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03/05/2017

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2 - 2017)



            Foi um grande risco na altura quando a Marvel decidiu lançar o primeiro “Guardiões da Galáxia”. Afinal, trata-se de um conjunto de personagens que não era conhecida pela grande generalidade das pessoas mas que, felizmente, mostrou-se uma aposta acertada. O relato das histórias do pequeno grupo depressa se tornou num dos filmes favoritos deste universo cinematográfico, por isso, como seria de esperar, a sua sequela tem uma grande responsabilidade nos seus ombros.
            As aventuras dos Guardiões da Galáxia continuam e, desta vez, vamos investigar a origem da paternidade de Peter Quill.
            Temos os cinco elementos de volta e, com a exceção de Baby Groot - uma versão mais pequena e inocente que Groot -, todos estão basicamente na mesma (o que é positivo). A decisão de dividir o grupo em dois ajudou para assim conseguirmos uma maior exploração de cada elemento do grupo embora, de grosso modo, todo o filme se trata sobre Peter Quill. Mas, mesmo assim, conseguimos um pouco mais de história de fundo das outras personagens, tirando Groot, que está aqui para ser fofo.
            Algumas personagens do primeiro filme retornam com mais protagonismo, como Yondu (interpretado por Michael Rooker) que consegue ter tanto momentos cômicos como dramáticos, e Nebula (interpretada por Karen Gillan) que anda, mais uma vez, atrás da sua irmã, só que agora temos um melhor contexto sobre o que a motiva. Entre as novas entradas, podemos contar com Kurt Russel, que aqui faz de Ego, o pai de Peter, e Pom Klementieff, como Mantis, a serva de Ego.
            Para mim, o maior problema é que a história só se desenvolve para o final do filme. As cenas com Ego são do melhor que há. É uma das personagens mais interessantes que já entrou neste universo e só não digo mais para não dizer spoilers. Chris Pratt volta em grande para o seu Star-Lord, desta vez num papel mais dramático. Dave Bautista não foi tão bem aproveitado aqui, ficando relegado apenas a tiradas cómicas (é que quando temos alguém com o nome de o Destruidor na nossa equipa seria de esperar que ele entrasse em mais cenas de ação….). Zoe Saldana e a sua Gamora pouco mexem em relação ao filme anterior - bem, é capaz de estar um pouco mais simpática. O nosso guaxinim adorador de armas favorito tem algum desenvolvimento, principalmente sobre como a sua personalidade se tornou no que é.
O realizador James Gunn retorna e com ele todo o estilo a que nos habituou. Um universo com muitas cores e raças, naquilo que é, até agora, a coisa mais parecida que a Marvel tem a um “Star Wars”. Não há muita relação entre os outros heróis da companhia, o que é positivo, já que assim o filme consegue funcionar melhor individualmente. E a banda-sonora? Foi algo que marcou consideravelmente o primeiro filme e aqui, embora não desaponte, também não é memorável. Ainda tenho na cabeça algumas músicas do primeiro filme enquanto que, passado uns dias, já não me lembro de nenhuma música deste em particular.  
            É preciso dizer que este Volume 2 é bom, só que não tão bom como o primeiro. Foram feitas algumas escolhas que podem ser compreensíveis para uns mas que podem não agradar a outros. Temos bastante mais comédia mas menos ação. Temos mais música mas menos memorável. Temos mais personagens mas uma história menos consistente.
 


P.S. - O filme tem cinco (!!!) cenas pós-créditos, por isso se forem logo embora não podem dizer que foi por falta de aviso.



07/08/2014

Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy - 2014)



                Esta é sem dúvida a aposta de maior risco por parte da Marvel até agora. Tanto pelas personagens serem relativamente desconhecidas em relação a outras personagens como o Capitão América ou Homem de Ferro, como por esta aventura se passar no espaço, e facilmente pode ser chamado do Star Wars da Marvel. 
                Peter Quill foi raptado da Terra quando ainda era um pequeno rapaz, agora 26 anos depois tornou-se um Saqueador. Mas, quando descobre um pequeno orb torna-se procurado pelo terrorista Ronan. 
                O realizador James Gunn fez um bom trabalho em tornar “Guardiões da Galáxia” no filme mais bem-disposto e divertido da produtora. E como é que conseguiu isso? Graças a uma grande banda-sonora baseada em êxitos dos anos 70 e em personagens muito cómicas. 
                E aqui não temos apenas um protagonista cómico, já que todo o grupo consegue ter os seus momentos. Temos Rocket, o geneticamente alterado guaxinim, com Bradley Cooper a dar-lhe a voz, Groot, a árvore gigante com a voz de Vin Diesel, Drax O Destruidor é interpretado pelo lutador de wrestling Dave Bautista, Gamora é uma assassina interpretada por Zoe Saldana e o Peter Quill ou Star-Lord que é interpretado aqui por Chris Pratt. 
                Estava um pouco preocupado com este elenco. Felizmente as coisas correram pelo melhor, Bautista consegue entregar uma interpretação competente, e mesmo com apenas três palavras Groot (e Vin Diesel) consegue ser extremamente expressivo. E Zoe Saldana depois de ter ficado azul em “Avatar” desta vez ficou-se pelo verde e Chris Pratt mostrou aqui que consegue desempenhar uma boa prestação como protagonista. Já nos vilões a Marvel continua a ter problemas, já que continuam a ser bastante unidimensionais. Mas, a situação pode mudar assim que Thanos entre em cena. 
                Em termos técnicos continua a ser tudo do melhor e, como não podia deixar de ser, temos o nosso amigo 3D que está lá a dar uma volta. Não que não seja bem aplicado mas a relevância desta tecnologia contínua em questão. 
                Os heróis podiam ter sido melhor explorados, mas pronto, serviu como introdução. E já com a sequela anunciada esperemos que esta situação melhore. Houve uma tentativa de fazer os combates um grande espetáculo, mas soube a pouco. O argumento também não sai muito daquilo a que já estamos habituados. E para aqueles que vão ver à espera de ver alguma coisa a ver com o próximo Vingadores vai ficar desapontado. E o mesmo se pode dizer da cena no fim dos créditos. 
                Uma grande aventura espacial para juntar ao universo Marvel.