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20/12/2018

Homem-Aranha - No Universo Aranha (Spider-Man: Into the Spider-Verse - 2018)


            Está a ser um grande ano para quem é fã do conhecido aranhiço da Marvel. Tivemos Tom Holland em “Guerra Infinita”, um pequeno spin-off em “Venom”, um grande videojogo e, para acabar o ano com chave de ouro, uma animação diferente de todas.
            Depois de Miles Morales ter ganho os poderes do conhecido Homem-Aranha, ele é confrontado com as várias versões deste herói existentes noutras dimensões que foram arrastados para este universo. Agora Miles tem de os ajudar a voltar a casa, ao mesmo tempo que tenta ser ele próprio um herói.
            Uma das coisas que se destaca nesta animação é o seu protagonista. Desta vez não é Peter Parker mas sim Miles, um latino afro-americano que é bastante diferente da típica personagem que estamos habituados a ver. Mostra que tipo de relação é que tem com os seus familiares e como tem que se habituar a um novo mundo que deu uma volta de 180º.
            Por outro lado, esta animação é diferente pelo estilo bastante díspar da animação a que estamos habituados. Os realizadores queriam transpor para o ecrã a banda-desenhada, o que consegue criar alguns visuais incríveis. Atenção que pode não agradar a todos, já que em várias situações parece que estamos a ver um filme 3D antes de meter os óculos, o que pode criar algumas dores de cabeça.
            Os Homens-Aranha de outras dimensões também tiveram direito a desenvolvimento. Temos uma diferente interpretação de um Peter Parker mais velho, a primeira versão da mulher aranha, o Homem-Aranha Noir - com uma incrível interpretação de voz de Nicolas Cage! - uma versão anime em Peni Parker e Spider-Ham. Todas as versões têm o seu momento de brilhar, contudo sem nunca tirar o protagonismo a Miles.
“Homem-Aranha - No Universo Aranha” é uma grande animação com grandes doses
de ação, sem nunca descurar na história, tudo num estilo visual vibrante. É bem capaz de ser a melhor animação do ano e, para mim, dos melhores do ano.


10/07/2012

O Fantástico Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man - 2012)


               Será que era mesmo necessário fazer um novo filme do Homem-Aranha quando o último saiu há apenas cinco anos? Ou será que a Sony queria apenas tentar ganhar uns milhões à custa do super-herói? Houve alterações em todos os sentidos: no diretor, nos atores, no vilão e na própria estória. E ainda bem que assim é, pois desta forma tenta conseguir uma identidade própria e não apenas um seguimento da trilogia anterior.
               A história é já conhecida por todos. Após a partida dos pais, o jovem Peter Parker fica aos cuidados do Tio Ben e da Tia May. Agora, um adolescente com paixão pela fotografia tenta descobrir o que aconteceu aos seus pais. Esse caminho vai levá-lo ao encontro do Dr. Curt Connors, um ex-colega de trabalho do pai, que tenta descobrir como juntar os seres humanos com animais como método de tratamento de várias doenças. Peter é picado por uma aranha geneticamente modificada e, a partir daí, vai ganhando vários poderes, e usá-los para ajudar a população.
               Ao contrário dos filmes anteriores, o elemento feminino não é a ruiva Mary Jane mas sim a loira Gwen Stacy, papel que foi atribuído a Emma Stone que é, sem dúvida, uma presença mais forte; tem um maior impacto na ação e não parece tanto uma donzela em apuros.
               Andrew Garfield desempenha brilhantemente o seu papel, conseguindo intercalar bem entre uma postura adolescente e rebelde e uma mais adulta e séria. O novo fato é outro ponto positivo, sendo mais fácil acreditar que alguém o pode fazer em casa.
               Mas nem tudo são rosas. O Lagarto, embora não seja um mau vilão, é uma personagem secundária neste universo, sendo estranha a sua escolha. Não que faça um mau papel, mas mesmo assim não é muito imponente. Contudo, foi uma sábia escolha não escolher o Duende Verde, pois assim seria sem dúvida considerado um remake do primeiro filme.
               Talvez a maior falha de todo o filme seja a falta de ação. Seguindo as tendências, exceto algumas exceções, existe uma maior atenção à parte romântica do protagonista do que mais concretamente à ação. Existe sem dúvida uma boa química entre as personagens, mas não é nisso que um filme desta personagem se deve basear. E os momentos com maior potencial são claramente apressados. Não vemos o herói a passear pelas ruas e a resolver crimes com muita frequência. Algumas sequências escapam mas note-se que são a exceção à regra.
               Outro ponto negativo é que este filme não foi feito para trabalhar sozinho, o que não é bom. Foi claramente pensado para uma trilogia deixando várias pontas soltas no enredo, o que é arriscado quando não sabemos como o filme será recebido.
               Os fãs da personagem não vão ficar desiludidos com este novo filme, mas está longe de ser fantástico.

Nota:3,5/5