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07/03/2018

Pequena Grande Vida (Downsizing - 2018)



            Meu Deus!, que o filme nunca mais acabava! Que coisa mais aborrecida! É que se fosse algo com que estava à espera, ainda vá que não vá, até aguentava. Porém, eu estava à espera de alguma coisa mais cómica, o que dificultou a “passagem do tempo”. É que, sendo do mesmo realizador (Alexander Payne) que “Os Descendentes” e “Nebraska”, contava com algo com mais cabeça, tronco e membros. Mas bem, vamos lá a coisas concretas.
            Matt Damon é Paul Safranek que decide que uma forma de melhorar a sua vida é encolhendo para menos de 15 cm de altura. Sim, porque neste mundo é possível fazer esta operação de alteração de tamanho irreversível.
            O que seria de esperar era que esta “inovação” fosse utilizada para vários momentos cómicos e provocar umas boas gargalhadas. Só que isso não acontece, bem numa situação ou outra ainda tem uma situação caricata, mas nada de especial. Ver um filme sobre um homem deprimido e sem saber o que fazer na vida, não estando bem executado, não é a coisa mais interessante para se ver.
            É que nem com Matt Damon a fazer de protagonista a coisa se safa! Christoph Waltz ainda consegue criar alguns dos melhores momentos e Hong Chau consegue dar alguma vida à história, só que nada que nos vá ficar na memória.
            “Pequena Grande Vida” não tira proveito daquilo que o distingue para criar algo memorável; em vez disso, resta-nos um filme deprimente, com um protagonista sem qualquer interesse.


31/07/2016

Jason Bourne (2016)



                Depois da aventura com Jeremy Renner não ter corrido tão bem (embora continue a achar que é um filme de ação de valor), a dupla original chegou, com Matt Damon à frente da câmara e Paul Greengrass atrás dela. Será que é desta que Bourne já não tem de descobrir nada sobre o seu passado?
                Depois da CIA tem sido alvo de um hack, Jason Bourne é, de novo, responsabilizado, o que o obriga a sair do seu esconderijo e a enfrentar quem anda atrás dele.
                E o raio do homem ainda não se lembra de uma data de coisas! Verdade seja dita, as minhas lembranças da trilogia inicial já não são o que eram e, felizmente, não são um requisito obrigatório para entender este “Jason Bourne”. Mas, mesmo assim, a história parece seguir a mesma tipologia que os filmes anteriores.
                Temos mais cenas de ação, do mesmo estilo dos filmes anteriores: ação corpo-a-corpo e cenas de perseguição (a do final do filme é uma coisa do outro mundo), com muita câmara tremelique pelo meio. Matt Damon prova que ainda está para as curvas e que consegue dar conta do recado. Entre as novas adições do elenco, como Tommy Lee Jones e Alicia Vikander,  que embora façam o seu papel decentemente, é bastante fácil saber o rumo que as suas personagens vão tomar.
                Porém é no argumento que o filme mais desilude. Não é tão emocionante como os filmes anteriores e parece ser muito material reciclado dos mesmos. Não que seja uma história má, serve bem para acompanhar o filme mas não é nada de empolgante.
                Jason Bourne está de volta e, mesmo não sendo na melhor forma, ainda traz uma boa dose de ação.


04/10/2015

Perdido em Marte (The Martian - 2015)



                Aparentemente estamos numa onda de regressos. M.Night Shyamalan está num bom caminho com “A Visita”; tudo leva a crer que Johnny Depp vai fazer um grande desempenho em “Black Mass – Jogo Sujo”. Agora é Ridley Scott que, depois do desapontante “O Conselheiro” e “Exodus – Deuses e Reis”, nos trouxe um grande filme.
                Durante uma missão em Marte, o astronauta Mark Watney é dado como morto e deixado para trás quando a restante da tripulação se dirige em relação à Terra. Só que Watney está vivo e tem de sobreviver até que seja possível salvá-lo.
                 Pode dar a entender que estamos perante o “Interstellar” deste ano, tanto Matt Damon como Jessica Chastain também apareceram no filme espacial de Christopher Nolan mas, exceto isso, não podíamos estar perante dois filmes mais diferentes. A parte mais “depressiva” do filme de Nolan é, aqui, substituído por humor. Seria expectável que era muito fácil o isolamento de Watney se transformar num drama mas felizmente isso não se passa. Existem na mesma momentos dramáticos e emotivos, mas Watney tenta fazer de tudo para manter a moral elevada e ir resolvendo os problemas que lhe vão aparecendo.
A meu ver, Matt Damon consegue aqui uma incrível interpretação. É verdade que tenta ficar bem-humorado mas vemos que a solidão e os constantes contratempos que lhe vão aparecendo vão tendo influência nele, criando cenas em que ele se mostra desesperado e sem saber se vai conseguir sobreviver a este titânico desafio. Só que Damon tem um grande elenco com que partilhar espaço. Em “Perdido em Marte”, também vemos o lado dos que o tentam resgatar, nomeadamente a NASA e os seus companheiros. Destacam-se nomes como a já referida Jessica Chastain mas também Jeff Daniels, Michael Peña, Kristen Wiig, Sean Bean, Kate Mara, Chiwetel Ejiofor, entre outros, que tiveram grandes desempenhos e só fizeram bem ao filme.
Isto não podia ser um trabalho de Ridley Scott se não tivéssemos grandes visuais e efeitos. Marte está incrível, criando uma avassaladora sensação de solidão e de imensidão. Adicionalmente, tanto os fatos espaciais como os equipamentos que o protagonista usa no planeta vermelho estão com muito bom aspeto. As cenas espaciais não foram esquecidas tendo sido muito bem orquestradas, estando dentro das melhores do género.
Por fim, falta referir a inconvencional banda-sonora de música disco que consegue ser surpreendentemente bem aplicada.
“Perdido em Marte” é o grande regresso de Ridley Scott, que nos traz um dos grandes filmes do ano.