Mostrar mensagens com a etiqueta idris elba. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta idris elba. Mostrar todas as mensagens

29/03/2020

Cats (2019)

  
Sinceramente, se não fosse toda a polémica que este musical teve, tão cedo não o ia ver. Ninguém foi simpático nas críticas do filme. E nem estamos a falar de um realizador estreante, sem grandes projetos em seu nome, mas sim de Tom Hooper, que nos trouxe “O Discurso do Rei” e “Os Miseráveis”. Por isso, a minha curiosidade levou a melhor e lá se passaram quase duas horas.
Todos os anos, uma tribo de gatos Jellicles decide qual deles é que deve ascender e voltar numa nova vida.
Não faço ideia do que raio é que vi! Antes de mais, esta é a minha primeira experiência com este musical. Logo, qualquer crítica relativa ao musical, estou apenas a referir-me a esta versão cinematográfica. Porque, raios! Isto é parvo como tudo. É só um bando de gatos a cantarem quem é que são durante todo o filme? A sério que é só isto? Não tem mais nadinha? Fiquei extremamente desapontado com esta história, principalmente quando é um filme que juntou um elenco bastante competente, como Idris Elba, Judi Dench e Ian McKellen. E as músicas em si também não são grande coisa, tirando uma ou outra, são aborrecidas e sem interesse.
Agora os tão falados efeitos visuais… Quem foi o génio que teve a ideia de fazer isto?! Fazer uma mistela de pessoas com gatos é tão incrivelmente estranho que quase chega a fazer impressão. O problema é que é uma situação que distrai bastante, na maior parte dos filmes quando há algum efeito que sobressai, passado algum tempo isso vai-se desvanecendo, infelizmente isso não acontece aqui.
Não recrimino ninguém por ter tentado fazer algo diferente, afinal é isso que queremos ver quando vamos ao cinema. Só que aqui foi uma experiência incrivelmente mal sucedida, e até me admira que não tenham notado isso durante a sua produção.


10/08/2019

Velocidade Furiosa - Hobbs & Shaw (Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw - 2019)

Embora o terceiro capítulo já o seja na sua essência, parece que temos o primeiro spin-off desta saga com Dwayne “The Rock” Johnson e Jason Statham como protagonistas. Logo nos trailers viu-se o estilo que iríamos ter aqui, ação elevada ao extremo, muita adrenalina e algumas doses de comédia.
            Quando um vilão, melhorado ciberneticamente, ameaça o mundo, o duo improvável de Luke Hobbs e Deckard Shaw têm de se juntar para o parar.
            Se ainda alguém estava à espera que este franchise fosse sobre carros, não esteve muito atento aos filmes anteriores. Basicamente, as leis da física não existem e, se por acaso, um dos elementos cair de um prédio logo se levantar como se nada fosse, não fiquem admirados. Se tiverem isso em mente, e não se importarem com uma história um pouco amealhada em cima do joelho, então vão se divertir muito. Pelo menos foi isso que me aconteceu.
             Se gostaram da troca de insultos entre os dois protagonistas no filme anterior, então aqui está a triplicar. E, embora seja engraçado no início, passado um pouco já chegava a ser cansativo, mesmo com algumas piadas muito bem feitas. Ao menos o novo elemento, representado por Vanessa Kirby, conseguiu equilibrar a mistura explosiva de personalidades. 
              Idris Elba é um vilão intimidador, mas no final, está só lá para dar uns socos, uns tiros, umas boas piadas e usar uma mota toda high tech. Mas, ao menos, serviu para introduzir uma sociedade secreta que pode ser explorada em futuros filmes.
              Dwayne Johnson e Jason Statham conseguem trazer tudo aquilo que estamos à espera num blockbuster de verão, vindo da saga “Velocidade Furiosa”. Além de que tem uns cameos muito engraçados e algumas cenas pós-créditos.

03/11/2017

Thor - Ragnarok (2017)



O último filme da MCU para este ano traz-nos a terceira aventura a solo do deus do trovão que, agora, vem acompanhado de Hulk para enfrentar o fim do mundo da mitologia nórdica: Ragnarok.
Hela está livre da sua prisão e vai trazer Ragnarok a Asgard. Thor, agora sem o seu precioso martelo, vai ter de se juntar a Hulk para impedir que a sua terra seja completamente devastada.
A diferença mais óbvia em relação aos anteriores filmes a solo do herói é a banda-sonora, estilo visual e o tom bem mais humorado. E isto deve-se em grande parte ao realizador neozelandês Taika Waititi, que já tem por hábito criar filmes com um tom mais humorístico.
Só que a mim esse tom não calhou tão bem neste filme em questão. Já se sabe que todas as entradas da MCU têm sempre um tom bem-disposto logo, se este tivesse não seria de todo de estranhar. No entanto, estamos aqui a falar de Ragnarok, o fim do mundo, algo, digamos, bastante sério para os asgardianos e isso aqui é tratado de forma demasiada leviana.
Meter uns pozinhos de “Planet Hulk” até foi uma mudança bem-vinda e deu para apreciar a personagem num ambiente diferente daquele a que estamos habituados. Aqui Mark Ruffalo já fala mais e tem um maior desenvolvimento como Hulk, em vez de Bruce Banner. Já Loki, de Tom Hiddleston, continua a mesma personagem de sempre por isso, amem ou odeiem, já sabem com que contar. Chris Hemsworth, agora com um corte de cabelo novo, consegue a melhor interpretação até agora do deus do trovão, já sem aquela gabarolice toda e com alguma noção daquilo que tem de fazer. Tessa Thompson como Valquíria foi uma grande adição, já que consegue roubar muitas cenas dos protagonistas habituais. Cate Blanchett como a Deusa da Morte Hela consegue ser um ponto para à frente em termos de vilões da MCU – porém, não é uma das melhores vilãs de sempre no entanto é bem melhor do que aquilo a que estamos habituados.
O tom cómico, embora bem-executado, merecia ser aplicado noutra história que não esta mas, mesmo assim, “Thor - Ragnrok” é uma grande aventura.


