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04/05/2019

Vingadores - Endgame (Avengers: Endgame - 2019)


11 anos e 22 filmes depois, chegamos ao final da primeira e incrível novela cinematográfica que a Marvel conseguiu criar. Mais que nunca, a pressão está nos irmãos Russo e em Kevin Feige para que esta conclusão seja em grande. Será que temos um filme merecedor de ser a sequela de “Guerra Infinita”?
Depois da devastação que Thanos causou em todo o universo, os Vingadores sobreviventes tentam recompor-se e achar uma solução para reverter todo o mal criado.
Vou dizer já. O filme foi das melhores experiências que já passei no cinema! Todo o investimento que uma pessoa criou desde 2008 é totalmente recompensado aqui. É verdade que tem alguns problemas na história mas, mesmo assim, não deixa de ser formidável. Agora vai o aviso, que a partir de agora vão aparecer spoilers, por isso, ficam por vossa conta e risco.
Se há filme que merece as suas 3h de duração é este. Praticamente todos os super-heróis e outros membros que tiveram num filme da Marvel tiveram direito a uma participação, desde Natalie Portman até ao jovem Ty Simpkins (que entrou em “Homem de Ferro 3”). Muitas coisas que se especularam estavam corretas: depois de descobrir que as pedras do infinito tinham sido destruídas, os protagonistas tiveram que voltar atrás no tempo para as ir buscar no passado. Eu estava à espera que a história entrasse numa trapalhada a partir daí mas felizmente não acontece isso.
E aquela última hora?! Quando temos o confronto com a enorme lista de heróis contra o enorme exército de Thanos é capaz de ser das melhores batalhas/momentos no cinema. Claro que isto vem com um ressalva, é preciso ter visto e apreciado todos os filmes que estão para trás. Porque, tal como no anterior, quem for ver “Endgame” do nada (sei lá, se calhar porque era a única coisa no cinema), irá sentir-se um pouco perdido.
Este é capaz de ser aquele com as melhores interpretações. A maneira como tudo começou, com o desaparecimento da família de Clint, serviu como uma grande entrada, tanto para a alteração da personagem como para a primeira parte do filme. A piada de Thor estar gordo pode ter parecido forçada e sem sentido mas tem a sua lógica desde o início do filme, já que ele se considera como o responsável por não ter impedido Thanos de estalar os dedos: a partir daí sente que já não tem nada e que falhou com o universo e Chris Hemsworth conseguiu transmitir isso no ecrã. Aquele com que me sinto mais conflituoso é com Bruce Banner e o modo Professor Hulk. Parece algo um pouco saído do nada e fez com que não tivéssemos um grande Hulk para a batalha final. Scarlett Johansson foi das que teve um maior desenvolvimento da sua personagem e, embora eu esteja algo conflituoso com a sua morte tanto na execução como no motivo, a sua interpretação esteve impecável. Tanto Robert Downey Jr. como Chris Evans f tiveram o melhor arco, tanto na maneira como se portaram durante os cinco anos da devastação, tal como na maneira como se despediram do Universo Cinematográfico da Marvel, embora também seja difícil bater “I`m Iron Man”.
Podia estar a escrever uma tese sobre o filme… E, mesmo com os seus defeitos, “Vingadores - Endgame” foi um grande filme com que fechar a saga do infinito.


26/04/2018

Vingadores – Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War - 2018)


