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13/06/2019

John Wick 3 - Implacável (John Wick: Chapter 3 - Parabellum - 2019)


            Vocês já viram as enormes doses de adrenalina que são os dois filmes anteriores? Este não abranda na intensidade, e chega a subir ainda mais a fasquia.
Com a cabeça a prémio pela sociedade de assassinos, John Wick vai ter de arranjar maneira de sobreviver e dar a volta à situação.
Agora com o mundo atrás dele, não há praticamente tempo para respirar, com cena de ação seguida de cena de ação: ao fim das duas horas de duração do filme, já começa a cansar um pouco. Mas estas cenas estão extremamente bem executadas, com poucos cortes, e é possível seguir tudo o que está a acontecer, com formas ainda mais inovadoras de “limpar” gente. O realizador Chad Stahelski (que fez todos os filmes da saga) volta a entregar doses brutais de violência, que podem não agradar a todos.
Aqui surge uma maior exploração de toda a mitologia deste mundo de assassinos (a sério, no filme parece que metade dos habitantes de Nova Iorque são assassinos), com a introdução de elementos como o Elder e a Juíza. Halle Berry também aparece aqui, contrastando com o modus operandi do protagonista, para dar boa variedade a toda a ação. Keanu Reeves volta a mostrar que foi talhado para este papel, onde não tem de fazer um incrível trabalho de interpretação, mas que basta entrar numa sala para criar uma presença e ser intimidador.
A saga “John Wick” é uma daquelas com que podemos contar para entregar enormes doses de ação, de uma maneira mais “crua” e entusiasmante daquilo que estamos habituados nos dias de hoje. Aqui fico à espera do já anunciado quarto capítulo! 


15/04/2019

Hellboy (2019)


            Eu queria gostar muito deste filme, a sério que queria! Preferia que a trilogia planeada inicialmente por Guillermo del Toro tivesse um desfecho mas, aos poucos, fui-me habituando ao iminente remake. Logo, foi com mente aberta que parti para o filme.
            Hellboy, um demónio que vive entre o mundo humana e o sobrenatural, tem como a sua nova missão parar uma feiticeira imortal que quer lançar uma praga ao mundo (o habitual, portanto).
            Supostamente, estamos perante uma versão mais fiel à BD de Mike Magnola. Não posso confirmar pois nunca as li mas, se for o caso, não é uma boa publicidade. O filme é uma salgalhada, a história é básica e, talvez por isso, estejamos sempre a saltar de cena de ação em cena de ação, sem haver um momento para respirar e pensarmos bem no que está a acontecer.
            Mas, se há uma coisa que gostei, foi do protagonista. David Harbour é um bom sucessor de Ron Pearlman e mesmo a caraterização prática da personagem fica melhor que a versão anterior. Também há uma boa personalidade, de alguém que está em dois mundos e, ao mesmo tempo, em nenhum e a apenas andar para frente e esperar pelo melhor. Só que, em termos de boas personagens, ficamos por aqui, pois, de resto, temos um Ian McShane (que adoro!) mas que aqui está muito longe do seu melhor trabalho. Quanto à vilã, interpretada por Milla Jovovich, nem vale a pena falar, de tão robótica que é.
            As cenas de ação até entretém bem mas, por outro lado, quiseram meter cenas sangrentas e macabras que, na maior parte das vezes, eram totalmente escusadas. A música rock que acompanha estas cenas também vai ao gosto de cada um - eu gostei.
            Os problemas financeiros foram a causa do fim da série de del Toro mas não me parece que esta nova versão de Neil Marshall vá por um caminho diferente.


08/05/2017

John Wick Capítulo 2 (John Wick: Chapter 2 - 2017)



                O primeiro “John Wick” foi uma boa surpresa, com Keanu Reeves como um lendário assassino com grandes cenas de ação. O problema que há com as sequelas é que, ao aumentar a escala, podem perder aquilo que tornou o primeiro tão bom. Porém um dos realizadores do original está de volta e pelos trailers parece que estamos perante coisa boa.
                John Wick é forçado a voltar à vida do crime como forma de pagar uma dívida. Mas isso só vai fazer com que a sua cabeça seja colocada a prémio.
                Uma das coisas que o primeiro filme conseguiu criar foi uma mitologia para o mundo dos assassinos, desde as moedas de ouro ao Continental, e aqui temos uma expansão disso, onde descobrimos novas regras e o ramo internacional. Mas houve um contra. Chega a uma altura do filme em que parece que toda a gente de Nova Iorque está envolvida, de uma forma ou outra, neste submundo do crime, o que perde o impacto geral.
                O argumento aqui mantem-se simples como o primeiro: é mais uma história de vingança e que, para o que “John Wick Capítulo 2” é, serve perfeitamente. Keanu Reeves volta a entrar nesta personagem em grande forma e, nas cenas de ação, está sempre “na maior”. Só quando a ação para é que, às vezes, parece que se perde um pouco mas nada de grave. Temos o regresso de um grande Ian McShane e a introdução de Riccardo Scamarcio e Laurence Fishburne (embora este último apareça durante pouco tempo).
                Só que a grande estrela aqui são as cenas de ação, que continuam brutais, sem muitos cortes, bem coreografadas e com a mesma violência do primeiro – sim, porque o senhor Wick não se limita a incapacitar.
                Uma sequela que conseguiu ser melhor que o original, aumentando ainda mais as cenas de ação mas, mesmo assim, mantendo aquilo que o caraterizava. Teria preferido um final totalmente fechado - e não algo que dê para uma sequela - mas ela que venha e que seja ainda melhor!