Mostrar mensagens com a etiqueta nicole kidman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nicole kidman. Mostrar todas as mensagens

20/02/2020

Bombshell - O Escândalo (Bombshell - 2020)

Numa altura em que os escândalos de assédio sexual estão a ser denunciados, “Bombshell - O Escândalo” é um filme que chega numa altura muito apropriada. Conta com três nomeações para os Óscares, dois por representação e um de maquilhagem e cabelo.
O filme mostra quando um dos maiores responsáveis pela Fox News, Roger Ailes, é acusado de assédio sexual por parte de um grupo de mulheres. 
Sinceramente, antes do filme, a única memória que tinha desta situação foi  uma notícia há algum tempo. Por isso, foi praticamente tudo novidade e foi um processo muito interessante. Mas tenho um ligeiro “problema” nas nomeações: mais depressa nomeava Nicole Kidman para melhor atriz secundária do que Margot Robbie. Kidman teve muito mais, tanto em tempo de ecrã, como em momentos emotivos, no filme, não que Robbie não tenha tido oportunidade de brilhar.
Charlize Theron faz um grande papel e tem uma caracterização que é preciso olhar duas vezes para a conseguir reconhecer, mas que a deixa quase idêntica a Megyn Kelly, a apresentar uma mulher no poder, que tenta fazer-se valer num mundo dominado por homens conservadores. John Lithgow também está com uma grande caraterização e faz um bom papel, como o homem que está habituado a ter todo o poder e a fazer os outros submeter-se a ele. 
Com a ligação a uma história real, o realizador Jay Roach conseguiu criar algumas situações verdadeiramente cruas e emotivas, que nos fazem pensar em todas as situações semelhantes que ocorrem todos os dias. Só que não  deixa de ser um filme interessante, sem nunca passar para o nível seguinte.
Daquilo para que esteve nomeado, “Bombshell - O Escândalo” ganhou merecidamente o Óscar de maquilhagem e cabelo. Mas, mesmo que assim seja, não deixa de ser um filme importante a se ver pela sua mensagem.

31/12/2018

Aquaman (2018)


                Este filme tinha tudo para ser um total falhanço. Não só estamos com um universo da DC numa total confusão e muito dividido, como estamos a falar de uma personagem que tem sido alvo de piadas praticamente desde a sua criação. Porém, há uma luz no fundo do túnel com a forma de Jason Momoa e do realizador James Wan.
                Arthur Curry terá de tomar o seu lugar como o legítimo rei de Atlântida para evitar a guerra entre os dois mundos.
                Algo curioso na altura do lançamento dos trailers iniciais foram as críticas ao elevado uso de efeitos especais. Realmente, não sei porque é que as filmagens não foram feitas debaixo de água, com seres que não existem, e com enormes cidades cheias de vida, vá se lá entender! Agora a sério... O mundo que James Wan conseguiu criar está cheio de vida e cor e esta versão da Atlântida pode ser o palco de vários filmes.
                O tom vai variando durante o filme, o que pode ser pouco desconcertante. Tanto temos comédia, como um épico bélico, como terror. Eu, pessoalmente, gostei, pois mostra as várias facetas da personagem, por outro lado não mostra consistência durante toda a duração. Uma coisa que não foi tão bem retratada são as cenas emotivas que não receberam importância que chegue.
                Jason Momoa continua a sua prestação de “Liga da Justiça” e aqui tem de passar para um papel de maior responsabilidade, onde tem de ser por à altura, tanto como protagonista do seu filme a solo, como tem de se por à prova como o herdeiro da lendária cidade. Amber Heard acompanha o herói durante grande parte do tempo e, tirando a peruca, tem uma boa prestação. Aliás, em termos de prestações, até estamos muito bem servidos, desde Nicole Kidman a Patrick Wilson. Fiquei surpreendido com o sucesso da adaptação das roupas da BD (exceto a do Manta Negra) que não parecem de todo ridículas dentro do ambiente do filme.
                “Aquaman” é um bom filme e coloca-se no meio da lista dos filmes de super-heróis deste ano. Espero que, com este, a DC encontre o seu lugar e nos traga mais qualidade para o grande ecrã.


