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10/11/2019

Midway (2019)

Roland Emmerich está de volta ao grande ecrã para explodir com tudo, depois da desgraça que foi a sequela de “O Dia da Independência”. Desta vez, partimos para a Segunda Guerra Mundial e, embora as esperanças não fossem muitas, os trailers fizeram um bom trabalho e conseguiram ser interessantes quanto basta.
    A ação passa-se no Oceano Pacífico, com o ataque a Pearl Harbor, as suas consequências e batalhas que se travaram a seguir. Com principal destaque para a proteção de Midway.
    Depois de ver o filme só fico com pena de uma coisa: de não ver Ed Skrein num filme de jeito como protagonista, pois acho que ele ainda pode dar uma grande interpretação. De resto, “Midway” parece um filme do fim dos anos 90 - mas não em termos de efeitos, que esses até que não estão maus-; toda a sua estrutura é semelhante em quase todos os filmes do género. É verdade que, no início, parece que vamos poder ver os dois lados do conflito, mas isso depressa passa para segundo plano. 
    Porém, o grande destaque do filme são as suas batalhas aéreas e nesse departamento não tenho nada contra. São dinâmicas, intensas e deixa-nos empolgados para saber o que vai acontecer (embora no fundo já o saibamos). Ver os confrontos entre aviões e porta-aviões são uma boa “novidade”, para diversificar dos outros filmes do género e, verdade seja dita, este filmes já não tem o destaque que tinham antigamente.
    Em termos de interpretações, temos um elenco com nomes como Patrick Wilson, Woody Harrelson, Luke Evans ou Mandy Moore. Fazem o papel que têm a fazer, sem haver um grande destaque, nem sem se conseguirem sobressair.
    “Midway” parece um filme deslocado do tempo, que segue uma estrutura conhecida, com prestações competentes, grandes cenas de ação e muita adrenalina.


20/04/2017

A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast - 2017)



                Chega a vez de “A Bela e o Monstro” ter o seu tratamento para imagem real, a cargo da Disney. Só que, ao contrário de “Cinderela” e “O Livro da Selva”, estamos perante um nomeado ao Óscar de melhor filme, a primeira animação a conseguir esse feito, e vencedor nas categorias musicais. Além disso, é um filme adorado por muita gente, por isso, a exigência para esta nova versão são enormes.
                Em termos de história, a coisa não muda muito da animação, nem tem de o fazer. Mas, mesmo assim, temos mais cenas que servem para dar uma maior profundidade às personagens. Por exemplo, agora vemos o momento da transformação do príncipe, o destino dos habitantes do castelo caso a maldição não seja quebrada a tempo e um pouco sobre o passado da mãe de Belle. Estes incrementos até foram bem-vindos, tirando a última parte, cuja forma como foi executada deixou muito a desejar e e foi completamente desnecessária.
                O elenco está impecável, principalmente Luke Evans e Josh Gad como Gaston e LeFou respetivamente, que parecem tirados diretamente da animação mas ao mesmo tempo conseguem se diferenciar. Dan Stevens, como a Besta, faz um bom trabalho; é verdade que muito do trabalho deve-se aos efeitos especiais aplicados mas, mesmo assim, dá para notar as diferentes reações e interações com os outros elementos. Emma Watson, cuja atribuição do papel pode não ter agradado a todos, consegue fazer uma interpretação impecável, espelhando uma Belle forte e independente, algo que Watson sempre defendeu. Mesmo nos momentos musicais não há grandes falhas a apontar. É verdade que poderá não ter a mesma qualidade de Paige O'Hara na animação mas, mesmo assim, não desaponta.
                Por falar nos momentos musicais, tem todos os clássicos do original e alguns originais, que encaixam relativamente bem. Uma coisa que foi uma desgraça, mas uma de um tamanho monumental, foi a tradução das mesmas. Não são poucas as vezes em que a tradução não é coerente nem nada tem a ver com o que está a ser dito e, tendo em conta que estamos num musical, isso é grave. Os efeitos especiais, embora não ao nível de “O Livro da Selva”, estão muito bons, principalmente todos os habitantes não humanos do castelo, que estão com um grande detalhe e muito credíveis. Mesmo a Besta está bem representada, só que tem uma pequena falha: não consegue ser assustadora, ao contrário do que acontece com a animação.
                Mesmo não sendo o que foi o filme de 1991, este é um filme que merece ser visto.


