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22/01/2020

Zombieland - Tiro Duplo (Zombieland: Double Tap - 2019)


            A esperança que houvesse uma sequela para o hilariante filme de 2009 há muito que já tinha esmorecido. Mas a esperança é a última a morrer e, passados 10 anos, temos finalmente a sequela com o mesmo grupo de protagonistas.
            O nosso quarteto continua junto e agora tentar achar uma noção de familiaridade e união neste mundo inundado de zumbies.
            Este filme sofre de um grande “problema”: é demasiado parecido ao anterior. Isso tanto pode ser uma coisa boa, como má, vai depender muito da vossa reação à entrega anterior. Tendo gostado bastante da lufada de ar fresco que foi o filme de 2009, este também foi algo que apreciei muito. É verdade que preferia ter visto um maior desenvolvimento das personagens mas vê-las numa situação diferente foi o suficiente para passar um bom momento.
            Demorou o seu tempo a chegar, mas teve uma pequena vantagem com isso. Em 2009, e nos anos anteriores, os cinemas andavam inundados com filmes de zumbies, por isso, o tom mais cómico serviu para fazer sobressair “Zombieland”. Só que agora, 10 anos depois, o panorama já não é bem assim. E um filme deste género quando sai tem a hipótese de se destacar.
            O mesmo se pode dizer do quarteto protagonista. Woody Harrelson foi nomeado para dois Óscares, Jesse Eisenberg foi nomeado para um, Emma Stone ganhou um e Abigail Breslin também tem tido algumas grandes interpretações. E a química do grupo continua a funcionar, sendo que desta vez podem fazer algumas piadas com o que se tem passado na atualidade. As novas entradas, como Rosario Dawson e Luke Wilson, serviram para trazer uns dos melhores momentos de todos.
            “Zombieland - Tiro Duplo” vai agradar a quem gostou do primeiro filme, já que é praticamente igual, desde a brutalidade da ação e das interações entre os protagonistas. Se não fazem parte deste grupo, então provavelmente este é um filme a deixar passar.



16/01/2020

Dois Papas (The Two Popes - 2019)

“Dois Papas” pareceu-me um filme a ver logo a partir do trailer, com um tema interessante a ser representado por dois pesos-pesados da representação, Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, a serem liderados pelo realizador Fernando Meirelles.
Por detrás das paredes do Vaticano, o papa Bento XVI e o futuro papa Francisco discutem os assuntos mais controversos da Igreja Católica e tentam chegar a um termo em comum. 
Há uma coisa que é preciso ter em muita atenção ao ver este filme. Isto não é um documentário, é um filme, por isso não significa que tudo aquilo que é dito entre os dois protagonistas tenha sido, de facto, dito pelas pessoas reais. Com este pré-aviso, as discussões a que temos direito estão muito interessantes, e temos acesso aos dois pontos de vista, claro que favorecendo a versão mais liberal (não fosse essa com que estamos a lidar agora na realidade). Uma coisa que não estava à espera foi a viagem pelo passado de Jorge Bergoglio, as decisões e atitudes que teve durante a ditadura militar na Argentina e como isso o moldou.
Ver Anthony Hopkins e Jonathan Pryce num clima de “ataque, contra-ataque” foi super interessante, em que fomos brindados com um espetáculo de interpretações e os dois merecem estar nomeados para esta época de prémios. Com um destaque para Pryce, que consegue passar tanto de um tom jovial, como ficar em lágrimas de um momento para o outro. Também dar um destaque a Juan Minujín, que faz um grande trabalho, como o jovem Jorge Bergoglio.
“Dois Papas” é uma grande adição ao catálogo da Netflix; se têm algum interesse, não devem perder.

12/01/2020

Marriage Story (2019)

Eu estava à espera de ver, na Netflix, um filme com Scarlett Johansson e Adam Driver a passar por um divórcio? Não. Mas ao menos é um bom sítio para o lançar, onde provavelmente será visto por mais gente do que se fosse lançado no cinema. E, graças a isso, têm a hipótese de ver um grande filme.
É um filme extremamente pessoal e que pode afetar até quem tenha passado por situações semelhantes. Mas, logo no início, parece que estamos num filme diferente, já que consiste numa lista dos pontos positivos que cada elemento do casal diz em relação ao outro, para depois nos ser revelado que tudo se passa durante uma sessão de terapia de casal.
Pode parecer que o filme não é nada de especial, já que aquilo que apresenta é algo cada vez mais comum, mas é nessa familiaridade que quase que somos transportados para a história. E não parte do princípio que um é o culpado e que o outro tem toda a razão. Temos os dois pontos de vista e mostra-se aquilo que se passa na realidade. Nenhum deles é perfeito e têm os seus defeitos, que foram contribuindo para a situação em que estão agora.
As interpretações de Adam Driver e Scarlett Johansson estão incríveis, principalmente NA discussão: todas as nomeações para os prémios são completamente justas e merecidas. Laura Dern também tem tido o seu destaque nesta época de prémios porém, embora faça um bom trabalho, não foi nada que, para mim, se tenha destacado.
"Marriage Story" é um filme muito pessoal e, se calhar, poderá servir para dar um olhar com uma nova perspetiva para quem passou por situações semelhantes.

