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02/10/2016

A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - 2016)



                Tim Burton não tem estado no seu melhor nos últimos anos. Continua a ser capaz de voltar a fazer incríveis filmes mas é preciso que deixe de meter Johnny Depp em situações absurdas. E, ao que parece, esta adaptação do livro de Ransom Riggs está dentro do estilo do diretor, com os trailers a mostrar grande potencial.
                Depois da morte misteriosa do seu avô, Jake parte numa busca pelo misterioso orfanato onde o avô viveu. Descobre que é um orfanato para crianças com diversos poderes, gerido pela misteriosa Senhora Peregrine.
                Eu queria gostar muito do filme, parecia cheio de potencial e podia quase ser um “X-Men” de Tim Burton. Só que houve coisas que não me caíram bem, como o terceiro ato, que parece que foi tirado de outro filme. Não que não esteja bem executada, mas não está de acordo com o tom do resto do filme. Outra coisa foi o vilão. Samuel L. Jackson é sempre excelente e tem uma presença intimidadora, só que, quando chega a altura, deixa-se ser derrotado bastante facilmente. Por amor de Deus, consegue transformar as mãos em armas, mas quando se chega ao pé dos miúdos o que faz é empurrá-los e seguir caminho. E também ver mais Eva Green teria sido bom, mas aí entendo, o filme não é dela.
                Por outro lado, apresenta personagens interessantes, como Jake, interpretado por Asa Butterfield, e Emma, aqui interpretada por Ella Purnell. O problema é que temos demasiadas personagens, o que faz como que tenhamos apenas uma pequena apresentação do elenco. O estilo visual faz Burton sentir-se em casa e demonstra que ainda consegue criar mundos cativantes. Talvez com uma sequela, agora que já conhecemos as personagens, as possamos aprofundar mais.
                Não vai estar na lista dos melhores filmes do ano, nem do diretor, mas é uma saga com potencial.


24/06/2013

Sweeney Todd, o Terrível Barbeiro de Fleet Street (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street - 2008)



                Depois de ver “Os Miseráveis” fiquei a pensar noutros musicais que tenha visto e que, de facto, valham a pena ver. E isso recordou-me do filme de 2007 de Tim Burton que, como não podia ir contra a tradição, conta com Johnny Depp no elenco. Reuniu logo um ponto positivo: além de ser um musical, é um filme de terror e esta mistura correu muito bem. 
                Sweeney Todd chega a Londres com um plano de vingança: matar aquele responsável pelo seu exílio e pelo roubo da sua mulher e filha. Para concretizar esse plano, volta a abrir a sua antiga barbearia com a ajuda da dona da loja de empadas, Mrs. Lovett. Trabalham em conjunto pois Todd gosta de cortar o pescoço aos seus pobres clientes e Mrs. Lovett usa a carne para fazer as melhores empadas de Londres. 
                É um filme excelente, principalmente em toda a sua ambientação, que consegue retratar bem a época Vitoriana. A imagem está sempre muito viva, principalmente os vários esguichos de sangue dos vários pescoços cortados. Isso e todo o aspeto sinistro dão bem conta da parte de terror do filme. 
                E quanto à parte do musical? As canções são bastante interessantes, com todos os atores a conseguirem uma boa interpretação, embora ache que Depp vacile em algumas delas, conseguindo apenas brilhar nas canções em que é necessário cantar mais alto. 
                Os atores conseguem uma interpretação sólida, principalmente o casal protagonista, Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Algumas personagens não têm o seu devido destaque mas também não é por isso que o filme falha. 
                Um filme que certamente merece ser visto.


18/10/2012

Frankenweenie (2012)


               Uma animação de Tim Burton, cujo realizador, por si só, torna o filme num obrigatório a ver. E quais são as características? É a preto e branco - aí nada contra. É em stop motion - já estamos habituados a esta técnica com Burton. É em 3D - pronto, aí é que a coisa podia ter corrido melhor. Mas como é que será que correu o mais recente trabalho de Burton, que teve a sua origem numa curta-metragem do mesmo de 1984?
               Victor é um cineasta amador e apreciador das ciências, cujo seu único amigo e companheiro é o seu cão Sparky. Quando Sparky é atropelado, Victor decide aplicar o seu conhecimento científico para o trazer de novo à vida.
               Nota-se que todo o filme é uma caricatura ao filme “Frankenstein”, desde o nome de família de Victor até ao nome e aparência das outras personagens, sendo que a sua família vizinha é Van Hellsing. O estilo característico de Burton, um humor mais gótico e personagens com pernas enormes também estão presentes nesta nova animação.
               O stop motion está a um bom nível mas não perfeito. O movimento da boca de algumas personagens está mal feito e às vezes não corresponde aquilo que estão a dizer. Usar o 3D também não foi a escolha acertada: temos uma ou outra cena que foram acrescentadas de propósito para fazer uso desta tecnologia mas nota-se que se tratou mais de uma decisão económica do que artística.
               A história, embora inicialmente possa apresentar algum interesse, passado um pouco deixa de fazer muito sentido. Uma pista, Sparky não vai ser o único animal a ressuscitar. O final também podia ser melhor, mas isso digo eu.
               Uma animação de Burton razoável.

Nota:3/5

20/05/2012

Sombras da Escuridão (Dark Shadows - 2012)



              “Sombras da Escuridão” é o mais recente filme da dupla de sucesso de Tim Burton e Johnny Depp. Mas será que é mais um sucesso?
                Nem por isso. E um aviso, o trailer é um pouco enganador, quando o vi pensei que fosse ter um tom mais cómico, porém não foi isso que aconteceu. Provavelmente seria um filme classificado como sendo de terror, contudo mesmo assim não é de terror, é um pouco mais “light” que isso, qualquer pessoa pode ver.
                Barnabas Collin vem de uma família que fez toda a sua riqueza graças à pesca, além disso é o dono da maior mansão de Collinsport, em Maine, e um playboy. É quando destroça o coração de Angelique Bouchard que as coisas começam a correr mal. Angelique é uma bruxa e, para impedir que Barnabas fique com alguém, transforma-o num vampiro e fecha-o num caixão.
                Passaram-se quase dois séculos até Barnabas acordar e ver um mundo totalmente diferente. A sua outrora rica família está quase na falência e a sua grandiosa mansão na ruína. E a responsável por tal decadência é Angelique, que decidiu fazer concorrência ao negócio da família. Por isso, o objetivo deste vampiro será restaurar a glória do nome Collin.
                Qualquer pessoa que já tenha visto algum trabalho deste realizador vai imediatamente reconhecer que este é mais uma obra sua. Desde os cenários góticos e às caraterizações das personagens, tudo mostra Tim Burton.
                A prestação de Depp também está de bom nível, porém já fez melhor. Será que este duo já começa a fraquejar? No entanto, todo o resto do elenco tem uma boa prestação, contudo têm pouco tempo na tela, não podendo mostrar toda a sua habilidade.
                É um bom filme, mas pior do que estava à espera.

Nota:3/5