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20/04/2020

Trolls - Tour Mundial (Trolls World Tour - 2020)

Não gostei muito do primeiro Trolls que, tirando uma música ou outra, não achei nada de especial. Mas este “Trolls - Tour Mundial” é um caso particular pois a sua grande estreia saltou as salas de cinema e foi lançada diretamente para os videoclubes. E, tendo em conta a situação de pandemia em que vivemos, uma animação para os mais novos vem a calhar. 
Poppy e Branch descobrem que vivem num mundo muito maior do que pensavam, onde existem várias tribos de trolls, cada uma com o seu estilo musical. Mas este mundo está em perigo quando a tribo do rock decide conquistar todas as outras.  
Sinceramente, gostei ainda menos deste do que do primeiro. As músicas não fizeram click e, mesmo com os outros estilos de música, como country e clássica, não serviu para trazer uma maior variedade. O maior problema foi que, no geral, temos apenas o pop, que é o estilo da tribo dos protagonistas, a misturar-se com os outros estilos, fazendo com que eles percam a sua identidade.
A história também não puxa e depois, além dos clichés do género, chega mesmo a contradizer-se. Mas, em termos visuais, é algo apelativo. Parece tudo feito de algodão e “fofura”. E só isso pode chegar para muita gente.
Não gostei desta nova animação da Dreamworks mas é capaz de agradar a quem gostou do primeiro.

19/12/2013

A Propósito de Llewyn Davis (Inside Llewyn Davis - 2013)



                Dos irmãos Coen, que já nos trouxeram “Este País não é Para Velhos”, temos agora a história verídica do músico Llewyn Davis. É escusado dizer que quem não gosta de filmes com muita música, neste caso folk, não vai achar muita piada. 
                Aqui vamos viver uma semana na pele do músico Lweyn Davis, no ano de 1961. Que tenta sobreviver apenas da sua música, mas como não acontece tem que passar todas as noites em casas de amigos em Greenwich Village. 
                É interessante ver o desenvolvimento da personagem. No início não sabemos nada sobre ele, apenas que é um grande cretino. Mas, com o passar do tempo vamos descobrir como é que tudo aconteceu e porque é que Davis é como é. 
                Como não podia deixar de ser a banda-sonora aqui está do melhor, claro que isto só é válido para quem gostar do género. Estava mais à espera que a implementação fosse mais suave, ou seja, que fosse tocando durante todo o filme e que não fosse tão direto, com as músicas a serem tocadas e cantadas pelo protagonista. 
                Oscar Isaac consegue fazer um grande trabalho como o perturbado protagonista, e de certeza que um prémio pelo seu esforço não seria de todo descabido. Não gostando particularmente dos trabalhos de Carey Mulling, aqui a coisa até não correu mal de todo, também basicamente ela sempre que está no ecrã só está a insultar o protagonista. E é impossível não gostar de John Goodman, que entra numa das melhores partes do filme. 
                O argumento embora tenha o seu interesse, não está muito apelativo, e aquele final não resultou de todo. 
                Os irmãos Coen entregam um filme razoável, uns níveis mais a baixo dos seus últimos projetos.


01/10/2013

Jogo de Risco (Runner Runner - 2013)



                Todos os olhos estão virados para Ben Affleck, primeiro por causa do protagonismo que teve nos óscares, e depois, e talvez mais importante, VAI SER O PRÓXIMO BATMAN!  Por isso, em todos os filmes em que entrar vai estar sobre a pressão de todos os fãs. 
                Richie é um incrível matemático, mas é pobre, e para pagar as propinas da faculdade vai apostar, e perder, todo o seu dinheiro num site de poker online. Mas, quando vê que foi enganado vai atrás do criador do site para pedir justificações. 
                Que força tem o duo Timberlake/Affleck? Aqui não muita. Affleck ainda faz um trabalho interessante no início do filme, mas depois perde-se um bocado. Já Timberlake parece um miúdo que está a fazer o seu primeiro filme, o que quando já se fez vários filmes não é muito bom sinal. 
                O enredo, embora tenha uma temática diferente como o jogo online, não apresenta nada de novo. Mesmo o final “surpreendente” é bastante previsível. E, este deve ser o pior problema do filme, não apresenta nada de novo, consegue-se ver bem o filme mas não é algo que já não se tenha visto. 
                O filme consegue apresentar um bom ritmo, mas naquelas cenas em que há mais movimento, como numa perseguição, o realizador Brad Furman não fez um bom trabalho, a câmara está sempre a balançar e não se entende muito bem o que se está a passar. 
                Não que seja um mau filme, mas é um pouco desapontante.