08/01/2020

6 Underground (2019)

Agora até Michael Bay está na Netflix a fazer aquilo que sabe fazer melhor: explodir coisas, mostrar mulheres com pouca roupa e fazer publicidade a uma resma de produtos. Mas será que teremos “O Rochedo” Michael Bay, ou o último “Transformers” Michael Bay?
Aqui seguimos um esquadrão de seis agentes, que fingiram a sua morte, para se desligarem do seu passado e assim terem a liberdade de eliminar pessoas e assim mudar o futuro. 
Para o melhor e para o pior, estamos perante o filme mais Michael Bay que Michael Bay já fez. Tudo aquilo que disse, no início, que podíamos encontrar, encontramos em dose máxima!. Nunca nos foi atirado à cara tão descaradamente todas as marcas que estiveram envolvidas no filme. E isso não é o pior! Esse destaque vai para a incrível edição de tudo o que se está a passar, são só cortes atrás de cortes e chega uma altura em que não se entende nada o que está a acontecer.
Aquilo que se consegue salvar é Ryan Reynolds. O ator tem um grande carisma e consegue levar o filme às costas. Mas, mesmo ele, em muitas situações, é levado a um ponto que chega a tornar-se irritante. E nenhum dos outros elementos chega a ter o destaque e desenvolvimento necessários para se tornarem interessantes. 
“6 Underground” salva-se por uma ou outra cena de ação melhores conseguidas e por Ryan Reynolds porque, de resto, numa altura em que o serviço está a melhorar, este não é o melhor exemplo. 

30/12/2019

Jexi (2019)

    Os trailers de “Jexi” faziam logo parecer que estávamos perante uma comédia que, não sendo propriamente brilhante, ia servir para passar um bom tempo. E foi exatamente isso que aconteceu.
  Phil passa a vida a usar o telemóvel, sem ligar ao mundo que está à sua volta, sempre sozinho e sem fazer amizades. Mas, quando a nova inteligência artificial do telemóvel toma conta da sua vida, tudo muda.
É verdade que o filme retrata a realidade cada vez mais frequentemente nos dias de hoje, onde estamos cada vez mais agarrados à tecnologia e redes sociais, onde importa mais parecer do que ser, e nos afastamos daquilo que nos está mais próximo. E é basicamente essa a mensagem do filme - não que seja uma mensagem subtil, isso é algo que dá logo para ver pelo trailer. 
Adam Devine não é propriamente um dos meus atores favoritos, mas não é por causa dele que o filme fica mal. O melhor são as curtas alturas em que aparece Michael Peña, que consegue trazer alguns dos momentos mais cómicos do filme. Rose Byrne como a voz de Jexi também não desilude e tem boas interações com Devine.
“Jexi” não é uma das grande comédias do ano mas serve para passar um bom bocado nesta altura natalícia.

18/12/2019

Jumanji - O Nível Seguinte (Jumanji: The Next Level - 2019)

Ninguém estava à espera do incrível sucesso que “Jumanji - Bem-Vindos à Selva” teve. Tanto nas bilheteiras como na crítica o filme foi bem recebido, por isso é natural que uma sequela viesse a caminho e, tal como no filme anterior, também é lançado na mesma altura que um filme Star Wars.
    O gang está de volta e voltam a entrar em Jumanji, só que as coisas não estão como eles se lembram e entram mais personagens do que eles estavam à espera.
    Logo após ver os trailers surgiu-me uma dúvida, se Dwayne Johnson e Kevin Hart iriam conseguir ser consistentes com os tons de voz, de Danny DeVito e Danny Glover, durante todo o filme e se se ia tornar algo irritante. Mas, felizmente, isso não acontece. Eles conseguem sempre manter as personagens e são extremamente hilariantes e, quando isto começou a perder a sua força, a história dá uma volta, servindo para manter as coisas frescas. Jack Black e Karen Gillan voltam a fazer um grande papel e continuam a fazer muito pelo filme. 
    Em relação a esta sequela, achei-a mais divertida que o anterior mas perdeu-se um pouco no “desenvolvimento” das personagens. Porque, tirando um deles, estas são basicamente as mesmas personagens que tivemos no filme anterior. Tirando os novos elementos, não houve  grande progressão.  
    A ação é “ridícula” mas estamos a falar de um mundo num videojogo, logo as regras não são propriamente as mesmas. O que me fez mais confusão são os efeitos dos animais, é verdade que não estão no mundo real, mas parecem demasiado “falsos” para o meu gosto.
    “Jumanji - O Nível Seguinte” não consegue superar o equilíbrio entre comédia e emoção do filme anterior mas é extremamente divertido, com garantia de um tempo bem passado no cinema.

