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25/09/2015

Evereste (Everest - 2015)



                Ao ver o trailer de “Evereste” tinha a sensação que este ia ser o primeiro filme que merecia de facto ser visto e apreciado numa sala IMAX. Ver a incrível subida ao cume mais alto do mundo é uma oportunidade perfeita para mergulharmos na experiência, e isto tudo enquanto temos um elenco de luxo.
                Aqui vamos seguir a história verídica de um grupo de montanhistas que subiu até ao cume do monte Evereste e depois foi atacado por uma tempestade.
                E aquilo que estava à espera acabou por acontecer, “Evereste” foi dos poucos filmes que vi em IMAX que de facto merecem ser vistos neste formato, pois permitiu uma maior emersão, principalmente naqueles planos em que vemos a enormidade da montanha. E é possível sentir toda a intensidade da tempestade que atingiu os protagonistas.  
                Só que não é só de visual que esta aventura vive. Com um elenco constituído por Jason Clarke, Jake Gyllenhaal, Keira Knightley, Josh Brolin, entre outros, talento de representação não faltou. É a personagem de Jason Clarke que seguimos com mais atenção, um montanhista que já subiu várias vezes ao cume e agora ajuda outros montanhistas a lá chegar, estando sempre mais preocupado com o estado de saúde dos seus clientes, do que em chegar ao destino.
                Não que não haja a devida atenção aos outros elementos do grupo. Sabemos as motivações de alguns e ficamos verdadeiramente interessados por aquilo que lhes acontece e se eles conseguem cumprir os seus objetivos.
                Um filme com um grande visual, grandes paisagens e interpretações comoventes.


05/07/2015

Exterminador – Genisys (Terminator Genisys - 2015)



                Exterminador volta ao grande ecrã (algo que inevitavelmente iria acontecer) e prometia voltar a lançar este universo. E nada contra isso, desde que os filmes valham a pena podem ir até ao Exterminador 800. E a coisa não começou nada bem, quando a brilhante equipa de marketing decidiu meter um ponto bastante importante da história nos trailers e nos posters. Por isso, se querem ir ver o filme com alguma surpresa nada de pesquisarem ou ver coisas relativas a este “Exterminador – Genisys”.
                Kyle Reese é enviado de novo para 1984, por John Connor, mas nada está como ele esperava.
                O filme não é uma desgraça, não comecem já a acender as tochas e a preparar as forquilhas. Arnold Schwarzenegger é a melhor parte do filme, é divertido, como um T-800 com mais personalidade, e consegue sempre trazer boas lembranças dos filmes de James Cameron. E, como não podia deixar de ser, temos as obrigatórias referências aos dois primeiros filmes, o que é agradável, mas o filme devia estar mais preocupado em criar os seus momentos, do que em fazer referência a momentos passados.
                Agora a história… As viagens temporais dos filmes anteriores não causavam muitas dores de cabeça porque era só uma viagem ao passado e pronto. Só que aqui andam todos de um lado para o outro, há uns que vão mais para o passado do que estamos habituados e ainda para outros futuros. E se todas estas voltas fossem devidamente justificadas não me importava de todo, mas aqui preferem não explicar nada agora e esperar que as sequelas façam isso por eles. Se quiserem voltar a trazer reset a este universo olhem para “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido”, que fez um trabalho muito melhor.
                O elenco também podia ter sido melhor escolhido. Emilia Clarke claramente foi um erro de casting, não que a atriz não consiga fazer boas interpretações, mas para este papel não tem a intensidade e a presença necessidade. Jai Courtney também não consegue impressionar, ao contrário de Jason Clarke que consegue uma boa interpretação com John Connor.
                Os efeitos especiais têm os seus bons e maus momentos, mas ao menos o 3D consegue apresentar uma boa qualidade. O filme é divertido, agora se isso é bom ou não para este franchise, cabe a vocês decidir.
                Vamos ter pelo menos mais dois filmes, por isso têm muito espaço para melhorar, já que como ponto de partida este “Exterminador – Genisys” deixou a desejar.


               

17/07/2014

Planeta dos Macacos – A Revolta (Dawn of the Planet of the Apes - 2014)



                Tinha grandes expetativas para este filme. O de 2011 foi uma boa surpresa e conseguiu trazer para os tempos modernos uma saga que começou nos anos 60. E, por aquilo que era representado nos trailers e teasers, parecia que íamos ter mais um grande filme. 
                Quanto à história, passaram-se dez anos desde os acontecimentos do primeiro filme e a população humana esteve à beira do abismo da extinção devido a uma pandemia, conhecida como Gripe Símia. Enquanto isso, Ceasar e os outros macacos multiplicaram-se e formaram uma comunidade que vive em paz. Mas, quando um grupo de humanos aparece na floresta, essa paz aparenta ser ameaçada. 
                Uma das grandes qualidades do primeiro filme eram os seus efeitos especiais, principalmente a captura de movimentos de Caesar. Mas, se nos anteriores os efeitos já eram estonteantes, neste a escala subiu em grande! Os macacos são mais que muitos e até andam a cavalo; se juntarmos a isso às filmagens no exterior, pode dizer-se, com toda a segurança,  que “O Planeta dos Macacos A Revolta” conseguiu criar um novo patamar no que se refere à captura de movimentos.
                E quando temos filmes sobre captura de movimentos, em quem é que pensamos? É isso mesmo, Andy Serkis, que aqui volta a dar a vida ao líder dos macacos, Caesar. Que aqui continua como o grande protagonista, cada vez mais inteligente, que até já consegue dizer umas frases, conquistando o lugar de personagem mais interessante do filme. Temos também de volta Koba, interpretado por Toby Kebbell, que se torna o maior rival de Caesar, por este defender a cooperação com os humanos. 
                Do lado, na colónia sobrevivente de humanos, temos as caras novas de Jason Clarke, que faz de “bonzinho”, e Gary Oldman, como o desesperado defensor dos humanos. Infelizmente, este campo é um dos pontos fracos do filme - claro que eles não são o destaque mas, mesmo assim, não são muito desenvolvidos. 
                Esta sequela é, sem dúvida, um grande filme mas, de alguma maneira, não me satisfez completamente. Se calhar, estava com as expetativas demasiado elevadas mas, mesmo assim, soube-me a pouco. É verdade que temos de tudo, muita ação, um argumento interessante e as personagens demonstram, graças à grande captura de movimentos, uma grande emoção apenas com um olhar. E já agora, cavalos na floresta? Don`t think so.
                Uma sequela como deve ser feita que deve agradar aos fãs da saga e a quem gostar de ficção-cientifica.