Mostrar mensagens com a etiqueta disney. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta disney. Mostrar todas as mensagens

26/05/2016

Alice do Outro Lado do Espelho (Alice Through the Looking Glass - 2016)



                Foram precisos seis anos para que “Alice no País das Maravilhas” tivesse direito a uma sequela – que, na minha opinião, já era escusada. É verdade que o filme fez uma tonelada de dinheiro, daí ser de estranhar que este “Alice do Outro Lado do Espelho” tenha demorado tanto tempo a aparecer.
                Alice volta ao País das Maravilhas e vai andar a viajar no tempo, para assim conseguir salvar o Chapeleiro da sua depressão.
                É verdade que Tim Burton foi substituído por James Bobin como realizador, porém ninguém o diria, já que o mundo que foi criado por Burton se mantem com a mesma essência. Por um lado é bom pois mostra consistência com o que já foi estabelecido, só que mesmo sendo um mundo cheio de cores vivas e berrantes não é muito interessante.
                Além disso, incluir o Tempo (interpretado por Sacha Baron Cohen) como vilão não é uma grande jogada. Ele apenas não querer que mexam com a linha temporal, o que é compreensível, já que em todos os filmes onde isso acontece há asneiras no fim. Agora, chamar de novo a Rainha Vermelha já se entende mais, embora não tenha sofrido grandes alterações quantos aos seus objetivos, em relação ao primeiro filme.
                O arco narrativo também não sofreu grande evolução. Embora o filme seja de Alice, não há muito desenvolvimento da sua personagem: ela apenas tem uma súbita realização e mais nada! Aliás, as cenas passadas no mundo real conseguem ser mais interessantes do que as passadas no mundo da fantasia.
                Parece que este filme apenas existe porque o primeiro foi um sucesso de box-office e, por causa disso, o estúdio sentiu-se na obrigação de criar uma sequela.


16/05/2016

O Livro da Selva (The Jungle Book - 2016)



                A nova adaptação para imagem real dos clássicos de animação da Disney já chegou às salas de cinema, e promete ser um deleite visual.
                Mowgli, um rapaz que foi criado por uma alcateia de lobos, é obrigado a correr até ao primeiro acampamento de humanos para fugir à ameaça do tigre Sher Khan.
                Este era um dos filmes mais difíceis de transpor para imagem real, já que envolve na sua grande maioria interação com animais falantes. Por isso, o realizador Jon Favour decidiu criar tudo a CGI, tanto os cenários da selva como os seus habitantes, excetuando o protagonista humano da história. O que se poderia ter tornado uma decisão desastrosa, com tudo a parecer demasiado artificial e sem qualquer credibilidade. Felizmente não é isso que acontece. Os cenários estão impressionantes e os movimentos e relações com os animais dão a sensação que estamos mesmo perante animais reais. Claro que ainda há alguns erros, mas tal seria de esperar com o aparecimento de uma tecnologia aplicada a tão grande escala, e agora a partir daqui é só a melhorar.
                Para quem conhecer a animação da Disney a história não vai trazer grandes novidades, embora existam pequenas alterações. As mudanças são compreensíveis e o final deixa lugar para uma sequela, embora o filme não precise de um. E o pode ser que o filme seja demasiado assustador para os mais pequenos, mas isso depende de cada um.
                A Disney traz-nos um deleite para os olhos, com uma grande tecnologia, e uma história e personagens envolventes.


06/03/2016

Zootrópolis (Zootopia - 2016)



                A Disney lança, este início de ano, uma animação que não parece destacar-se muito mas que pode acabar por ser muito interessante. Em termos técnicos, os filmes costumam ser sempre irrepreensíveis - ao menos nisso, já temos um aspeto positivo. 
                Numa sociedade onde os humanos não existem e os animais é que moram em cidades, Judy Hopps torna-se a primeira coelha polícia da cidade e tem de se juntar à raposa matreira Nick Wilde para resolver o misterioso desaparecimento de predadores em Zootrópolis. 
                Como todos os filmes da Disney (e a grande generalidade das animações), “Zootrópolis” tenta transmitir uma mensagem. Desta vez, se trabalhares a fundo, podes alcançar o teu objetivo, por muito improvável que possa parecer. Não é o tema mais inovador mas também nos dias de hoje qual o é? Desde que a sua representação seja bem-feita, a familiaridade do tema não interessa. O melhor do filme é ver as particularidades de cada animal aplicada ao nosso mundo. 
                A dobragem está bem conseguida, pois não há assim nenhuma situação que não se entenda o que as personagens estão a dizer. Embora entenda a necessidade das dobragens, não me importava nada de ter visto a versão original. 
                Em termos técnicos, a Disney apresenta-nos um filme cheio de cores vivas e dinâmicas com vários tipos de cenário, dependendo do tipo de animal que lá vive. É pena que esta experiência não possa ser totalmente desfrutada em 3D, já que a imagem escurece um pouco e a dimensão extra não acrescenta nada ao filme. 
                Uma animação com ação, comédia e drama. A boa qualidade a que a Disney já nos habituou. É um filme que pode agradar tanto aos mais novos como aos mais velhos e que bem pode ingressar na lista de candidatos ao Óscar de melhor animação do ano que vem.