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20/04/2017

A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast - 2017)



                Chega a vez de “A Bela e o Monstro” ter o seu tratamento para imagem real, a cargo da Disney. Só que, ao contrário de “Cinderela” e “O Livro da Selva”, estamos perante um nomeado ao Óscar de melhor filme, a primeira animação a conseguir esse feito, e vencedor nas categorias musicais. Além disso, é um filme adorado por muita gente, por isso, a exigência para esta nova versão são enormes.
                Em termos de história, a coisa não muda muito da animação, nem tem de o fazer. Mas, mesmo assim, temos mais cenas que servem para dar uma maior profundidade às personagens. Por exemplo, agora vemos o momento da transformação do príncipe, o destino dos habitantes do castelo caso a maldição não seja quebrada a tempo e um pouco sobre o passado da mãe de Belle. Estes incrementos até foram bem-vindos, tirando a última parte, cuja forma como foi executada deixou muito a desejar e e foi completamente desnecessária.
                O elenco está impecável, principalmente Luke Evans e Josh Gad como Gaston e LeFou respetivamente, que parecem tirados diretamente da animação mas ao mesmo tempo conseguem se diferenciar. Dan Stevens, como a Besta, faz um bom trabalho; é verdade que muito do trabalho deve-se aos efeitos especiais aplicados mas, mesmo assim, dá para notar as diferentes reações e interações com os outros elementos. Emma Watson, cuja atribuição do papel pode não ter agradado a todos, consegue fazer uma interpretação impecável, espelhando uma Belle forte e independente, algo que Watson sempre defendeu. Mesmo nos momentos musicais não há grandes falhas a apontar. É verdade que poderá não ter a mesma qualidade de Paige O'Hara na animação mas, mesmo assim, não desaponta.
                Por falar nos momentos musicais, tem todos os clássicos do original e alguns originais, que encaixam relativamente bem. Uma coisa que foi uma desgraça, mas uma de um tamanho monumental, foi a tradução das mesmas. Não são poucas as vezes em que a tradução não é coerente nem nada tem a ver com o que está a ser dito e, tendo em conta que estamos num musical, isso é grave. Os efeitos especiais, embora não ao nível de “O Livro da Selva”, estão muito bons, principalmente todos os habitantes não humanos do castelo, que estão com um grande detalhe e muito credíveis. Mesmo a Besta está bem representada, só que tem uma pequena falha: não consegue ser assustadora, ao contrário do que acontece com a animação.
                Mesmo não sendo o que foi o filme de 1991, este é um filme que merece ser visto.


05/08/2015

Pixels (2015)



                E o grande ódio, aparentemente generalizado, por Adam Sandler continua sempre que o ator aparece num novo filme, e desta vez o alvo é “Pixels”. Mas será que as críticas negativas que o filme tem tido são de facto merecidas, ou é apenas uma resposta automática por ver Sandler no elenco?
                Nos anos 80 foi mandado para o espaço uma série de vídeos com gravações dos jogos árcade da altura, mas essa mensagem foi mal interpretada. Agora estamos a ser invadidos por versões gigantes do Pacman e do Donkey Kong.
                E raio o filme tem a sua piada! Para poder apreciar melhor o filme tem que se aceitar aquilo que se vai ver, porque se não gostar de ver criaturas gigantas a pixelar tudo a torto e a direito é normal que não vá gostar do filme. Mas isso não desculpa tudo, é verdade que a história não faz muito sentido, mas algumas coisas acontecem só porque sim, outras não são devidamente explicadas e há outras simplesmente bizarras.
                Sandler também não estraga o filme, é verdade que não está entre as suas melhores interpretações, mas tem algumas saídas com piada. Já Kevin James, como o presidente dos EUA não está assim tão bem. Josh Gad também não destoa e Peter Dinklage consegue roubar muitas cenas.
                O realizador Chris Columbus conseguiu por uns efeitos especiais que não estão mal de todo no filme, mas já o 3D era completamente escusado.
                O filme tem mais piada que muitas comédias que andam por aí, e só não é melhor pela falta de construção do enredo, por algumas piadas e por uma ou outra interpretação.


24/03/2015

O Amigo do Peito (The Wedding Ringer - 2015)



                Temos mais uma comédia que não promete trazer nada de absolutamente novo. Mas esse não é, certamente, o objetivo deste filme, já que se o realizador Jeremy Garelick nos conseguir fazer rir minimamente já não é nada mau.
                Doug Harris está a duas semanas do seu casamento, só que não tem nem um padrinho nem amigos para convidar para o grande evento. Por isso contrata Jimmy Callahan para tratar desse delicado assunto.
                Este é, provavelmente, o melhor trabalho de Kevin Hart até ao momento. Já que neste filme consegue dar uso a toda a sua veia cómica, veia essa que, por acaso, até é bastante engraçada. E é graças a ele que este “O Amigo do Peito” até é engraçado, não é rir do princípio ao fim, mas tem bons momentos que cheguem para passar um serão bem divertido. 
                Do restante elenco só o protagonista, Josh Gad, consegue chegar minimamente perto de Hart. Kaley Cuoco-Sweeting não faz nada de especial e Jorge Garcia só lá está para fazer uma piada no fim.
                O grande problema do filme está no seu argumento previsível. Não inova e facilmente se sabe o que vai acontecer no final. Mas aqui não se trata de saber o final, mas sim se o caminho até lá é divertido. E nesse departamento o filme consegue cumprir com os requisitos.