Mostrar mensagens com a etiqueta Jeremy Renner. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jeremy Renner. Mostrar todas as mensagens

30/04/2015

Vingadores – A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron - 2015)



                Joss Whedon pega pela segunda e última vez na equipa de super-heróis, e as expetativas estão mais altas do que nunca. Muito pelo sucesso que os filmes da Marvel têm tido, como pela forte publicidade ao filme (talvez até mesmo demais). Este é o filme onde todas as histórias e heróis vêm dar, e é preciso um grande filme para conseguir juntar tanta gente.
                Quando Tony Stark decide criar uma inteligência artificial, para proteger a Terra, o que vai criar é na verdade o pior inimigo da humanidade e dos Vingadores, Ultron.
                Vamos começar pelos pontos negativos. O problema de termos tantos protagonistas num filme faz com que o seu desenvolvimento não seja muito grande. E se tivermos em conta que o número de personagens ainda aumentou, o caso piorou um pouco, os dois novatos (os gémeos Wanda e Pietro Maximoff) foram deixados um pouco para trás. É verdade que sabemos um pouco do seu passado e motivações, mas não estão muito tempo no ecrã e aqueles sotaques não combinam muito bem. O romance entre Bruce Banner e Natasha Romanoff apareceu do nada e não parece trazer nenhum benefício para o filme.
                Mas, se tirarmos isso, este “A Era de Ultron” é um grande filme de ação. E muito disso deve-se à introdução do novo vilão. Ultron tem muitas das caraterísticas do seu criador (Tony Stark), como o tom sarcástico e humor, mas acrescenta ainda alguma ingenuidade e vontade de aniquilar toda a humanidade. Isto tudo trazido pela grande voz de James Spader, que cria assim um dos melhores vilões da Marvel (algo que eles estavam a precisar desesperadamente).
                Finalmente conseguimos saber mais sobre Clint Barton, a sua vida e o seu papel na equipa. Por outro lado, Bruce Banner só lá está para dizer sim a toda a gente e tentar controlar o bicho verde dentro dele.
                Em termos de ação o filme não desaponta, com grandes cenas onde todos os heróis estão a trabalhar em equipa para distribuir grandes doses de murros, setas e raios. Com a batalha final a conseguir superar a do primeiro filme, o que é dizer muito!
                Se em algumas cenas existe muita explicação, noutras é bastante escassa. Não sabemos bem como funcionam os poderes de Ultron, o funcionamento do bastão de Loki e as visões de Thor. O tom do filme é também mais sério, mas sem chegar a ser sombrio, com Whedon a conseguir meter ainda umas boas doses de humor. Também foram plantadas as sementes para a próxima fornada de filmes, agora falta ver se tudo vai correr bem.
                Não vai ser este filme a converter quem não gosta deste tipo de filmes (principalmente tendo em conta que é preciso alguma bagagem para o entender) e pode não ter a magia de ver a equipa junta pela primeira vez, mas mesmo assim “Vingadores – A Era de Ultron” é um grande filme de super-heróis.
                 


20/10/2014

Matem O Mensageiro (Kill the Messenger - 2014)



                Um filme sobre um jornalista de investigação parece ter a sua dose de interesse, e também ajuda ter Jeremy Renner como protagonista. Mas fica já o aviso que fiquei um tanto desapontado com o filme. 
                Gary é um jornalista de investigação que descobre que a CIA andou a vender cocaína, como forma de arranjar financiamento para apoiar os rebeldes no Nicarágua. 
                Vamos por tudo em pratos limpos. A primeira parte do filme foi interessante, a segunda deixou muito a desejar. No início estava tudo muito animado com Gary a investigar a história a fundo, indo a tudo o que é sítio e a falar com várias pessoas. O ritmo conseguiu manter a história viva e interessante, mas quando a segunda parte começa tudo isso desaparece. Após Gary ter publicado a notícia, o jornalista é fortemente atacado e criticado, e sinceramente foi um bocado chato. Não tinha muita emoção nem houve uma sensação de progresso, mas nem tudo foi mau, já que serviu para se saber algo mais sobre o protagonista. 
                Renner também aqui não mostra o melhor que consegue fazer. Consegue fazer muito barulho e ser convincente, mas falta-lhe uma muito precisa intensidade, não que a culpa seja totalmente dele, pois o guião também não lhe deixa fazer muito. 
                Um filme com uma primeira parte interessante e uma segunda desapontante.


