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29/11/2012

Cloud Atlas (2012)



               Ui! Adaptar um livro que conta seis histórias em simultâneo para o grande ecrã. Alguém anda com ideias muito megalómanas, ainda por cima com Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving e muitos outros a interpretar um papel diferente em cada uma destas histórias. Mas será que os irmãos Wachowski e Tom Tykwer conseguiram concretizar algo que valha a pena ver?
               Sem dúvida que sim! É um filme brilhante. Uma das grandes atrações do filme é ver as ligações, mesmo que subtis, entre todas as seis histórias. E conseguir contar seis histórias diferentes, de modo satisfatório, não é nada fácil mas foi o que aconteceu. Ninguém vai sentir que não sabe tudo o que se passou em qualquer uma das histórias - claro que não são perfeitas, mas estão muito bem.
               O que foi bastante agradável de descobrir foi que atores de renome, tal como Tom Hanks, não são os protagonistas em todas as histórias: tanto podem ser o herói, o vilão, uma personagem secundária, ou até podem aparecer e nem damos conta, revelando um trabalho de caraterização muito bom. Todos os atores conseguem apresentar um excelente trabalho de interpretação.
               Tanto os irmãos Wachoeshi, que ficaram encarregados das cenas passadas no futuro, como Tom Tykwer, que tratou das cenas de época e contemporânea, fizeram um bom trabalho em retratar estes tempos, sendo igualmente de louvar o trabalho de fotografia de todo o filme, que apresenta uma imagem muito nítida e viva.
               Mas de que se trata, de facto, “Cloud Atlas”? É simples. Sugere que todos nós estamos, de alguma maneira, ligados, que tanto no passado como no futuro tudo pode voltar a acontecer mas de maneira diferente e que as nossas ações, tanto boas como más, pode ter consequências mesmo após a nossa morte. Fala igualmente sobre o valor da vida humana e sobre se, de facto, seremos livres ou não.
               Um filme que certamente vai deixar a pensar.

Nota: 4,5/5
                   

22/09/2012

À Espera de um Milagre (The Green Mile - 2000)



               Já tinha este filme há algum tempo na minha lista de “para ver”. Infelizmente, a sua visualização por apressada por um pesaroso acontecimento, a morte do ator Michael Clarke Duncan que, graças a este filme, recebeu uma nomeação para o Óscar de melhor ator secundário. Vamos ver se esta nomeação foi merecida e se este drama com toques de fantasia merece a reputação que detém.
               O filme passa-se no sul dos Estados Unidos da América durante os anos 30. Paul Edgecomb é o dono do Corredor da Morte, um sítio na cadeia onde estão os prisioneiros que foram condenados à morte. Tudo decorre dentro da normalidade até a chegada de John Coffey, um prisioneiro que foi condenado pela violação e morte de duas raparigas pequenas.
               A nomeação de Michael Clarke Duncan foi totalmente merecida, pois conseguiu transformar uma personagem com uma enorme presença com um coração de ouro. Posso até revelar que, mesmo na luta contra o preconceito racial e todo o mal que está a sua volta, Duncan consegue manter quase a mesma ingenuidade de uma criança.
               O resto do elenco também faz um bom trabalho, principalmente o corpo policial do Corredor, que consegue uma boa transição entre uma atitude mais agressiva e uma mais gentil. Também é agradável verificar que existe o bom sotaque sulista nas personagens.
               Um ponto negativo deste filme é a sua duração. São quase três horas de filme, o que pode desencorajar os mais impacientes pois a parte mais interessante está no segundo ato e, chegar até lá, ainda demora o seu tempo.
               O elemento de fantasia serve para o filme se distanciar do cliché que existe neste tipo de filmes. E foi bem implementado, pois o seu recurso não parece forçado.
               Um bom filme que conta com a participação de Tom Hanks e Michael Clarke Duncan.

Nota:4/5