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06/03/2020

Bora Lá (Onward - 2020)

O primeiro filme da Pixar deste ano é uma das grandes estreias da animação de 2020 e podemos contar, como sempre, com a qualidade com que o estúdio nos habituou. E este ano temos uma coisa que não é propriamente comum: teremos dois lançamentos do estúdio antes do próximo Natal. 
    Num mundo de fantasia no nosso tempo, dois irmãos elfos partem numa aventura para conseguirem mais um dia com o seu falecido pai.
    Todos os filmes de fantasia têm logo um ponto positivo da minha parte. Além disso, a mistura desse elemento com o meio urbano está muito bem construído, desde um dragão a servir como animal de estimação até aos unicórnios a comerem nos contentores do lixo.
    Mas, aqui, o que interessa é a demanda de Ian e Barley para poderem ver o seu pai. E, como não podia de ser ao se tratar de um filme da Pixar, não só temos ação e aventura, mas também muita alma e coração. A relação entre os dois irmãos é explorada, bem como os vários motivos porque um deles quer reencontrar o pai e o outro finalmente conhecê-lo. Também algo que não é comum neste tipo de filmes é a presença ativa da mãe, sem que seja forçada.
    Em termos técnicos, o filme está impecável como sempre mas, tal como em “Toy Story 4”, ainda me faz um pouco de confusão a mistura de cenários fotorrealistas com as personagens de fantasia. Parece que não ficam muito bem enquadradas mas, à medida que for cada vez mais frequente, esta minha comichão deverá passar.
    “Bora Lá” não chega aos picos emocionais que o estúdio já nos trouxe, como “Inside Out”, mas, mesmo assim, é uma animação bastante boa.

01/04/2015

Monstros - A Universidade (Monsters University - 2013)



                Era mesmo necessário fazer uma sequela ou prequela de “Monstros e Companhia”? Não me parece mas o bom senso nunca impediu nenhum realizador e, se for dum filme que teve sucesso, tanto melhor…
                Antes dos nossos heróis começarem a assustar crianças, tiveram que aprender a fazê-lo. Para isso, tiveram que ir para a universidade, onde Mike e Sullivan se conhecem pela primeira vez. Enquanto Mike tem as maiores dificuldades em ser levado a sério, Sullivan depressa se torna a estrela, o que dificultou a possível amizade entre eles.
                O que se nota logo à partida são as diferenças técnicas. A diferença de 12 anos nota-se e bem - está tudo muito bem definido e detalhado. Já o argumento conseguiu-me surpreender. É verdade que já sabemos o final da história mas o modo como lá chegou, principalmente o final não cliché, foi muito positivo.
                O meu grande problema com esta última produção da Pixar é a sua necessidade, que neste caso não existe. Conhecemos mais um pouco do passado das personagens mas e daí? Para saber isto não precisávamos de um novo filme, uma curta-metragem tudo bem mas uma longa-metragem parece-me um tanto demais.
                Já a vertente cómica, embora existente e em quantidade, tem menos piada que no outro filme. Além disso, embora seja um bom filme se for visto de forma isolada, é pobre se o compararmos com o filme de 2001.
                Uma boa animação, de facto, mas é melhor deixar este universo por aqui.