16/12/2012

As Voltas da Vida (Trouble with the Curve - 2012)



               Agora que pensávamos que Clint Eastwood se tinha retirado definitivamente do grande ecrã com o grande “Gran Torino”, é, com alguma surpresa, que o vejo de volta para interpretar em “As Voltas da Vida”. 
               Eastwood é Gus, um olheiro que trabalha para uma grande equipa de basebol para encontrar jovens promessas para a sua equipa. Mas Gus já não é novo e, com o acréscimo da idade, vêm as dificuldades de visão, o que é um critério fundamental para o seu trabalho. Quando a sua filha Michey, uma advogada de sucesso, sabe disso, decide ajudar o pai. 
               Clint faz aqui o papel a que já está habituado - um velho rezingão mas com um bom coração. E, naturalmente, faz bem esse papel - a personagem certamente não teria tanta força se fosse interpretada por outro ator. Os outros dois protagonistas, a filha (Amy Adams) e outro olheiro (Justin Timberlake), conseguem fazer bem o seu papel e, como não podia ser mais óbvio, vão ser os elementos participantes da parte romântica do filme. 
               Acho que uma das boas características do filme é que não é obrigatório para quem o vê saber sobre basebol. Certamente ajuda contudo o filme tenta simplificar, podendo relacionar este desporto com qualquer outro, como futebol ou basquetebol. 
               Concluindo, é um filme que se consegue ver bem. Talvez não valha a pena o dinheiro pelo bilhete mas sim é mais para uma boa tarde de domingo. 

Nota: 3/5

19/11/2011

Sem Tempo (In Time - 2011)

               Foi com alguma expectativa que fui ver este filme. Afinal não é todos os dias que temos um filme de acção e que, ao mesmo tempo, fala sobre vários problemas sociais.
               O filme desenrola-se num futuro próximo, onde os avanços da genética permitiram bloquear o envelhecimento celular, fazendo com que ninguém envelheça após chegar aos 25 anos. Para evitar problemas de sobrepopulação, as pessoas são obrigadas a trabalhar para ganhar tempo extra. O tempo é a moeda de troca para tudo e, assim que o teu tempo acaba, morres. Logo, os mais pobres podem não passar dos 30 anos enquanto os ricos poderão viver durante séculos. É neste panorama que nos é apresentado Will Salas (Justin Timberlake), um trabalhador do gueto que se vê obrigado a trabalhar constantemente para conseguir sobreviver, dia após dia. Porém, após ser falsamente acusado de homicídio, começa uma vingança para roubar tempo aos ricos e dar aos pobres.
                 Este filme retrata bem as diferenças sócio-económicas entre as várias classes, sendo que os mais ricos jogam nos casinos os seus séculos, mas como se sentem senhores do mundo nunca chegam de facto a viver, e os pobres tem de lutar diariamente para poderem ter mais um dia de vida, porém são estes que vivem mais.
               Temos uma boa prestação por parte dos actores, mesmo nos momentos de maior carga emocional. E o filme começa bem, onde temos o dilema sobre o que é estar vivo e o que é de facto viver. Contudo, cedo nos apercebemos que não passa de um filme de acção, com o tempo a servir apenas de desculpa. Mas uma coisa é verdade. Se não fosse assim provavelmente o a película não teria o mesmo sucesso.
               É um filme recomendado. De onde não vão sair desapontados.

Nota:4/5