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30/08/2019

Ready or Not - O Ritual (Ready or Not - 2019)

O trailer de “Ready or Not - O Ritual” apresentou uma premissa interessante para um filme de terror, com muitas mortes hilariantes e um tempo bem passado.
Na sua noite de núpcias, o mais recente membro de uma rica e excêntrica família tem que sobreviver a um jogo letal, onde todos os outros elementos andam atrás dela.
Antes de mais, não estamos perante um filme 100% de terror mas sim um com vários tons cómicos. Só vendo nessa perspetiva é que deu para apreciar o filme na sua totalidade. Há várias situações que dão para tirar umas boas risadas, é algo que não estava à espera.
            Não que com isso o terror tenha sido deixado para segundo plano pois, quando a busca sangrenta começa, fá-lo com toda a brutalidade. E aí temos umas mortes bastante brutais: então, nas cenas finais, foi incrível!
            O elenco também não me desapontou. A protagonista, interpretada por Samara Weaving, fez um grande papel, e conseguiu transmitir bem a sensação de alguém que foi apanhada totalmente desprevenida por toda a situação, e que lhe deu a volta. Claro que não foge às convenções do género, em que tudo acontece à pobre mulher mas, mesmo assim, consegue sempre fazer frente.
             “Ready or Not - O Ritual” não foge aquilo a que estamos habituados no género mas consegue ser um bom filme de terror, com traços de comédia, e ainda criar uma mitologia interessante.

15/03/2018

A Agente Vermelha (Red Sparrow - 2018)

O realizador Francis Lawrence volta a juntar-se a Jennifer Lawrence neste filme de espionagem e sensualidade. É verdade que, à primeira vista, isto praticamente parece um filme de origem da personagem da Marvel, Viúva Negra, mas isso não podia estar mais longe da verdade.
Depois da bailarina Dominika ter sofrido um acidente, que a impede de voltar a dançar, ela entra numa “escola” especial que a vai tornar numa agente secreta ao serviço da Rússia.
É verdade que o objetivo era criar agentes que conseguem retirar informações através da sedução mas, por amor de Deus, não têm, ou pelo menos não mostram, nenhum treino físico ou com armas de fogo? De certeza que, nesta carreira, não deve dar jeito nenhum. Excluindo isso, a parte do treino da sedução está muito presente e demonstra bem o porquê do filme ser para maiores de 16.
Jennifer Lawrence faz bem de espia e volta a mostrar o motivo de já ter uma estatueta dourada com o seu nome. O maior problema da personagem é não ter sido devidamente explorada no início: sabemos que tem uma mãe doente, de seguida tem o acidente e depois vai logo para espionagem. Joel Edgerton é um grande ator e aqui desempenha bem a sua personagem, caramba, deve ser o pior espião de sempre, já que nutre sempre sentimentos por quem entra em contato, o que não deve ser muito prático.
Porém, o filme é sólido e interessante. Tem muitos bons momentos mas não precisava de durar duas horas e vinte, principalmente quando tem vários momentos mortos que podiam ser cortados e, assim, tornar a experiência mais consistente.
Jennifer Lawrence teve alguns papéis seguidos que deixaram alguma coisa a desejar, “A Agente Vermelha” não faz parte dessa categoria.

20/10/2015

Lugares Escuros (Dark Places - 2015)



                Este “Dark Places” foi um filme que, mal vi o trailer, me despertou um entusiasmo especial para o ver. Já se sabe que, de há uns anos para cá, a qualidade de um trailer não está relacionada com a qualidade do filme mas, com a participação de Charlize Theron e Nicholas Hoult no elenco e sendo a história de um livro de Gillian Flynn, (“Parte Incerta”), havia esperança para duas horas bem passadas.
                Libby Day tinha oito anos quando a sua família foi brutalmente morta, na sua casa do Kansas. Agora, quase trinta anos depois, Libby vai juntar-se a um grupo de investigadores para descobrir o que se passou, de facto, naquela noite.
                Tudo nos leva que estamos perante um grande thriller criminal, que nos manteria presos do início ao fim (semelhante ao filme de David Fincher), só que não é totalmente bem-sucedido. Ficamos com vontade de saber o que se passou mas não há nenhum sentido de urgência, em que a descoberta do mistério (e consequente ilibação do suposto culpado) tanto pode demorar cinco dias como cinco semanas. Pronto, na verdade, há data limite mas não é algo que se faça sentir ou que cause algum impacto. Saber o que na verdade se passou é uma agradável surpresa mas nada que nos faça dizer “Uau!” ou que nos mantenha pasmados uns bons segundos.
                Muita da força do filme deve-se a interpretação de Theron, que consegue entrar na sua personagem, alguém que ficou traumatizado com algo que aconteceu quando era muito nova e que, no presente, o dinheiro não chega para tudo, já não sabe bem o que fazer com a vida. Hoult não aparece durante muito tempo mas consegue fazer um trabalho competente. Chloë Grace Moretz também tem algumas cenas, e nelas até que está muito benzinho.
                Não era bem o filme que estava à espera, mas não é mau de todo.


20/10/2013

Stoker (2013)



                Infelizmente, de vez em quando acontece isto: um filme com muito potencial não estreia nas salas de cinema e passa diretamente para DVD. E, para ser sincero, até posso entender. Depois de ver o filme não me parece que fosse atrair muito público, mesmo tendo em conta que Nicole Kidman está no elenco. 
                O filme começa com a morte do pai de India, o que vai fazer com que o até agora desaparecido tio Charlie vá morar consigo e com a sua mãe. No entanto, o calmo Charlie tem muitos segredos por revelar. 
                Em termos de interpretações, o protagonismo vai para Mia Wasikowska, que faz da tímida, mórbida e distante India. Os outros dois protagonistas, Nicole Kidman e Matthew Goode, embora façam um bom trabalho, não foram nada de especial. 
                Um bom trabalho também foi feito na criação do ambiente. Nunca sabemos bem o que pode acontecer mas temos a esperança que seja algo bom, o que se confirma. A tensa relação entre India e o seu tio está bem apresentada embora, em algumas situações, pudesse ser melhor explorada. 
                O realizador Chan-wook Park consegue apresentar mais um grande trabalho que merece ter a sua oportunidade. Vale, sem dúvida, ver.