03/12/2019

Knives Out – Todos são Suspeitos (Knives Out - 2019)


                Depois da experiência com “Star Wars – Os Últimos Jedi”, Rian Johnson decidiu mudar completamente o estilo. Passou de um grande espetáculo no espaço para um crime muito ao estilo de Agatha Christie. E, sem dúvida, foi uma passagem muito bem conseguida.
                Quando um conhecido romancista é encontrado morto depois da sua festa de 85 anos, o conhecido detetive Benoit Blanc tem a missão de descobrir qual foi o membro da família que esteve por detrás do que se passou.
                Uma das coisas mais desconcertantes é ver Daniel Craig a falar com sotaque do sul norte-americano. Porém , a personagem insere-se muito bem dentro de todo este mundo. Temos um elenco cheio de gente conhecida e talentosa, como Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon e Toni Collette - só para dizer alguns. E todos eles fazem um bom trabalho a criar todo o ambiente de mistério e todos nos dão motivos para suspeitarmos que foram os assassinos. Mas, em termos de interpretações, quem tem o destaque é Ana de Armas, que é quem seguimos durante a maior parte do tempo, e que era a enfermeira do falecido.
                O grande feito do realizador foi conseguir deixar-nos sempre na dúvida. Com cada nova informação temos um novo suspeito, que é desmentida após uma nova revelação. E é esta constante reviravolta que nos deixa presos à história e que nos faz criar as nossas próprias teorias. Posso dizer que a minha aposta saiu completamente furada, mas gostei do final que tivemos.
                Eu estava com algum receio que um filme deste género fosse mais parecido a uma série de TV do que propriamente um filme, mas felizmente isso não acontece. Toda a produção tem uma grande qualidade cinematográfica, desde a fotografia ao som.
                Quem tem saudades de ver um bom mistério ao estilo de “Clue”, “Knives Out – Todos são Suspeitos” é um filme a não perder, com grandes prestações e uma historia cativante.



24/11/2019

Toy Story 4 (2019)

Alguém estava à espera de ver mais um “Toy Story”? Acho que posso dizer, com alguma segurança, que depois do terceiro filme, todos estávamos contentes com o desfecho desta saga. Por isso, com o anúncio de um quarto filme, a Pixar estava em “risco” de estragar um belo legado.
    Agora como brinquedos da Bonnie, Woody e companhia tem uma nova dinâmica. Quando ela cria um novo brinquedo em Forky e partem todos numa jornada, vão descobrir que o mundo é muito maior do que pensavam.
    Sinceramente, acho este o mais fraco de todos. Parece uma extensão que não justifica a sua existência. É verdade que, no terceiro filme houve a conclusão da história de Andy, com os seus brinquedos, e agora é a vez de Woody ter o seu desfecho. Era preciso? Depois de ver o filme, acho que não. 
    Mas adiante. Uma coisa que notei logo foi a animação. Tanto os cenários como as personagens parecem incrivelmente fotorealistas, com um incrível detalhe. Só que com isso veio um pequeno inconveniente. Muito do aspeto meio “cartonesco” das personagens foi perdido, mas também não é por isso que o filme deixa de parecer incrível.  
    Temos várias personagens novas, o já mencionado Forky, Gabby Gabby, Duke Caboom (nome fantástico, já agora!), e o regresso, com mais protagonismo, de Bo Peep. E, se o regresso do romance de Woody com Peep foi um bom retornar ao passado, o enredo de Forky não foi daqueles que me agradou muito. Foi quase como obrigá-lo a ser uma coisa que ele não tinha qualquer interesse em ser e que não fazia parte do seu destino. 
    Só que o resto do grupo de brinquedos foi varrido para segundo plano, incluindo Buzz Lightyear, e perderam-se muitas das suas interações, o que é uma pena. 
    No final, acabei por gostar deste novo “Toy Story”, porém não teve uma história tão boa, nem causou tanto impacto como os anteriores.

