Mostrar mensagens com a etiqueta dave bautista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dave bautista. Mostrar todas as mensagens

02/11/2015

Spectre (2015)



                James Bond está de volta e Sam Mendes volta mais uma vez como o realizador. Claro que agora tem uma tarefa complicada pois tem de superar o grande trabalho que fez em “Skyfall”. Uma tarefa nada fácil já que não é só um dos grandes filmes de Bond como também um grande filme de ação.
                Uma mensagem enigmática sobre o passado de James Bond vai levá-lo numa busca pela organização criminosa Spectre. Enquanto isso, M vai travar uma batalha política para manter o programa “00” no ativo.
                É um bom filme de ação? Sim. É uma boa entrada para a saga de 007? Sim. É melhor que “Skyfall”? É bom mas não me parece. Tal já era uma tarefa muito difícil. “Spectre” tem muitas boas cenas de ação que porém não são tão compensadoras como no filme anterior.
                Sou um grande fã de Christoph Waltz, (é uma pena que o ator não apareça em mais filmes) por isso, quando soube que iria ser o próximo vilão de James Bond, fiquei muito entusiasmado. A personagem foi muito bem introduzida, com uma boa dose de mistério sobre o seu verdadeiro poder e uma ligação com a infância de Bond. Só que, depois, o desenrolar da personagem não é do melhor; torna-se um vilão meio apagado e sem muito poder (embora, aparentemente, o tenha), já para não falar de como acabou a sua aparição no filme.
                Daniel Craig volta como 007, mas já não na sua melhor forma. Já o vimos em modo superespião e já numa jornada mais pessoal. Aqui, há a tentativa de uma super combinação dos dois, com predominância da ação, em que o drama é rapidamente despachado. Craig é, sem dúvida, um dos melhores Bonds que já tivemos mas, depois de quatro filmes, talvez seja melhor começar a pensar numa substituição. Ben Whishaw e Naomie Harris voltam como Q e Moneypenny, respetivamente, e, em muitas situações, servem como os elementos mais leves e cómicos do filme. Ralph Fiennes teve a difícil tarefa de substituir Judi Dench como M e conseguiu fazê-lo. Monica Bellucci conseguiu ser a “Bond girl” mais velha a aparecer em qualquer filme da saga mas é Léa Seydoux com quem Craig passa a maior parte do tempo. E esta personagem até está bem construída, com um passado conturbado, e consegue fazer um bom par com Bond. A participação de Dave Bautista foi uma surpresa para mim pela presença e poder que transmite apenas por surgir no ecrã.
                Atenção, pode parecer que estou a dar uma grande descasca ao filme, mas não é verdade. Apenas digo que é inferior ao filme anterior mas, mesmo assim, “Spectre” é um grande filme de ação. Para aquele que é o filme com a maior duração (148 minutos) e com maior orçamento, dá a sensação que algumas cenas podiam ter sido cortadas ou abreviadas. Mas aquela cena inicial no México está muito bem conseguida.
                James Bond voltou com mais um grande filme de ação que não vai envergonhar a saga.


07/08/2014

Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy - 2014)



                Esta é sem dúvida a aposta de maior risco por parte da Marvel até agora. Tanto pelas personagens serem relativamente desconhecidas em relação a outras personagens como o Capitão América ou Homem de Ferro, como por esta aventura se passar no espaço, e facilmente pode ser chamado do Star Wars da Marvel. 
                Peter Quill foi raptado da Terra quando ainda era um pequeno rapaz, agora 26 anos depois tornou-se um Saqueador. Mas, quando descobre um pequeno orb torna-se procurado pelo terrorista Ronan. 
                O realizador James Gunn fez um bom trabalho em tornar “Guardiões da Galáxia” no filme mais bem-disposto e divertido da produtora. E como é que conseguiu isso? Graças a uma grande banda-sonora baseada em êxitos dos anos 70 e em personagens muito cómicas. 
                E aqui não temos apenas um protagonista cómico, já que todo o grupo consegue ter os seus momentos. Temos Rocket, o geneticamente alterado guaxinim, com Bradley Cooper a dar-lhe a voz, Groot, a árvore gigante com a voz de Vin Diesel, Drax O Destruidor é interpretado pelo lutador de wrestling Dave Bautista, Gamora é uma assassina interpretada por Zoe Saldana e o Peter Quill ou Star-Lord que é interpretado aqui por Chris Pratt. 
                Estava um pouco preocupado com este elenco. Felizmente as coisas correram pelo melhor, Bautista consegue entregar uma interpretação competente, e mesmo com apenas três palavras Groot (e Vin Diesel) consegue ser extremamente expressivo. E Zoe Saldana depois de ter ficado azul em “Avatar” desta vez ficou-se pelo verde e Chris Pratt mostrou aqui que consegue desempenhar uma boa prestação como protagonista. Já nos vilões a Marvel continua a ter problemas, já que continuam a ser bastante unidimensionais. Mas, a situação pode mudar assim que Thanos entre em cena. 
                Em termos técnicos continua a ser tudo do melhor e, como não podia deixar de ser, temos o nosso amigo 3D que está lá a dar uma volta. Não que não seja bem aplicado mas a relevância desta tecnologia contínua em questão. 
                Os heróis podiam ter sido melhor explorados, mas pronto, serviu como introdução. E já com a sequela anunciada esperemos que esta situação melhore. Houve uma tentativa de fazer os combates um grande espetáculo, mas soube a pouco. O argumento também não sai muito daquilo a que já estamos habituados. E para aqueles que vão ver à espera de ver alguma coisa a ver com o próximo Vingadores vai ficar desapontado. E o mesmo se pode dizer da cena no fim dos créditos. 
                Uma grande aventura espacial para juntar ao universo Marvel.