18/12/2014

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies - 2014)





                Já não vale a pena referir o exagero que foi fazer três filmes sobre um livro, nem as várias histórias secundárias: há que aceitar e ver se, ao menos, os filmes valem a pena. Nesta vez, temos a nossa última visita à Terra Média (pelo menos, durante muito tempo). Será que foi uma despedida em grande?
                Como se pode ver pelo título, vamos ter aqui um grande confronto pelo controlo do enorme tesouro dos anões. Um incrível confronto que vai envolver anões, humanos, elfos e orcs.
                 Este foi um filme praticamente dedicado para uma série de combates, por isso convinha que estas cenas fossem de encher o olho. E, se por um lado, numa vista panorâmica, isso de vias acontece, quando nos aproximamos mais, as coisas começam a ficar um pouco confusas. Um motivo para isso foi a semelhança das armaduras dos anões com a dos orcs, o que torna difícil saber quem é quem no meio da confusão.
                Outro ponto negativo de termos um filme fortemente virado para a ação é que o argumento não está tão desenvolvido. Verdade seja dita que, sendo este o terceiro filme, aqui temos as conclusões dos enredos que foram começados nos outros filmes. O romance entre Kili e Tauriel continua a ser desenvolvido e temos a novidade de ver como o controlo da montanha começa a afetar Thorin. E é só neste anão, entre todos os outros, que vemos algum desenvolvimento nesta nova entrega. 
                Não quero com isto dizer que “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos” não vale a pena a ida ao cinema. Algumas das sequências de ação estão muito bem-feitas e a história tem algumas situações com uma boa dose de emoção, só que não tem uma evolução tão grande como foram nos outros dois filmes. Martin Freeman continua a ser um grande Bilbo e Luke Evans consegue mais protagonismo como Bard. Já dos anões originais não vemos muito, mas Peter Jackson já prometeu que essa falha ia ser combatida com o lançamento da versão de realizador em DVD/Blu-Ray que vai ter mais 30 minutos de duração.
                Jackson não conseguiu acabar tão bem como em “O Regresso do Rei” (verdade seja dita, também ia ser difícil!), mas não quer dizer que esta última viagem pela Terra Média não valha a pena.


05/10/2014

Drácula - A História Desconhecida (Dracula Untold - 2014)



                Sempre fico com alguma expectativa em relação a estes filmes sobre criaturas sobrenaturais, o problema é que costumam desiludir. Mas que se pode fazer a um cinéfilo como eu a não ser ter esperança que melhorem? Desta vez foi a vez do mais famoso vampiro de todos voltar a entrar em cena. 
                Vlad é obrigado a fazer um acordo com forças sobrenaturais para conseguir proteger a sua terra de uma invasão turca. 
                Vamos começar pelos melhores pontos. Aqui, sem dúvida, se encaixa o protagonista, interpretado por Luke Evans. O ator consegue aqui uma grande encarnação de uma das maiores criaturas sobrenaturais de todas; consegue apresentar uma personagem agressiva e brutal sem, contudo, deixar de se preocupar pela sua família e povo. 
                E ficamos por aqui, já que o resto é bastante pálido. O vilão não é assim grande coisa, pois Dominic Cooper consegue e - já fez - melhor. O argumento em si também podia ter sido mais trabalhado, principalmente nas grandes disparidades temporais ao longo do filme (algo que me incomodou mais do que devia). Exércitos enormes que se movimentam a uma velocidade estonteante, enquanto o protagonista que, supostamente, tem a “velocidade de uma estrela cadente”, chegam sempre atrasados. Já para não falar das transformações na parte final. 
                Ficou uma janela aberta para uma possível sequela (tinha de ser!), o que nem é uma ideia que não me desagrade de todo mas só se tiver um argumento à altura… 
                O famoso vampiro apenas chega para nos demonstrar as qualidades de Luke Evans como ator.