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15/09/2019

Sete Estranhos no El Royale (Bad Times at the El Royale - 2018)

    Estava bastante ansioso por ver “Sete Estranhos no El Royale” pois gosto do realizador Drew Goddard. Além disso, e parecia que estava a fazer um filme no mesmo estilo de Quentin Tarantino, o que parecia muito interessante, com nomes como Jeff Bridges, Jon Hamm, entre outros - talento não faltava no elenco.
    Por isso, infelizmente quando o filme acabou não podia ter ficado mais desapontado. Estava à espera de diálogos mais dinâmicos e de um ritmo mais acelerado.
Logo, muita da minha experiência com o filme está toldada pelas minhas expetativas. Porque, embora tenha um elenco que faz bem o seu trabalho, principalmente um Chris Hemsworth num papel em que não estamos habituados a vê-lo, não me conseguiu cativar por aí além. 
O melhor foi toda a mitologia que envolvia o hotel onde se passa toda a ação. Com a sua divisão entre dois estados, salas e câmaras secretas, onde várias personalidades iam. Isto até podia virar facilmente uma série, da mesma maneira que vão fazer com o “Continental” de “John Wick”.
“Sete Estranhos no El Royale” pode não ser um mau filme mas não é dinâmico o suficiente, nem com as suas interpretações, nem com a ação, para nos deixarem colados.

28/09/2017

Kingsman - O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle - 2017)



            O primeiro “Kingsman - Serviços Secretos” foi uma das maiores surpresas de 2014, em que a adaptação de Matthew Vaughn nos mostrava uma grande energia, cores vivas, personagens desenvolvidas e incríveis cenas de ação. Por isso, com o regresso do realizador para a sequela, será que esta “paródia” dos filmes de espiões vai voltar a brilhar? 
            Com o seu quartel-general reduzido a escombros e a maioria dos seus membros mortos, os restantes elementos da Kingsman têm de recorrer aos seus primos do outro lado do Atlântico, os Statesman, para, assim, as duas agências conseguirem salvar os milhões de reféns que o Círculo Dourado fez por todo o mundo. 
            No primeiro filme, há uma boa mistura entre a ação extraordinária e os momentos de desenvolvimento de personagens. Só que isso não acontece tanto aqui. Sim, temos bons momentos de desenvolvimento dos protagonistas, só que são em menor quantidade. Já a escala das cenas de ação mantêm-se sempre em alta, o que para as quase duas horas e meia de duração é um pouco de mais. 
            E o marketing também foi um pouco enganador. Mostraram muito Jeff Bridges e Channing Tatum quando, na verdade, mal estão no filme. Aliás, são os Statesman que saíram “prejudicados” nesta sequela, que têm bons momentos de ação, mas as personagens não são devidamente desenvolvidas. E então a cena final de Halle Berry parece que caiu lá vinda do nada. 
            Mas o filme não se chama Statesman, e é nos Kingsman que está o grande protagonismo. Taron Egerton volta a vestir a pele do protagonista Eggsy, e está de novo em grande, sendo agora um agente mais experiente que já consegue fazer todas as incríveis cenas de ação necessárias. Não é só de ação que se vale, já que personifica bem as suas relações com as outras personagens, desde a sua namorada Tilde (a princesa sueca que aparece no primeiro filme) até Merlin e Harry, com alguns bons momentos fortes. O reaparecimento de Colin Firth e a sua justificação é que não é muito convincente, o que o salva é que é uma boa personagem. 
            Julianne Moore, como a vilã Poppy, é que parece que está noutro filme. É verdade que tudo nesta saga é em grande mas a atriz parece que está num filme de Austin Powers, demasiado excêntrica para conseguir ser levada muito a sério. 
            “Kingsman - O Círculo Dourado” não é um filme tão coeso como o primeiro mas, mesmo assim, continua a ser um grande filme de ação que merece uma ida ao cinema.


15/02/2017

Hell or High Water - Custe o que Custar! (Hell or High Water - 2016)



            À primeira vista, este “Hell or High Water - Custe o que Custar!” pode ser um filme que passe despercebido e que não apresente assim nada de especial comparativamente com os outros candidatos. Só que, no fundo, estamos perante um western dos tempos modernos, mas será que merece as quatro nomeações que tem para as estatuetas douradas?
            Um pai divorciado e o seu irmão, acabado de sair da prisão, planeiam um esquema de roubar uma série de bancos, como forma de assegurar o futuro da sua família.
            Se uma coisa que salvou o filme foi ver outro lado de Chris Pine. O ator costuma aparecer mais em grandes filmes de ação, como “Star Trek” ou “Jack Ryan”, e, vê-lo nesta posição mais contida e com semblante mais sério, é uma boa mudança e prova as capacidades do ator. Ver Ben Foster num papel de maior protagonismo é sempre de valor, já que estamos perante um grande ator, que muitas vezes é relegado como personagem secundária. Jeff Bridges faz aquele papel de velho rezingão que faz tão bem, aliás como poucos o conseguem fazer mas, daí a ter sido nomeado para melhor ator secundário, acho que já foi um pouco exagerado.
Destaca-se por ser um filme que reflete a crise económica num ambiente americano diferente, não nas grandes cidades mas sim em terras mais longínquas e perdidas. Onde o desemprego abunda e tenta-se fazer o que se pode para sobreviver. E, para nos mergulhar-mos verdadeiramente neste ambiente, temos uma ótima banda-sonora.
Também nos é proposto um conflito sobre por quem devemos torcer: pelas figuras da autoridade que querem parar estes assaltos ou pelos assaltantes que, embora estejam a fazer o que podem para assegurar o futuro, recorrem a meios ilegais.
Atenção que não é um filme a fervilhar de ação. Temos os assaltos aos bancos e uma cena de tiroteio que, mesmo estando bem executados, não chegam para termos um verdadeiro filme de ação. É verdade que é propositado, pois este é um filme de maior reflexão, mas mesmo assim tem alguns momentos que são aborrecidos.
“Hell or High Water - Custe o que Custar!” tem muita coisa boa e é um verdadeiro western moderno mas não deixa também de ter a sua dose de defeitos.


07/01/2015

O Sétimo Filho (Seventh Son - 2015)



                O novo ano começa com mais uma adaptação de uma obra de fantasia, com Jeff Bridges e Julianne Moore como os grandes nomes no elenco, e com Ben Barnes como o protagonista.
                Tom, o sétimo filho do sétimo filho, é um aprendiz de mago para combater contra espíritos malignos. O seu grande primeiro desafio está quando a terrível Mãe Malkin escapa da sua prisão.
                Estes filmes parecem sempre ser muito bonitinhos, com os seus efeitos especiais catitas, os seus monstros e o seu quase obrigatório 3D, mas no fim servem apenas para distrair um bocado. O argumento parece que é sempre a mesma coisa, o nascimento de um novo herói que vai derrotar o grande vilão, e que se as receitas de bilheteira correrem bem vamos ter sequela a caminho.
                Bridges continua a fazer a única coisa que só consegue fazer agora, ensinar lições à próxima geração sendo um grande rezingão. Não que não faça esse papel de maneira competente, mas também podia variar um pouco. Moore consegue ser uma boa vilã, mas não consegue deslumbrar. Verdade seja dita este é o show de Barnes, que consegue ser um protagonista competente e credível.
                As cenas de ação começam bem mas depois parece que se perdem um pouco e não dão um final muito satisfatório. O romance que também temos de aturar não combina muito bem com o resto do filme, parece que só está lá por estar.
                Uma fantasia que provavelmente vai passar ao lado de muita gente.