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07/08/2016

Esquadrão Suicida (Suicide Squad - 2016)



                “Esquadrão Suicida” tem uma pressão sobre ele que não é merecida pois, devido às reações mistas que “Batman v Super-Homem” provocou, todos estão de olhos postos no filme a ver se a DC dá a volta às coisas e se algo épico acontece. Vamos ser positivos, tem David Ayer (que nos trouxe “Fúria”) a realizar e um grande elenco, como Will Smithe e Margot Robbie, por isso há que se ser otimista. E raios!, temos um novo Joker!
                A agente Amanda Waller decide juntar uma equipa para combater futuras ameaças de meta-humanos. Uma equipa só com super-vilões, que são obrigados a entrar em missões suicidas.
                Pontos menos positivos: o argumento é, no geral, uma autêntica salgalhada. A ideia é criar uma equipa de meta-humanos para combater outros meta-humanos mas a grande maioria do Esquadrão não entra nesta categoria – “apenas” são humanos extremamente habilidosos. E, como em muitos filmes do género, o vilão não é nada de especial e chega a ser um pouco ridículo.
                O melhor de “Esquadrão Suicida” é a prestação dos seus atores. Will Smith é um incrível Deadshot, cheio de carisma mas sem tornar o filme dele, Margot Robbie é uma Harley Quinn adequadamente louca e que nos consegue surpreender. E o novo Joker? Terá Jared Leto estado à altura do papel? Completamente! É uma versão diferente da interpretada por Heath Ledger, um príncipe do crime com o qual podemos embarcar neste universo cinematográfico. (e é assim mesmo que tinha de ser!). E a sua relação de co-dependência com Harley Quinn está incrivelmente bem retratada. E duas surpresas foram El Diablo e Killer Croc, principalmente o primeiro, interpretado Jay Hernandez, que tem uma grande presença e mostra, talvez, o maior desenvolvimento de personagem.
                Como é demonstrado pelos trailers, temos muitas músicas conhecidas pelo filme. Isto pode resultar de duas maneiras… Quando essas músicas entram ao apresentar as personagens, tudo bem, é engraçado mas depois as músicas entram de momentos a momentos e não queriam grande impacto, parecendo algo desconexas.
                Ah, a pequena participação de Batman está muito bem executada e entra nos momentos certos. Outro momento alto foi Amanda Waller, interpretada por Viola Davis, que consegue em muitos sentidos ser a verdadeira vilã do filme.
                Concluindo, “Esquadrão Suicida” é um filme mais divertido que “Batman v Super-Homem”, embora menos do que aquilo que os trailers nos mostram. Tem grandes personagens e desempenhos só que uma história que não corre tão bem.



05/07/2015

Exterminador – Genisys (Terminator Genisys - 2015)



                Exterminador volta ao grande ecrã (algo que inevitavelmente iria acontecer) e prometia voltar a lançar este universo. E nada contra isso, desde que os filmes valham a pena podem ir até ao Exterminador 800. E a coisa não começou nada bem, quando a brilhante equipa de marketing decidiu meter um ponto bastante importante da história nos trailers e nos posters. Por isso, se querem ir ver o filme com alguma surpresa nada de pesquisarem ou ver coisas relativas a este “Exterminador – Genisys”.
                Kyle Reese é enviado de novo para 1984, por John Connor, mas nada está como ele esperava.
                O filme não é uma desgraça, não comecem já a acender as tochas e a preparar as forquilhas. Arnold Schwarzenegger é a melhor parte do filme, é divertido, como um T-800 com mais personalidade, e consegue sempre trazer boas lembranças dos filmes de James Cameron. E, como não podia deixar de ser, temos as obrigatórias referências aos dois primeiros filmes, o que é agradável, mas o filme devia estar mais preocupado em criar os seus momentos, do que em fazer referência a momentos passados.
                Agora a história… As viagens temporais dos filmes anteriores não causavam muitas dores de cabeça porque era só uma viagem ao passado e pronto. Só que aqui andam todos de um lado para o outro, há uns que vão mais para o passado do que estamos habituados e ainda para outros futuros. E se todas estas voltas fossem devidamente justificadas não me importava de todo, mas aqui preferem não explicar nada agora e esperar que as sequelas façam isso por eles. Se quiserem voltar a trazer reset a este universo olhem para “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido”, que fez um trabalho muito melhor.
                O elenco também podia ter sido melhor escolhido. Emilia Clarke claramente foi um erro de casting, não que a atriz não consiga fazer boas interpretações, mas para este papel não tem a intensidade e a presença necessidade. Jai Courtney também não consegue impressionar, ao contrário de Jason Clarke que consegue uma boa interpretação com John Connor.
                Os efeitos especiais têm os seus bons e maus momentos, mas ao menos o 3D consegue apresentar uma boa qualidade. O filme é divertido, agora se isso é bom ou não para este franchise, cabe a vocês decidir.
                Vamos ter pelo menos mais dois filmes, por isso têm muito espaço para melhorar, já que como ponto de partida este “Exterminador – Genisys” deixou a desejar.