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14/09/2018

Sibéria (2018)


                Se há um filme que representa bem o seu título é este, “Sibéria”, onde tudo está rígido como tudo: o argumento, as personagens e tudo o resto. Este foi dos filmes mais aborrecidos que vi nos últimos meses, senão de há anos. Atenção que já aconteceram situações assim, em que compreendi o ponto de vista de quem gostou do filme, mas aqui, simplesmente, não consigo entender.
                Aqui vemos Keanu Reeves como traficante de diamantes que tem de encontrar o seu contacto russo que está desaparecido para conseguir satisfazer um cliente.
                Temos um grande ênfase no seu caso amoroso com Ana Ularu, o qual é suposto nós nos importamos muito com isso pois, afinal de contas, esta relação é capaz de ser a melhor parte do filme. O que neste caso não quer dizer muito, já que tudo é realizado de maneira tão desinteressante. Têm algumas cenas que tentam ser intensas mas passam completamente ao lado.
                E eu gosto muito de Keanu Reeves mas não é um ator que se enquadre bem em qualquer papel... “Matrix”? Sim! “Drácula”? Credo não! “John Wick”? Sim, mais por favor! “Sibéria”? É para onde apetece fugir depois de ver o filme.
                Dita a regra que gostos não se discutem, por isso, deve haver alguém a gostar deste filme mas não conto com uma percentagem muito grande.

27/07/2018

The Equalizer 2 – A Vingança (The Equalizer 2 - 2018)


                Na sua quarta colaboração, Denzel Washington e o realizador Antoine Fuqua aventuram-se na sua primeira sequela. O primeiro “The Equalizer” apareceu naquela onda de filme de ação com protagonistas mais velhos; acabou por se revelar um filme competente e fez algum dinheiro por isso temos aqui a sequela.
                Robert McCall continua a servir como o protetor anónimo da sociedade mas, quando um dos seus poucos amigos é morto, a vingança vai ser sangrenta.
                Gostei do filme, pelo menos mais do que o primeiro, mas, para mim, tem uma grande falha. Para uma duração de duas horas, parece que se está na sala de cinema durante muito mais tempo: não há um bom ritmo aos acontecimentos, não nos consegue prender sempre a atenção. Claro que tem momentos de grande intensidade, aliás logo no início, mas depois tem altos e baixos.
                Denzel Washington é um grande protagonista mas, em alguns momentos, já é esticar um pouco que ele consiga fazer o que demonstra. Neste ainda se aceita mas, se isto continuar, a credibilidade vai diminuir cada vez mais. Desta vez mergulhamos na vida pessoal do protagonista, tentando dar-lhe mais algum caráter, o que não deixou de ser uma boa ideia.
                As cenas de ação são implacáveis e, mesmo eu, que sou a favor de partes bastante empolgantes, aqui estas não parecem completamente ajustadas. Podiam facilmente ser mais “leves”, que não se perdia nada e podia ser visto por mais gente.
                Gostei mais deste “The Equalizer 2 – A Vingança” do que do primeiro mas, mesmo assim, não passa de um filme razoável com boas cenas de ação.


22/07/2018

The Commuter – O Passageiro (The Commuter - 2018)


                Liam Neeson está de volta para um dos seus thrillers passados num espaço restrito e a distribuir uns socos. Só que já estamos na quarta colaboração entre o ator e o realizador Jaume Collet-Serra, a fazer este tipo de filmes e, sinceramente, já começa a cansar.
                Um vendedor de seguros, recentemente despedido, vê-se no meio de uma conspiração criminal durante a sua viagem de regresso a casa.
                Sejamos sinceros, o homem já está quase nos 70 anos e mesmo no filme ele tem 60, por isso já se está a chegar ao limite daquilo que é aceitável que ele consiga fazer. Claro que, neste tipo de filmes, o protagonista é um super-herói, mas estamos a falar de um ex-polícia de 60 anos que leva com tanta, mas tanta porrada em cima, que quase não tem nenhuma repercussão que chega a ser risível.
                Se tirarmos esse detalhe, “The Commuter – O Passageiro” é praticamente um “Non-Stop”, só que num comboio. Tem alguns momentos entusiasmantes e que nos deixam presos à ação. Não é nada que já não se tenha visto mas, mesmo assim, é satisfatório já que a história serve para o efeito porém com diversas falhas.
                Liam, este renascimento nos filmes de ação foi giro enquanto durou mas chega, vamos passar para outra etapa.