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15/10/2018

Johnny English - Volta a Atacar (Johnny English Strikes Again - 2018)


            Sinceramente, esta era uma saga que não estava a contar nada que voltasse a aparecer. Até gostei dos filmes anteriores mas o estilo de comédia de Rowan Atkinson já não é tão recorrente nos dias de hoje e deixou-me dúvidas quanto ao seu sucesso.
            Quando um ataque cibernético deixa a descoberto todos os agentes do MI7, a agência é obrigada a recorrer a um dos seus agentes reformados, Johnny English.
            Atenção, quase todas as cenas cómicas conseguem-se ver à distância, agora se mesmo assim funcionam ou não, já vai depender da pessoa. A comédia física já não é tão usual nos dias de hoje porém continua a ser muito divertida. Se gostaram dos filmes anteriores é provável que este também sirva para passar um bom bocado.
            A história é o meu maior problema com este filme. Facilmente, se descobre a história toda e muitas das batidas são recorrentes dos filmes anteriores. Há aquela dualidade de velho vs novo, sendo em termos tecnológicos, como na atuação dos próprios agentes. Às vezes insistem demais nessa ideia mas nada de preocupante.
            Voltar a ver Rowan Atkinson no grande ecrã é sempre bom e vê-lo a fazer aquilo que o tornou tão conhecido serviu para trazer alguma nostalgia. Mas não pode ser só disso que o filme devia sobreviver no entanto, infelizmente, é isso que acontece.
 “Johnny English - Volta a Atacar” serviu para relembrar bons momentos e para tirar umas boas risadas mas a história é básica e a comédia física pode já não ser do agrado do público dos dias de hoje.
 

26/06/2014

Golpe de Amor (Love Punch - 2014)



                Um filme de domingo à tarde é a legenda imediata para este “Golpe de Amor”. É uma comédia simples com Pierce Brosnan e Emma Thompson, mas desde que, ao menos tenha piada e tenha uma história minimamente decente, já não é mau. 
                Um casal divorciado é obrigado a roubar um valioso diamante durante um casamento, para assim recuperarem o seu dinheiro para a reforma que lhes foi roubado. 
                Isto parece o que poderia ter acontecido se a saga de “Os Mercenários” se virasse para a comédia romântica. Porque? O princípio é o mesmo. Um grupo de pessoas que quer aproveitar a reforma mas é obrigado a mexer-se. 
                O fator da idade está aqui apenas para que se possam fazer algumas piadas, como a necessidade de ter à casa de banho várias vezes. Mas, exceto isso e mais algumas situações, a idade a mais não se nota, principalmente numa parte em que tem de nadar um bom bocado seguido de uma escalada. É verdade que temos um ex James Bond no elenco mas esticam muito a corda com todas as personagens. 
                As personagens conseguem ser interessantes. O casal de Brosnan e Thompson é engraçado e conseguem ter bons momentos, tanto a níveis cómicos como nos momentos mais românticos. Um ponto positivo também para o engraçado Timothy Spall. 
                O argumento não vai trazer surpresas a ninguém e podia ter sido melhor construído. Há coisas que passam ao lado e que não fazem muito sentido. 
                Um filme que se vê bem mas não é nada de especial.


24/01/2014

Ao Encontro de Mr. Banks (Saving Mr. Banks - 2014)



                Quando saíram os nomeados para os Óscares foi um grande alarido sobre “Ao Encontro de Mr. Banks” não ter sido nomeado para nenhuma das categorias principais e apenas se ter ficado pela melhor banda-sonora. E, depois de ver o filme fiquei com a sensação que apenas uma nomeação para melhor atriz seria merecida. 
                Aqui vamos ver, a história verídica, da tentativa de Walt Disney adaptar para o grande ecrã “Mary Poppins”. O problema é que a autora do livro, P.L. Travers, não quer ceder os direitos. Por isso, Disney vai ter de convencer a reticente escritora a mudar de ideias. 
                O que melhor o filme nos oferece é a interpretação de Emma Thompson. A veterana atriz consegue apresentar uma personagem que, inicialmente, não nos vai trazer muita simpatia, mas que ao pouco nos vai fazendo mudar de opinião. Não que a prestação de Tom Hanks não seja boa, mas o papel não é forte que chegue para que o ator consiga brilhar. Também um ponto positivo para a interpretação de Colin Farrell. 
                Todo o ambiente dos anos 60 está bem recriado e tem o seu interesse ver como era o mundo Disney nessa altura. Ver como era uma personagem tão icónica como Walt Disney e ver a fantasia de todo o mundo que gira à volta dele merece ser visto. 
                O que aqui falta é uma história mais consistente. Não que ver como foi que aconteceu uma obra tão conhecida e a vida da sua escritora não valha a pena, mas parece que falta algo para elevar o filme para um patamar superior. 
                Um filme que vale muito pela interpretação da protagonista.