                Já passaram 10 anos desde o lançamento de “Homem de Ferro”, filme que começou esta jornada cinematográfica, essa que atinge uma primeira conclusão na “Guerra do Infinito”. Praticamente, todos os heróis que vimos estão aqui (e raios se não são uma data deles!) e, finalmente, vemos o que Thanos é capaz e para que quer as Pedras do Infinito.
                Os Vingadores têm de por de lado as suas diferenças e voltar a juntar-se, se querem ter uma hipótese de derrotar o terrível Thanos e a ameaça que ele impõe sobre o universo.
                Vamos lá começar pelo pior, não é bem mau, mas pode ser um ponto negativo. Se este é um filme sobre o culminar de todos os filmes e com todas as personagens, convém que todos os anteriores estejam frescos na memória, já que não se perde tempo com introduções nem nada do género. Assim, espera-se que quem vá ver a terceira entrega dos Vingadores esteja já bem por dentro dos seus elementos.
                O melhor de toda a produção:o vilão Thanos. Havia o receio que, com tantas insinuações a esta personagem ao longo dos filmes, ela não se conseguisse destacar e fosse apenas mais um vilão todo-poderoso banal. Felizmente, tal não podia estar mais longe da verdade. Thanos é o melhor vilão que a MCU já nos entregou, uma presença poderosa e intimidante, com uma determinação avassaladora para completar o seu objetivo, que considera ser a forma de salvar o universo de uma inevitável destruição. Os seus generais não tiveram tanta exploração mas isso é compreensível, e a sua utilização é completamente justificável.
                Como foi possível ver nos trailers, os nossos heróis não vão estar todos juntos mas sim divididos em grupos. E, nesta divisão, quem é capaz de ter ficado pior servido é Chris Patt, já que o carisma da sua personagem é grandemente anulado dentro do grupo onde está inserido.Porém todos têm o seu tempo de antena, menor ou maior, mas os realizadores Anthony e Joe Russo fizeram o melhor que seria possível fazer com um número tão grande de personalidades a ser exploradas. Homem de Ferro, Doutor Estranho, Thor, Homem-Aranha, entre muitos outros têm grandes momentos e foi incrível!
                O filme dura duas horas e meia e, embora eu pudesse continuar a ver por mais uma ou duas horas, estamos numa experiência muito intensa, repleta de movimento e recheada de enredos em simultâneo. O motivo é algo que já falei: estamos perante uma conclusão com personagens já conhecidas, logo a grande maioria do filme são cenas de ação fantásticas, sem muito tempo para recuperarmos o folego.
                O final foi uma grande e agradável surpresa, que me deixa ainda com mais vontade de ver o que vai acontecer para o ano.


09/07/2017

Homem-Aranha - Regresso a Casa (Spider-Man: Homecoming - 2017)



Homem-Aranha está na MCU! Não nos vamos debater sobre a colaboração entre a Sony e a Marvel para fazer este filme acontecer, já que isso iria desviar as atenções sobre o que interessa: o filme. Tom Holland, o nosso novo Peter Parker, já nos deu um cheirinho daquilo que é capaz de fazer em “Capitão América - Guerra Civil” por isso, agora com um filme só sobre ele, a expectativa é elevada.
Vários meses após os acontecimentos de “Capitão América - Guerra Civil”, o jovem Peter Parker, sob a tutela de Tony Stark, continua a tentar viver a sua vida como um aluno do secundário, ao mesmo tempo que protege as ruas de Nova Iorque como Homem-Aranha. Mas, com o aparecimento do Abutre, novos desafios vão aparecer para o jovem super-herói.
Tudo aquilo que estamos à espera de um filme da MCU está aqui: cenas de ação, comédia e várias referências a outros acontecimentos deste universo cinematográfico. Só que, enquanto “Homem-Formiga” se debruçou sobre um roubo e “Doutor Estranho” sobre magia, este “Homem-Aranha - Regresso a Casa” é sobre o liceu. Embora tenha muitas semelhanças com os outros filmes, consegue ser suficientemente diferente.
Uma coisa que esta colaboração com a Sony trouxe de positivo foi um maior desenvolvimento do vilão. Ao início saber que o Abutre, interpretado por Michael Keaton, ia ser o antagonista não foi muito entusiasmante mas o filme conseguiu fazer-me mudar de ideias. Não é um vilão que seja mau por ser, tem um motivo razoável, quer apenas ter um meio de sustentar a sua família. É ameaçador na dose certa mas, ao mesmo tempo, tem um código de honra, o que o faz respeitar o aranhiço.
Tom Holland, como o nosso novo Peter Parker, é uma lufada de ar fresco, já que é das poucas vezes em que alguém que está no liceu de facto se parece com alguém que lá deve estar. E o jovem ator consegue uma grande interpretação; a sua personagem quer ser notado pelo seu mentor Tony Stark para se juntar às grandes missões dos Vingadores, mas ninguém lhe dá muita atenção, o que o obriga a ir impedindo crimes só na zona de Nova Iorque. As cenas de ação são mais contidas que nos filmes anteriores e não o vemos a balançar por entre os prédios mas, mesmo assim, são muito bem executadas. Não gostei muito dele ter o fato todo quitado (não que não esteja bem executado e encaixado na história). É que uma das essências do Homem-Aranha é ser ele a criar o seu próprio fato, se ele recebesse este fato mais para o final a coisa seria mais compreensível.
O restante elenco também está muito bom. O melhor amigo do protagonista Ned é aquele que tem reações que seriam de esperar de um estudante, o que nos trazem uma boa dose de realismo ao filme. E Homem de Ferro está na dose certa, não presente demais para roubar o protagonismo, nem pouco que chegue para ser apenas um cameo.
“Homem-Aranha - Regresso a Casa” é uma grande entrada para a MCU e deixa-me com uma grande expetativas para os futuros filme da personagem.