personalidades iam. Isto até podia virar facilmente uma série, da mesma maneira que vão fazer com o “Continental” de “John Wick”.
“Sete Estranhos no El Royale” pode não ser um mau filme mas não é dinâmico o suficiente, nem com as suas interpretações, nem com a ação, para nos deixarem colados.

12/10/2015

Black Mass – Jogo Sujo (Black Mass - 2015)



                Muita gente, incluindo eu, já não acreditava que Johnny Depp conseguisse fazer um papel sério e que de facto fosse uma interpretação de louvar. Parecia preso à personagem de Capitão Jack Sparrow ou a fazer uma personagem parecida a essa em outros filmes, mas foi o realizador Scott Cooper que conseguiu mudar essa perspetiva.
                Aqui vamos seguir a história verídica de um dos mais conhecidos e violentos criminosos de Boston, James 'Whitey' Bulger, e a sua relação como um informante do FBI.
                Primeiro há que referir a caraterização de Depp, desde a maquilhagem até aos olhos, que o tornam numa personagem intimidante logo de início. E é uma grande personagem, violenta, agressiva e tem sempre um tom intimidante naquilo que diz.
                Só que o restante elenco também merece atenção. Joel Edgerton tem uma grande prestação como o agente do FBI, e serve para completar muito do trabalho de Depp (talvez mesmo consideração para Óscar…). Os restantes elementos não aparecem tantos, mas mesmo assim estão lá bem, como Kevin Bacon, Benedict Cumberbatch e Rory Cochrane.
                O meu maior problema é com a estrutura da narrativa. Tinha preferido que seguisse mais a história de Bulger, e não estar sempre a saltar entre ele e o FBI. É verdade que os momentos que são mostrados são, à partida, os mais relevantes, mas desta maneira não dá para criar uma maior profundidade à personagem interpretada por Depp.
                “Black Mass – Jogo Sujo” não é um filme perfeito, mas tem muitos bons momentos, e tem prestações impecáveis de Johnny Depp e Joel Edgerton.


11/03/2015

As Cinquenta Sombras de Grey (Fifty Shades of Grey - 2015)



                Com milhões de livros vendidos, uma legião de fãs, um dos trailers mais vistos de 2014 e uma agressiva campanha de marketing, “As Cinquenta Sombras de Grey” tinha tudo para triunfar nas bilheteiras (o que se verificou). No entanto, a questão permanece: valerá a pena ver esta adaptação do romance erótico de E.L. James. 
                A vida da recatada Anastasia Steele muda completamente depois de conhecer o milionário Christian Grey e os seus gostos peculiares. Vamos dar uma vista de olhos pelo mundo do S&M. 
                O problema que se nota logo no início é toda a estrutura da narrativa. Não parece uma história coesa, de todo, mas sim vários segmentos que foram colados todos seguidos. E até mesmo o enredo, em si, deixa muito a desejar: se, enquanto no livro, ainda havia alguma coisa por onde se pegar, no filme parece que se está a apressar e a comprimir tudo para conseguir meter a história toda dentro das duas horas de duração. 
                Mas vamos passar para aquilo que interessa e que a maior parte dos leitores deste texto querem saber – há sexo hardcore e sensualidade exacerbada? Em boa verdade, o chamariz do filme são as suas cenas sexuais no entanto, em vez de aproveitar este trunfo, o filme desperdiça-o de uma forma espetacular e triunfal! Quase não existem e, quando aparecem, não são nada de especial. Deixam muito a desejar, tanto pela sexualidade explícita como pelo poder de sugestão, principalmente para quem leu o livro. 
                Falando de elenco, o duo de protagonistas nem está mal de todo. Dakota Johnson e Jamie Dornan tem uma química razoável mas não conseguem valer a pena a visualização do filme. Verdade seja dita, a partir de agora eles vão ser sempre conhecidos por estas personagens. 
                O melhor de todo o filme foi, sem dúvida, a sua banda-sonora. Com nomes como Beyoncé e Sai. 
                As sequelas já estão asseguradas, mas será que depois deste primeiro o interesse se vai manter?