03/01/2013

Eu, Alex Cross (Alex Cross - 2013)


                Começamos o ano por ver um filme de ação, mas podia ter corrido bem melhor. E curiosamente é a primeira vez que vejo o ator Matthew Fox sem ser na série “Lost”. Contudo, “Eu, Alex Cross” deixa muito a desejar.
                Quando a mulher do detective de homicídios Alex Cross é morta por um assassino em série psicopata, Cross vê-se obrigado a fazer de tudo para apanhar e matar este criminoso.
                 O grande problema deste filme é que é igual a muitos outros que andam por aí. Existe um crime, uns detectives fazem umas deduções brilhantes e são perseguidos pelos culpados. Nada que já não tenhamos visto inúmeras vezes.
                Ao menos as cenas de ação estão bem executadas e dinâmicas. Demonstrando que a grande falha é mesmo no argumento e não na ação em si.
                A interpretação dos atores deixa muito a desejar, não pela falta de talento dos mesmo mas sim pelo fraco argumento que têm à sua disposição. É bastante estranho ver a enorme mudança num Matthew Fox careca e com uma grande musculatura.
                Não começamos o ano da melhor maneira mas ainda está no inicio por isso ainda temos espaço para melhorar.

Nota: 1,5/5

02/03/2012

Extremamente Alto, Incrivelmente Perto (Extremely Loud & Incredibly Close - 2012)

               “Extremamente Alto, Incrivelmente Perto” foi o último filme a sair no nosso país dos que foram nomeados para o Óscar de melhor filme e para prémio desta Academia para melhor ator secundário. Como já sabemos, não ganhou em nenhuma das categorias, mas será que foi uma razão acertada?
               Graças a Deus que sim! Peço desculpa se estou a ser injusto para alguém, mas acho que já é exagerado este filme ter sido nomeado para esta categoria, quanto mais ganhar! Talvez tenha sido devido ao tema abordado, o 11 de Setembro de 2001, e pela carga emocional que carrega.
               Aqui temos Oskar Schell, um miúdo de 11 anos que perde o pai (Tom Hanks) na tragédia das torres gémeas. Por ser o membro da família com laços afetivos mais fortes, esta morte teve um terrível impacto em Oskar. Como não consegue aceitar a partida do pai, decide construir-lhe um pequeno santuário num armário de sua casa, com os objetos que escondeu da sua mãe (Sandra Bullock). Foi na procura por esses objetos que Oskar encontrou uma misteriosa chave… O restante filme baseia-se na busca da fechadura da chave, percorrendo assim toda Nova Iorque.
               O elenco faz o seu papel com qualidade, com especial atenção para Max Von Sydow, que interpreta um inquilino da avó de Oskar que, apesar de não dizer uma palavra durante toda a sua representação, consegue, de forma extraordinária, transmitir tudo aquilo que pensa,. Outro pormenor é a presença quase exclusiva de Bullock no início e final da película, mostrando que apenas está lá pelo seu nome. Mas temos aqui, já de partida, um pequeno problema. Já antes do acidente, Oskar revelava problemas de comportamento e, mesmo após a morte do pai, é estranho ele não ter nenhum acompanhamento especial que o ajude a superar o trauma.
               O facto de o pequeno protagonista andar, na maior parte das vezes sozinho, pela enorme metrópole a pé tira um pouco da credibilidade, mas isso pronto, pode-se desculpar. O maior problema é a perda da carga emocional ao longo do filme. Logo no início ela é brutal, mas, à medida que o fim se aproxima, penso que ela se vai perdendo.
               É um bom filme, não um grande filme, certamente não merecedor do Óscar de melhor filme, mas com certeza com todo o mérito para o de melhor ator secundário.
               Talvez o maior chamativo desta película seja os seus protagonistas e o “alarido” de que é alvo.

Nota:3/5

04/01/2012

Enterrado (Buried - 2011)


               Primeiro um conselho importante: se tem problemas de claustrofobia ou tem medo de ser enterrado vivo, então “Enterrado” é um filme a evitar vivamente.
               Este é um filme que usa um método inovador, o actor (Ryan Reynolds) passa todos os minutos do filme dentro do caixão, sem nunca vermos o exterior. E a única luz que temos ou provem do telemóvel ou do isqueiro do protagonista.
               A história é simples e cumpre o seu propósito. A personagem de Reynolds é condutor de um camião de mantimentos, durante a invasão ao Iraque, e acorda num caixão após ser atacado. Penso que a prestação do actor é de grande qualidade, pois consegue simular todas as emoções que alguém teria nesta situação, de maneira extremamente convincente. Desde o pânico à tentativa de negociação com os seus raptores, à esperança do salvamento e à raiva de ver a sua família ameaçada.
               Talvez fosse de esperar que, num espaço tão reduzido, não houvesse condições logísticas que permitissem uma boa visualização - porém isto não acontece. Graças à utilização de ângulos inteligentes, foram utilizados cerca de sete caixões e num deles estava presente uma câmara de 360º. O áudio também tem um papel de destaque, com o som da areia a aumentar gradualmente à medida que vai entrando no frágil caixão.
               Um filme interessante que vale a pena ver.

Nota:3.5/5