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05/09/2018

Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp - 2018)


                O terceiro e o último filme da Marvel deste ano serve para desanuviar o tom pesado de “Guerra Infinita”. Para tal, não há ninguém melhor que Paul Rudd para trazer a comédia. O primeiro “Homem-Formiga” foi uma boa surpresa quando saiu, revelou-se num filme de assalto com grandes tons cómicos que, mesmo estando dentro do estilo da MCU, conseguiu ser diferente.
                Scott Lang, agora em prisão domiciliária, tem de reconciliar essa nova vida com a paternidade e a heroicidade. Surge a oportunidade de ajudar Hope van Dyne e Dr. Hank Pym a encontrar a há muito desaparecida Janet van Dyne.
                Vamos logo começar a pés juntos e dizer que esta sequela é o pior dos lançamentos deste ano. Também é pior do que o primeiro filme atómico mas isso não significa que seja um mau filme, porque não o é. Apenas abusaram demais no tom cómico em detrimento duma boa história. É que a missão de salvar Janet, não deixando de ser importante, não traz nenhum sentido de urgência aparente. E mesmo o “objetivo” de Ghost tinha sido facilmente alcançável com uma boa conversa. Mas bem, vamos ver as coisas mais em detalhe.
Devia haver mais Michelle Pfeiffer! Sendo uma das grandes novidades, a atriz pouco está no filme, e podia ter acrescentado algo mais à história! Evangeline Lilly (finalmente!) entra como Vespa e consegue ter grandes cenas de ação, com umas sequências muito diferentes das de Rudd. A sua boa química com o protagonista continua e é isso que o filme consegue fazer bem, laços afetivos, desde Scott com a sua filha, Hope com o seu pai e mesmo Bill Foster com Ghost.
As cenas de ação também estão bem conseguidas, com o constante encolher e expandir de personagens e objetos, que sempre dá para criar situações diferentes e originais (embora em algumas situações não façam todo o sentido). A vilã foi uma decepção. Principalmente depois daquilo que vimos em “Black Panther” e “Guerra Infinita”, Ghost não traz nada de especial ao filme. Já para não falar de Walton Goggins, que foi criminalmente desperdiçado.
O meu grande problema com “Homem-Formiga e a Vespa” é que se foca demais em piadas e menos em história.


30/04/2016

Capitão América – Guerra Civil (Captain America: Civil War - 2016)



                Embora seja o terceiro filme de Capitão América, à medida que o tempo ia passando e se ia sabendo que cada vez mais heróis iam aparecer, parecia que este seria um Vingadores 3 e que Capitão América seria mais um entre muitos. E, depois do grande filme que os irmãos Russo nos trouxeram em “Capitão América – O Soldado do Inverno”, será que vão conseguir superar-se?
                Os Vingadores continuam a tentar defender o mundo, mas como em todas as missões resultam graves danos colaterais, os governos do mundo querem que ele sejam supervisionados. Isto vai dividir a equipa, com Homem de Ferro do lado do acordo, e com Capitão América contra a supervisão.
                Mas nada disto interessa, porque o se quer saber é se a passagem de Homem-Aranha para a Marvel sempre valeu a pena. E, mesmo aparecendo em apenas duas cenas (embora uma seja bastante longa), a vontade de ver esta nova versão num filme a solo aumentou consideravelmente. Finalmente vemos um Homem-Aranha mais jovem, com mais tiradas cómicas e com grandes cenas de ação. Pantera Negra também faz aqui a sua estreia, e mesmo tendo um bom fato e boas cenas de ação, não me cativou assim tanto, mas espero pelo seu filme a solo para ver se a personagem se vai destacar neste universo.
                É verdade que temos quase todas as personagens que apareceram no universo Marvel aparecem no filme, mas mesmo assim não deixa de estar focado em Steve Rogers. Todos os elementos têm os seus momentos, contudo é a luta entre Rogers e Tony Stark, e a relação do primeiro com Bucky Barnes, que move o filme em frente. Para muitos dos atores entrar dentro destas personagens é como vestir uma segunda pele, e as suas interpretações são sempre boas.
                O argumento, embora não tão sólido como o filme anterior, mesmo assim conseguiu o que “Batman v Super-Homem – O Despertar da Justiça” tentou, que foi criar tensão e com consequências que se vão manter. O maior problema é algo recorrente com os filmes da Marvel, o seu vilão. Não foi muito bem desenvolvido, principalmente tendo em conta o nome da sua personagem, mas também verdade seja dita, este filme não é sobre ele.
                Mas a ação está incrível. Temos mais cenas, mais elaboradas e é sempre interessante ver super-heróis às turras uns com os outros. E a cena no aeroporto, que aparece no trailer, vai ser provavelmente uma das melhores sequências de ação do ano, e é capaz de ser a melhor já feito dentro deste género.
                “Capitão América – Guerra Civil” é uma grande maneira de fechar a trilogia, e entrega tudo aquilo que promete.


16/07/2015

Homem – Formiga (Ant-Man - 2015)



                A fase dois do universo cinematográfico da Marvel não teve o seu final com a última aventura de os Vingadores, mas sim com este “Homem-Formiga”. E é interessante ver depois de um filme muito populoso e cheio de ação, passarmos para um super-herói completamente novo e com uma escala bem mais reduzida. Sabemos que a produtora se sai sempre bem nos seus filmes, por isso a preocupação em vez esta personagem não tão conhecida no ecrã não é muito grande. 
                Alan Scott está a tentar dar a volta à vida, depois de um tempo na prisão, para conseguir estar de novo com a sua filha. E tem uma oportunidade quando conhece o Dr. Hank Pym e o seu fato, que o permite encolher até ao tamanho de uma formiga. 
                A coisa esteve difícil para o filme quando Edgar Wright saiu da cadeira de realizador, mas felizmente as coisas correram bem com Peyton Reed ao leme deste barco. Nota-se claramente que estamos perante um filme da Marvel, temos comédia, temos ação, temos referências aos filmes anteriores e planta sementes para os filmes seguintes. Uma fórmula que até agora se tem provado vencedora. 
                Ao início não estava muito contente por não ser Hank Pym o protagonista, e mesmo depois de ver o filme continuo com a mesma opinião, mas Scott Lang também se portou bem e não desapontou. As escolhas de casting continuam a correr bem, com Paul Rudd a interpretar o protagonista e a fazer uma boa mistura entre a comédia e a ação. Michael Douglas como o seu mentor também não desaponta, e Evangeline Lily como Hope van Dyne também foi uma boa surpresa. O problema continua a ser o vilão, mesmo que Corey Stoll consiga parecer bastante louco em algumas situações, não deixa de ser o ponto fraco. E mesmo o desenvolvimento das personagens não é muito grande, que tirando um ponto ou outro, estão iguais aquilo que eram no início do filme. 
                Ver a ação desta nova perspetiva foi uma mudança bem-vinda e que foi muito bem executada, com a interação entre o protagonista e as formigas a ser uma grande novidade e um bom chamariz. 
                Um grande filme com o selo de qualidade Marvel.