28/01/2014

Golpada Americana (American Hustle - 2014)





                É com 10 nomeações para os Óscares (com um lugar em todas as categorias principais) e vários prémios ganhos que “Golpada Americana” chega ao nosso país. Derivado de tanto reconhecimento pela Academia, as expectativas são grandes.
                Dois vigaristas são forçados a trabalhar para o FBI se querem evitar ir para a prisão. Isto vai fazer com que o agente Richie DiMaso tenha de entrar no mundo do crime, com uma mistura de subornos e mafiosos.
                O grande problema do filme é o seu argumento, embora haja alguns momentos em que a história consegue convencer. No entanto, noutros, fica tudo muito confuso sem se ter bem noção do que se está a passar.
                Não é pela história que vemos “Golpada Americana” mas sim pelos atores envolvidos. Em ordem crescente, para melhor interpretação, aponto Jennifer Lawrence, Jeremy Renner, Bradley Cooper, Amy Adams e Christian Bale. E, enquanto a nomeação de Bale e Adams seja completamente justa (sendo uma das minhas prestações preferidas de Adams), a de Cooper pode ser aceitável (mas já mais puxada), mas já a de Lawrence parece demasiado forçada. É verdade que a atriz faz um bom papel - nada contra nesse sentido! – mas, daí a ganhar uma nomeação, já me parece exagero.
                Não obstante, David O. Russell consegue criar um filme consistente, que vai desde a montagem à banda-sonora. Também é conseguida uma boa recriação dos anos 70, principalmente no departamento das perucas – uma pequena curiosidade: podem ver Amy Adams e Jennifer Lawrence em roupas bastante interessantes...
                Um bom filme que podia ser bem melhor se tivesse uma história melhorzinha.

04/02/2013

Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters - 2013)



                Parece que chegou a altura de alterar os clássicos, já foi com a “Branca de Neve e o Caçador” e agora é com Hansel e Gretel. O realizador Tommy Wirkola já fez um trabalho interessante, mas como é que será que vai correr nesta reformulação de um conto clássico? 
                Hansel e Gretel não morreram naquela casa feita de doces. Em vez disso, mataram-na e começaram uma carreira de mercenários que matam bruxas por dinheiro. Quando várias crianças são raptadas com o aproximar da Lua de Sangue, os irmãos vão enfrentar um desafio como nunca antes. 
                Este filme tem tudo para correr mal, certo? E sinceramente quase todo é uma desgraça. Existem poucas coisas que fazem com que seja impossível ver o filme. Uma delas é a bela Gemma Arterton, que pela roupa justa que usa está sempre a tentar mostrar os seus atributos. Por outro lado, o outro protagonista, Jeremy Renner, faz uma das suas piores interpretações dos últimos tempos, com a sua única característica interessante é ver que sobre de diabetes, ou como é chamada, a “doença do açúcar”. 
                O que também está bem feito são os inúmeros efeitos especiais, que conseguem criar momentos de gore que não estamos habituados a ver em filmes de ação. O 3D também não está de todo mau, com momentos criados de propósito para fazer uso desta tecnologia. 
                A história e o desenvolvimento da mesma desenvolvem-se de maneira bastante previsível e sem grandes surpresas. As personagens não são bem aproveitadas e não são de todo bem representadas. 
                Uma reinvenção de um clássico que podia ter corrido melhor. 

Nota: 2/5