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29/03/2020

Cats (2019)

  
Sinceramente, se não fosse toda a polémica que este musical teve, tão cedo não o ia ver. Ninguém foi simpático nas críticas do filme. E nem estamos a falar de um realizador estreante, sem grandes projetos em seu nome, mas sim de Tom Hooper, que nos trouxe “O Discurso do Rei” e “Os Miseráveis”. Por isso, a minha curiosidade levou a melhor e lá se passaram quase duas horas.
Todos os anos, uma tribo de gatos Jellicles decide qual deles é que deve ascender e voltar numa nova vida.
Não faço ideia do que raio é que vi! Antes de mais, esta é a minha primeira experiência com este musical. Logo, qualquer crítica relativa ao musical, estou apenas a referir-me a esta versão cinematográfica. Porque, raios! Isto é parvo como tudo. É só um bando de gatos a cantarem quem é que são durante todo o filme? A sério que é só isto? Não tem mais nadinha? Fiquei extremamente desapontado com esta história, principalmente quando é um filme que juntou um elenco bastante competente, como Idris Elba, Judi Dench e Ian McKellen. E as músicas em si também não são grande coisa, tirando uma ou outra, são aborrecidas e sem interesse.
Agora os tão falados efeitos visuais… Quem foi o génio que teve a ideia de fazer isto?! Fazer uma mistela de pessoas com gatos é tão incrivelmente estranho que quase chega a fazer impressão. O problema é que é uma situação que distrai bastante, na maior parte dos filmes quando há algum efeito que sobressai, passado algum tempo isso vai-se desvanecendo, infelizmente isso não acontece aqui.
Não recrimino ninguém por ter tentado fazer algo diferente, afinal é isso que queremos ver quando vamos ao cinema. Só que aqui foi uma experiência incrivelmente mal sucedida, e até me admira que não tenham notado isso durante a sua produção.


18/12/2014

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies - 2014)





                Já não vale a pena referir o exagero que foi fazer três filmes sobre um livro, nem as várias histórias secundárias: há que aceitar e ver se, ao menos, os filmes valem a pena. Nesta vez, temos a nossa última visita à Terra Média (pelo menos, durante muito tempo). Será que foi uma despedida em grande?
                Como se pode ver pelo título, vamos ter aqui um grande confronto pelo controlo do enorme tesouro dos anões. Um incrível confronto que vai envolver anões, humanos, elfos e orcs.
                 Este foi um filme praticamente dedicado para uma série de combates, por isso convinha que estas cenas fossem de encher o olho. E, se por um lado, numa vista panorâmica, isso de vias acontece, quando nos aproximamos mais, as coisas começam a ficar um pouco confusas. Um motivo para isso foi a semelhança das armaduras dos anões com a dos orcs, o que torna difícil saber quem é quem no meio da confusão.
                Outro ponto negativo de termos um filme fortemente virado para a ação é que o argumento não está tão desenvolvido. Verdade seja dita que, sendo este o terceiro filme, aqui temos as conclusões dos enredos que foram começados nos outros filmes. O romance entre Kili e Tauriel continua a ser desenvolvido e temos a novidade de ver como o controlo da montanha começa a afetar Thorin. E é só neste anão, entre todos os outros, que vemos algum desenvolvimento nesta nova entrega. 
                Não quero com isto dizer que “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos” não vale a pena a ida ao cinema. Algumas das sequências de ação estão muito bem-feitas e a história tem algumas situações com uma boa dose de emoção, só que não tem uma evolução tão grande como foram nos outros dois filmes. Martin Freeman continua a ser um grande Bilbo e Luke Evans consegue mais protagonismo como Bard. Já dos anões originais não vemos muito, mas Peter Jackson já prometeu que essa falha ia ser combatida com o lançamento da versão de realizador em DVD/Blu-Ray que vai ter mais 30 minutos de duração.
                Jackson não conseguiu acabar tão bem como em “O Regresso do Rei” (verdade seja dita, também ia ser difícil!), mas não quer dizer que esta última viagem pela Terra Média não valha a pena.


23/05/2014

X-Men – Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past - 2014)



                E os mutantes voltaram ao grande ecrã, de novo com Bryan Singer na cadeira de realizador (realizador dos dois primeiros filmes) e as minhas expetativas eram muitas. Principalmente, porque iríamos ter no mesmo filme as personagens de “X-Men – O Início” e as suas versões mais velhas. Por outro lado mete viagens no tempo, o que geralmente dá uma grande confusão. 
                Num futuro em que os mutantes estão quase a ser exterminados, a sua única esperança é mandar Wolverine para o passado, para impedir o momento que desencadeou toda esta tragédia. 
                Baseado na BD do mesmo nome, as viagens do tempo até têm um melhor tratamento que a maioria dos filmes, e o entendimento das regras das viagens do tempo conseguem-se entender com relativa facilidade. 
                A estética do filme também está de grande qualidade, com principal destaque para as cenas passadas no futuro, principalmente porque apresenta algo novo. Já que quando a ação passa para os anos 70 parece que estamos nos dias de hoje, obviamente que tem diferenças mas mesmo assim é um cenário demasiado familiar. 
                É sempre difícil fazer um filme em que temos vários protagonistas, neste caso vários mutantes, pois queremos ver sempre os seus poderes e como é que os utilizam. Nas novas entradas temos, como não podia deixar de ser, Evan Peters a interpretar uma versão bastante cómica e divertida de Quicksilver. Também gostaria de ter visto mais de Bishop e Blink. Dos mutantes mais tradicionais é sempre interessante ver Magneto, tanto a versão de Ian McKellen como a de Michael Fassbender. E uma das personagens que tem maior desenvolvimento é o Charles Xavier de James McAvoy, onde tem de aprender a acreditar de novo nele e nos seus poderes. A Mystique de Jennifer Lawrence tem uma interpretação mais fraca em relação ao filme anterior. Já o único defeito do Dr. Bolivar Trask de Peter Dinklage é que tem pouco tempo de ecrã e não causa um grande impacto. O que já não se pode dizer dos Sentinelas, principalmente os do futuro, que são autênticas máquinas de matar mutantes. 
                O argumento consegue ser interessante (embora tenha algumas incoerências, como o facto de Magneto não andar a ser perseguido pelo governo) e as cenas de ação muito bem executadas. De certeza que os fãs da equipa de mutantes vão gostar dos filmes e mesmo só aqueles que gostem de filmes de ação. Mas, claro que convém ter visto os filmes anteriores. 
                 O melhor filme X-Men até agora.