23/08/2017

A Torre Negra (The Dark Tower - 2017)

            Numa altura em que uma quantidade totalmente desnecessária de filmes tem uma duração excessiva, foi logo neste que optaram por 90 minutos – uma adaptação da série de oito livros de Stephen King! Mesmo não sendo uma adaptação direta deste material, se calhar um filme mais longo daria para explicar melhor todo este universo. Além disso, podemos ver Idris Elba e Matthew McConaughey um contra o outro, o que pode ser interessante.
            O Homem de Negro quer destruir a Torre Negra e, com isso, trazer a escuridão para todo o universo. Só o último Pistoleiro é que pode impedir que isso aconteça.
O meu maior problema com “A Torre Negra” é o seu incrível potencial que foi tão desperdiçado. A história é simples e dá a sensação que podia ter sido muito melhor. E isso nota-se, porque passa-se por locais e usam-se coisas que podiam ter sido melhor explicadas.
As cenas de ação estão bem conseguidas mas também podiam estar melhores. Podíamos ter visto mais das habilidades do Pistoleiro como, por exemplo, não ser afetado pela magia do vilão. É verdade que cada tiro resulta numa morte mas, passado um pouco, perde o impacto. A luta final com o Homem de Negro é o ponto alto em termos de ação do filme mas podia não ter sido tão unilateral.
As prestações é que são de louvar. Matthew McConaughey e Idris Elba estão em grande e são muito da força deste filme. Mesmo o jovem Tom Taylor consegue uma boa prestação, demonstrando bem a sua confusão e vontade de batalhar contra o que aconteceu.
Pode ser que já com a anunciada série para televisão tenhamos uma melhor adaptação para esta obra de Stephen King.



30/08/2016

Star Trek - Além do Universo (Star Trek Beyond - 2016)



Tenho gostado destes novos filmes de Star Trek, que começaram em 2008, servem como bons filmes de ficção científica, com boas doses de ação e alguma comédia. Talvez se tivesse vistos os primeiros filmes, desde a década de 60, a minha opinião seria diferente, mas só vi os novos e gostei, por isso é nesse ponto em que estamos. No entanto, estava algo preocupado com esta nova entrada porque, pelos trailers, parecia apenas um filme de ação com muitas explosões e sem grande conteúdo (talvez em parte a preocupação deva-se ao facto de o realizador ser Justin Lin, que fez alguns dos filmes da saga "Velocidade Furiosa".)
A USS Enterprise continua a sua missão de explorar o espaço e James Kirk, o seu capitão, está com dúvidas se, de facto, este é um trabalho que quer continuar a desempenhar. Mas essas dúvidas vão ter de esperar quando uma grande ameaça, na forma de Krall, se atravessa no seu caminho.
O filme está dentro do mesmo molde que os anteriores da franquia, por isso se gostaram deles, muito provavelmente vão gostar, caso contrário, também não vai ser desta que vão mudar de opinião. Vá lá, uma coisa está um pouco diferente: existe um tom mais cómico, muito provavelmente inserido devido à influência de Simon Pegg no argumento, que foi muito bem-vindo. E, se na primeira parte ficamos com a sensação que vai haver um maior desenvolvimento das personagens, tal depressa passa para segundo plano quando a ação começa. Claro que é normal que numa situação destas não haja várias considerações profundas mas já no terceiro filme seria bom sabermos mais sobre as personagens.
Temos tudo o que podemos esperar de um bom filme de ficção-científica. Batalhas espaciais, raças alienígenas e muita tecnologia futurista. Tudo acompanhado pelo grande elenco a que já estamos habituados. Só que agora há uma condicionante a mais: arranjar uma maneira de respeitar o falecimento de Anton Yelchin. E, nesse campo, tudo fica pelo melhor com algumas menções a camaradas perdidos, com a camara a depois passar logo para Yelchin. O elenco dos filmes anteriores (Chris Pine, Zoe Saldana, Karl Urban, Zachary Quinto e companhia) trazem de novo os bons desempenhos a estas personagens que já estão habituados a vestir. Nas novas entradas, temos como positivos a presença de Sofia Boutella e como assim-assim Idris Elba, como o vilão Krall que, embora seja bom, não consegue ser memorável.
Num verão em que não houve nada de especial, “Star Trek – Além do Universo” é uma boa maneira de o acabar. É que venham mais e com qualidade sempre a subir.