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13/06/2019

John Wick 3 - Implacável (John Wick: Chapter 3 - Parabellum - 2019)


            Vocês já viram as enormes doses de adrenalina que são os dois filmes anteriores? Este não abranda na intensidade, e chega a subir ainda mais a fasquia.
Com a cabeça a prémio pela sociedade de assassinos, John Wick vai ter de arranjar maneira de sobreviver e dar a volta à situação.
Agora com o mundo atrás dele, não há praticamente tempo para respirar, com cena de ação seguida de cena de ação: ao fim das duas horas de duração do filme, já começa a cansar um pouco. Mas estas cenas estão extremamente bem executadas, com poucos cortes, e é possível seguir tudo o que está a acontecer, com formas ainda mais inovadoras de “limpar” gente. O realizador Chad Stahelski (que fez todos os filmes da saga) volta a entregar doses brutais de violência, que podem não agradar a todos.
Aqui surge uma maior exploração de toda a mitologia deste mundo de assassinos (a sério, no filme parece que metade dos habitantes de Nova Iorque são assassinos), com a introdução de elementos como o Elder e a Juíza. Halle Berry também aparece aqui, contrastando com o modus operandi do protagonista, para dar boa variedade a toda a ação. Keanu Reeves volta a mostrar que foi talhado para este papel, onde não tem de fazer um incrível trabalho de interpretação, mas que basta entrar numa sala para criar uma presença e ser intimidador.
A saga “John Wick” é uma daquelas com que podemos contar para entregar enormes doses de ação, de uma maneira mais “crua” e entusiasmante daquilo que estamos habituados nos dias de hoje. Aqui fico à espera do já anunciado quarto capítulo! 


28/09/2017

Kingsman - O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle - 2017)



            O primeiro “Kingsman - Serviços Secretos” foi uma das maiores surpresas de 2014, em que a adaptação de Matthew Vaughn nos mostrava uma grande energia, cores vivas, personagens desenvolvidas e incríveis cenas de ação. Por isso, com o regresso do realizador para a sequela, será que esta “paródia” dos filmes de espiões vai voltar a brilhar? 
            Com o seu quartel-general reduzido a escombros e a maioria dos seus membros mortos, os restantes elementos da Kingsman têm de recorrer aos seus primos do outro lado do Atlântico, os Statesman, para, assim, as duas agências conseguirem salvar os milhões de reféns que o Círculo Dourado fez por todo o mundo. 
            No primeiro filme, há uma boa mistura entre a ação extraordinária e os momentos de desenvolvimento de personagens. Só que isso não acontece tanto aqui. Sim, temos bons momentos de desenvolvimento dos protagonistas, só que são em menor quantidade. Já a escala das cenas de ação mantêm-se sempre em alta, o que para as quase duas horas e meia de duração é um pouco de mais. 
            E o marketing também foi um pouco enganador. Mostraram muito Jeff Bridges e Channing Tatum quando, na verdade, mal estão no filme. Aliás, são os Statesman que saíram “prejudicados” nesta sequela, que têm bons momentos de ação, mas as personagens não são devidamente desenvolvidas. E então a cena final de Halle Berry parece que caiu lá vinda do nada. 
            Mas o filme não se chama Statesman, e é nos Kingsman que está o grande protagonismo. Taron Egerton volta a vestir a pele do protagonista Eggsy, e está de novo em grande, sendo agora um agente mais experiente que já consegue fazer todas as incríveis cenas de ação necessárias. Não é só de ação que se vale, já que personifica bem as suas relações com as outras personagens, desde a sua namorada Tilde (a princesa sueca que aparece no primeiro filme) até Merlin e Harry, com alguns bons momentos fortes. O reaparecimento de Colin Firth e a sua justificação é que não é muito convincente, o que o salva é que é uma boa personagem. 
            Julianne Moore, como a vilã Poppy, é que parece que está noutro filme. É verdade que tudo nesta saga é em grande mas a atriz parece que está num filme de Austin Powers, demasiado excêntrica para conseguir ser levada muito a sério. 
            “Kingsman - O Círculo Dourado” não é um filme tão coeso como o primeiro mas, mesmo assim, continua a ser um grande filme de ação que merece uma ida ao cinema.


09/10/2013

A Chamada (The Call - 2013)

                Este foi um filme que me conseguiu surpreender tendo em conta a temática apresentada. Afinal, é sobre a visão de um rapto através dos olhos de uma trabalhadora do 112 (911 nos EUA). O que tornou toda a emoção em grande foi a prestação exemplar de Halle Berry.
                Resumindo aqui o filme em poucas linhas… Quando uma veterana do serviço da 112 leva, sem intenção, à morte de uma rapariga que ligou por causa de um assalto, nunca mais foi a mesma. Quando algum tempo depois uma outra rapariga liga por causa do mesmo assassino vai ser a hipótese de Jordan se redimir do passado.
                O que é de louvar é que “A Chamada” consegue manter sempre a ação com uma boa velocidade, o que consegue manter, quem o vê, interessado. E, num filme em que estava à espera que fosse muito parado e calmo, fiquei agradavelmente surpreendido.
                Halle Berry também consegue fazer aqui uma boa interpretação, como uma ex confiante trabalhadora dos serviços de emergência que tem a oportunidade de se redimir. Não é o melhor trabalho da atriz mas este também não vai ser a prestação que vai ser manchar a sua carreira. E, sem dúvida, é muito graças a ela que o filme tem o interesse que tem.
                Brad Anderson continua a fazer filmes que, embora não sejam extraordinários, conseguem surpreender e merecem uma oportunidade.
                É um filme mediano que merece uma oportunidade.

29/11/2012

Cloud Atlas (2012)



               Ui! Adaptar um livro que conta seis histórias em simultâneo para o grande ecrã. Alguém anda com ideias muito megalómanas, ainda por cima com Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving e muitos outros a interpretar um papel diferente em cada uma destas histórias. Mas será que os irmãos Wachowski e Tom Tykwer conseguiram concretizar algo que valha a pena ver?
               Sem dúvida que sim! É um filme brilhante. Uma das grandes atrações do filme é ver as ligações, mesmo que subtis, entre todas as seis histórias. E conseguir contar seis histórias diferentes, de modo satisfatório, não é nada fácil mas foi o que aconteceu. Ninguém vai sentir que não sabe tudo o que se passou em qualquer uma das histórias - claro que não são perfeitas, mas estão muito bem.
               O que foi bastante agradável de descobrir foi que atores de renome, tal como Tom Hanks, não são os protagonistas em todas as histórias: tanto podem ser o herói, o vilão, uma personagem secundária, ou até podem aparecer e nem damos conta, revelando um trabalho de caraterização muito bom. Todos os atores conseguem apresentar um excelente trabalho de interpretação.
               Tanto os irmãos Wachoeshi, que ficaram encarregados das cenas passadas no futuro, como Tom Tykwer, que tratou das cenas de época e contemporânea, fizeram um bom trabalho em retratar estes tempos, sendo igualmente de louvar o trabalho de fotografia de todo o filme, que apresenta uma imagem muito nítida e viva.
               Mas de que se trata, de facto, “Cloud Atlas”? É simples. Sugere que todos nós estamos, de alguma maneira, ligados, que tanto no passado como no futuro tudo pode voltar a acontecer mas de maneira diferente e que as nossas ações, tanto boas como más, pode ter consequências mesmo após a nossa morte. Fala igualmente sobre o valor da vida humana e sobre se, de facto, seremos livres ou não.
               Um filme que certamente vai deixar a pensar.

Nota: 4,5/5