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02/08/2017

O Círculo (The Circle - 2017)



            “O Círculo” apresenta uma premissa interessante e que combina muito bem nos dias de hoje. Tem um bom elenco com Emma Watson, John Boyega e Tom Hanks, num papel de vilão (para variar um pouco as coisas, e os trailers até que foram razoáveis, por isso estaremos perante o próximo “Rede Social”?
            Mae encontra o seu emprego de sonho numa poderosa empresa tecnológica chamada Círculo. Porém as coisas não são o que parecem e os verdadeiros objetivos do Círculo vão colocar em perigo a família, amigos e a própria humanidade.
            O tema da privacidade, e a falta dela, é um assunto cada vez mais relevante nos dias de hoje, já que, agora, se partilha qualquer coisa das nossas vidas nas redes sociais. O modo como Mae é persuadida a partilhar cada vez mais da sua vida é feita de maneira muito subtil, até chegar ao ponto em que toda a gente consegue seguir todos os seus movimentos e interações. E, até a dada altura, pode pensar-se que isso não tem problema, só que não é bem assim, certo?
            E como é que é tudo tão aliciante? Porque é dito pelo pai da América, Tom Hanks. Pois, embora não seja um vilão típico, no fundo, quer viciar e controlar todo o mundo. E, embora John Boyega entre no filme e tenha um bom desempenho, tem muito pouco tempo de ecrã. E Emma Watson? Também faz um bom trabalho mas não consegue impressionar-nos.
            O grande problema desta produção é a falha na transmissão da sensação de que aquilo que está a acontecer é de facto importante. É tudo tratado de maneira muito superficial e sem que exista algo em jogo.
            A falta de exploração do tema central do filme faz com que “O Círculo” não seja, propriamente, o filme que se estava à espera.


20/04/2017

A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast - 2017)



                Chega a vez de “A Bela e o Monstro” ter o seu tratamento para imagem real, a cargo da Disney. Só que, ao contrário de “Cinderela” e “O Livro da Selva”, estamos perante um nomeado ao Óscar de melhor filme, a primeira animação a conseguir esse feito, e vencedor nas categorias musicais. Além disso, é um filme adorado por muita gente, por isso, a exigência para esta nova versão são enormes.
                Em termos de história, a coisa não muda muito da animação, nem tem de o fazer. Mas, mesmo assim, temos mais cenas que servem para dar uma maior profundidade às personagens. Por exemplo, agora vemos o momento da transformação do príncipe, o destino dos habitantes do castelo caso a maldição não seja quebrada a tempo e um pouco sobre o passado da mãe de Belle. Estes incrementos até foram bem-vindos, tirando a última parte, cuja forma como foi executada deixou muito a desejar e e foi completamente desnecessária.
                O elenco está impecável, principalmente Luke Evans e Josh Gad como Gaston e LeFou respetivamente, que parecem tirados diretamente da animação mas ao mesmo tempo conseguem se diferenciar. Dan Stevens, como a Besta, faz um bom trabalho; é verdade que muito do trabalho deve-se aos efeitos especiais aplicados mas, mesmo assim, dá para notar as diferentes reações e interações com os outros elementos. Emma Watson, cuja atribuição do papel pode não ter agradado a todos, consegue fazer uma interpretação impecável, espelhando uma Belle forte e independente, algo que Watson sempre defendeu. Mesmo nos momentos musicais não há grandes falhas a apontar. É verdade que poderá não ter a mesma qualidade de Paige O'Hara na animação mas, mesmo assim, não desaponta.
                Por falar nos momentos musicais, tem todos os clássicos do original e alguns originais, que encaixam relativamente bem. Uma coisa que foi uma desgraça, mas uma de um tamanho monumental, foi a tradução das mesmas. Não são poucas as vezes em que a tradução não é coerente nem nada tem a ver com o que está a ser dito e, tendo em conta que estamos num musical, isso é grave. Os efeitos especiais, embora não ao nível de “O Livro da Selva”, estão muito bons, principalmente todos os habitantes não humanos do castelo, que estão com um grande detalhe e muito credíveis. Mesmo a Besta está bem representada, só que tem uma pequena falha: não consegue ser assustadora, ao contrário do que acontece com a animação.
                Mesmo não sendo o que foi o filme de 1991, este é um filme que merece ser visto.


10/04/2014

Noé (Noah - 2014)





                Já muito se ouviu falar do filme, desde a proibição da sua exibição no Médio Oriente até às acusações de ser um filme ambientalista. Toda esta controvérsia ao menos serve para fazer publicidade - o que nunca fez mal nenhum, principalmente se tivermos em conta o grande investimento que aqui foi feito.
                Num mundo corrompido pelo mal do mundo, Deus escolheu Noé para que salve a humanidade da grande limpeza que vem aí.
                Quando às acusações de ser um filme ambientalista, até têm o seu fundamento mas também temos de ter em conta que esta é uma temática para o ambientalista. Afinal de contas, estamos a salvar todos os animais porque o homem está a destruir tudo.
                O grande trunfo do filme é, sem dúvida as interpretações, principalmente a de Russell Crowe. A personagem de Noé é a que, obviamente, está melhor construída. A metamorfose da sua personalidade, que começa por querer salvar toda a vida, até se tornar quase um “psicopata”, onde não olha a meios para concluir a missão que lhe foi dada. Para mim, é, até agora, uma das melhores personagens deste ano.
                O restante elenco, embora talentoso, não é praticamente utilizado. A personagem que mais atenção recebe, além do protagonista, é Ila, interpretada por Emma Watson, que consegue, aqui, mais um bom desempenho.
                Em termos de efeitos e banda-sonora, o filme consegue satisfazer os meus gostos de cinéfilo - sendo sincero, também com o orçamento que o realizador Darren Aronofsky tinha à disposição, alguma coisa boa tinha de sair.
                Fiquei surpreendido com a quantidade de cenas de ação existentes. O problema é que embora sejam agradáveis, não têm aquele tom épico para este se torne um filme de referência.
                “Noé” tem boas cenas e é um bom filme mas falta-lhe algo para o tornar memorável. O que nos vale é a interpretação do protagonista.