23/11/2015

O Segredo dos Seus Olhos (Secret in Their Eyes - 2015)



                A tendência de remakes continua, e a vítima desta vez é um filme argentino. E nem me importo muito, porque foi da maneira que ouvi falar deste filme vencedor do Óscar de língua estrangeira. Já para não falar que nesta versão o elenco é constituído por Nicole Kidman, Chiwetel Ejiofor e Julia Roberts.
                O duo de investigadores do FBI, Ray e Jess, juntamente com a representante do ministério público Claire, vê-se dividido quando descobrem que a filha de Jess foi brutalmente assassinada. 13 anos depois Ray está convencido que encontrou o responsável, para acabar de uma vez com o caso.
                Este é um filme de desempenhos e que tem uma história que nos deixa sempre na dúvida. O que o filme consegue retratar melhor é as diferenças temporais, e assim podemos ver como é que as personagens evoluíram, e o modo como ficaram marcadas por este caso em particular.
                Chiwetel Ejiofor interpreta uma personagem que ficou obcecada pelo terrível crime que aconteceu à filha da sua parceira, e que o impediu de avançar com a sua vida pessoal. Nicole Kidman foi aquela que “aproveitou melhor o tempo” e conseguiu avançar na carreira, sem nunca pensar muito no passado. Mas, a mudança mais drástica é a de Julia Roberts, que inicialmente está sempre bem-disposta e a fazer piada, e passados 13 anos parece um cadáver ambulante, sem qualquer emoção ou vida.
                O argumento embora bem construído, para o meio/fim começa a deixar de ter muitas surpresas, mas mesmo assim as relações entre as personagens até estavam bem construídas.
                Um thriller mediano que me deixou curioso em relação ao filme original.


03/04/2015

Antes de Adormecer (Before I Go to Sleep - 2015)



                Um bom elenco e uma história de amnésia são todos bons indícios de que podemos estar perante um grande thriller, ou não. Só que o filme sofre de um grave problema - não consegue manter o espetador interessado por muito tempo.
                 Christine acorda todos os dias sem se lembrar de nada do seu passado, devido a um acidente traumático. Mas, à medida que vai tentando descobrir o seu passado, Christine vai começar a questionar tudo à volta dela.
                Acompanhar a protagonista a viver cada novo dia como se fosse o primeiro pode parecer interessante inicialmente, mas depressa começa a tornar-se cansativo. E o filme também sabe isso, pois dá uma câmara a Christine para que ela possa gravar o que se passou com ela no dia anterior e desta forma começar cada novo dia já com algumas informações.
                O trio de protagonistas composto por Nicole Kidman, Colin Firth e Mark Strong também não consegue surpreender, o que é uma pena porque sabemos que estes atores conseguem fazer muito melhor. Parece que estão em piloto automático e que não estão verdadeiramente empenhados.
                Descobrir o que aconteceu no acidente de Christine é o que interessa, e aí o filme até consegue entreter. Não que seja algo de novo, mas o argumento não tem muita força e o final podia ter causado mais impacto.
                Um thriller que devia ter sido bastante melhor.


21/05/2014

Grace do Mónaco (Grace of Monaco - 2014)



                E a batalha dos filmes de princesas continua! No ano passado tivemos o lançamento de “Diana” (crítica aqui) que deixou um bocado a desejar, e agora vai ser a vez de Nicole Kidman e da sua Grace Kelly tentarem a sua sorte. 
                A atriz de Hollywood Gace Kelly casa-se com o príncipe do Mónaco, Rainier III. E, no inicio dos anos 60 temos a ameaça da invasão francesa sobre o pequeno principado. 
                Este é um daqueles tipos de filmes de peixe fora de água. Em que uma atriz americana entra no mundo da realeza europeia e não sabe muito bem o que fazer. E atenção, porque isto é um filme “biográfico”, já que logo no início temos a advertência de que isto é uma história ficional inspirada em factos reais. 
                É verdade que o filme é sobre Grace, mas gostaria de ter visto mais sobre o príncipe, principalmente porque gosto da interpretação de Tim Roth, e acho que devia ter sido mais utilizado. Já Nicole Kidman consegue fazer um bom trabalho, tem um ar principesco e parece que se esforça mesmo para se tentar adaptar a esta nova realidade, tentando ao mesmo tempo não perder a sua humanidade e aquilo que a distingue. 
                O restante do filme parece um pouco falso demais para o meu gosto. É verdade que tem que mostrar todo o lado pomposo do Mónaco mas mesmo assim parece que este sempre com iluminação a mais. O argumento embora seja o suficiente, não deslumbra e só arranca na segunda metade do filme. 
                Consegue ser melhor que “Diana”, mas também não é por muito.