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15/06/2018

Mundo Jurássico - Reino Caído (Jurassic World: Fallen Kingdom - 2018)


Vamos ser sinceros... Ninguém estava à espera que “Mundo Jurássico” fizesse a incrível quantidade de dinheiro que fez. Não que fosse um mau filme mas estava longe de pensar que viesse a ser um colosso nas bilheteiras. Agora, com "Reino Caído", será que as coisas se vão repetir? Desta vez, é J.A. Bayona a realizar - o que até é um bom sinal -, mas o marketing não tem sido grande coisa.
              Nesta altura do campeonato, já ninguém fica maravilhado em ver dinossauros no grande ecrã, a verdade é essa. As histórias também não têm sido nada de por aí além mas, na maior parte das vezes, cumpre os requisitos mínimos. E, em “Reino Caído”, a fórmula habitual não muda muito (dinossauros a matar gente e alterações genéticas) mas, lá pelo meio, consegue criar bons momentos.
             A relação entre Owen (a personagem de Chris Pratt) e Blue (o velociraptor do filme anterior) é mais explorada e é utilizada de modo eficaz para o desenrolar da história. Também há momentos de boa tensão, dignas de um filme de terror razoável, que acrescentam um bem-vindo suspense a toda a experiência.
             Tem novas personagens boas (Zia Rodriguez e Maisie Lockwood) e outras não tão boas (Eli Mills e Franklin). E há uma evolução da personagem de Claire Dearing, em relação ao filme anterior, com remorsos sobre aquilo que fez, e a fazer de tudo para tentar compensar esse facto. A ação continua impecável, desde o resgate dos animais da ilha e do vulcão que está em erupção, até ao terceiro ato (mais não digo para não spoilar). Devo dizer que este deve ter uma das melhores cenas introdutórias de toda a saga.
             Um bom filme para entreter durante este verão que não inova a fórmula mas utiliza-a de forma competente.

P.S. - Só para não ficarem muito desapontados, não esperem ver de Jeff Goldblum mais do que os trailers mostram.


28/11/2016

Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls - 2016)



                 Já começou aquela altura do ano em que, aos poucos, vão chegando aqueles filmes que tentam ser nomeados para conquistar a estatueta dourada em Fevereiro. Uns são mais descarados que outros nesta tentativa. O último filme de J.A. Bayona pode tentar entrar na corrida mas longe de ser favorito.
                Pelos trailers, parecia que não íamos ver muito do monstro, o que não é algo que me agrade de todo pois, afinal, estamos a falar de um elemento diferenciador do filme. Mas, felizmente, temos a sua presença por mais tempo do que esperava inicialmente - não quer isto dizer que ele está em 90% do filme, mas sim em mais cenas do que eu esperava inicialmente. E, em termos de design e incorporação com o ambiente, tem grande qualidade, transpira poder e sabedoria por tudo o que é ramo, tendo para ajudar a voz de Liam Neeson.
                A interpretação do jovem Lewis MacDougall é bastante boa. Acho que com a sinopse do filme já deu para perceber que não é algo propriamente alegre e, aí, MacDougall consegue transmitir o sofrimento pelo qual está a passar, e até um pequeno segredo que esconde. Para Felicity Jones, esta é a primeira de duas aparições que vai fazer no grande ecrã neste final de ano porém, nesta primeira prestação, a coisa fica morna. Não que interpretar uma pessoa com cancro seja fácil de alguma maneira mas Jones é quase um figurante, que serve de motivação para o nosso protagonista avançar na história. Já Sigourney Weaver tem uma personagem mais desenvolvida com o qual, inicialmente, não simpatizamos muito mas que, com o desenrolar da história, conseguimos ver um lado mais humano. E Toby Kebbell foi muito desaproveitado para aquilo que apareceu (mais-valia a personagem não ter aparecido!).
                O monstro está incrivelmente bem detalhado e a sua mistura com o meio envolvente também é algo que vale a pena ser visto. A maneira como todas as histórias, por ele contadas, são representadas, visualmente, em tom de aguarelas, a um estilo algo semelhante ao de Tim Burton, dão outra vida ao filme.
                Mas, no final, o filme não satisfaz por aí além. Está bem representado e com bons visuais mas a história simplesmente não puxa. Mesmo com o elemento diferenciador, este “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” não é um filme que dê muita vontade de rever.