28/10/2019

MIB - Homens de Negro - Força Internacional ("Men in Black: International " - 2019)

    Alguém estava à espera de mais algum “Homens de Negro”? Falo por mim quando digo que não. Depois de ver os trailers ainda fiquei com menos vontade de ver esta “sequela”. Sim, porque é uma sequela, mas sem o duo de Will Smith e Tommy Lee Jones. Após o terceiro filme nem me importava que a saga tivesse continuado mas bem, é com isto que ficámos. Chris Hemsworth e Tessa Thompson têm boa química em “Thor Ragnarok”, por isso pode correr bem aqui.
    A Terra está de novo em perigo e os Homens de Negro têm de resolver a situação, porém pode haver um traidor entre eles.
    Sinceramente, o filme não me impressionou de todo. Parece mais uma aventura dentro deste mundo, com armas novas, localizações diferentes e um novo elenco. E, mesmo assim, nada aqui atrai. Todo o ambiente desta versão parece demasiado artificial e, desta vez, a maior parte da ação passa-se de dia, o que na minha opinião estraga um pouco a mística da organização.
 E, de resto, estamos num filme “sem sal”. Não tem nada de especial, algo que o distinga dos outros da saga e os novos protagonistas não são tão carismáticos como os antigos. Nem ponho a culpa nos atores porque, como disse no início, até os vimos recentemente num filme com uma química bem melhor que neste. O argumento também não puxa, pois não se demora muito a descobrir o final e a viagem até lá não foi nada de especial. E se os primeiros facilmente podiam ser relacionados com os problemas de emigração, neste não há nada de especial.
Pode parece que estou a “dar na cabeça” com a força toda a “MIB - Homens de Negro - Força Internacional” mas não é um mau filme. Apenas não é nada de especial. Acho que neste caso, se gostaram do trailer, em princípio vão gostar do filme.

15/10/2019

Shazam! (2019)

    A DC parece que está com um novo ânimo. Até agora, tenho gostado de todos os filmes que têm lançado, mas uma coisa que não se pode negar é que têm provocado polémica, tanto pelos críticos como pelos fãs. Logo, é preciso fazer alterações, como as que já começaram com “Aquaman”, filme que foi mais unanimemente adorado e fez mais de mil milhões de dólares.
    Quando o jovem Billy Batson se transforma num super-herói apenas por dizer uma palavra mágica, vai fazer tudo aquilo que um rapaz de catorze anos quer fazer quando tem superpoderes e atinge a maioridade num estalar de dedos.
    Vou ser sincero, “Shazam” não me agradou especialmente. Porém, não consigo dizer o porquê. Não é um mau filme e tem todos os elementos para que eu gostasse dele: a história é boa, tem boas cenas cómicas e de ação e mete super-heróis. Mas, infelizmente, não me aqueceu nem arrefeceu. O vilão não foi algo que me tenha entusiasmado, o que é pena pois é interpretado pelo grande Mark Strong, e os sete pecados mortais, embora conseguissem surpreender com algumas cenas e que mereciam estar num filme de terror, pareciam demasiado genéricos e sem nada para agarrar. 
Uma coisa que está relativamente bem apresentada é o elemento da família adotiva e como se entreajuda, e mesmo que, em algumas partes ache algo forçado, é um dos grandes prós do filme. Principalmente pelo modo não convencional como a mãe do protagonista é retratada, algo diferente daquilo a que estamos habituados a ver em filmes do género.
E, sinceramente, não consigo dizer mais nada sobre o filme. As cenas de ação estão bem elaboradas e a história é interessante, mas simplesmente não fez o click. Pode ser que na sequela, com possivelmente a aparição de Black Adam, a coisa corra melhor.


30/08/2019

Ready or Not - O Ritual (Ready or Not - 2019)

O trailer de “Ready or Not - O Ritual” apresentou uma premissa interessante para um filme de terror, com muitas mortes hilariantes e um tempo bem passado.
Na sua noite de núpcias, o mais recente membro de uma rica e excêntrica família tem que sobreviver a um jogo letal, onde todos os outros elementos andam atrás dela.
Antes de mais, não estamos perante um filme 100% de terror mas sim um com vários tons cómicos. Só vendo nessa perspetiva é que deu para apreciar o filme na sua totalidade. Há várias situações que dão para tirar umas boas risadas, é algo que não estava à espera.
            Não que com isso o terror tenha sido deixado para segundo plano pois, quando a busca sangrenta começa, fá-lo com toda a brutalidade. E aí temos umas mortes bastante brutais: então, nas cenas finais, foi incrível!
            O elenco também não me desapontou. A protagonista, interpretada por Samara Weaving, fez um grande papel, e conseguiu transmitir bem a sensação de alguém que foi apanhada totalmente desprevenida por toda a situação, e que lhe deu a volta. Claro que não foge às convenções do género, em que tudo acontece à pobre mulher mas, mesmo assim, consegue sempre fazer frente.
             “Ready or Not - O Ritual” não foge aquilo a que estamos habituados no género mas consegue ser um bom filme de terror, com traços de comédia, e ainda criar uma mitologia interessante.

25/08/2019

Era uma Vez em... Hollywood (Once Upon a Time... in Hollywood - 2019)

  Sou um grande fã de Quentin Tarantino. Para mim, todos os seus filmes são pérolas a serem devidamente apreciadas, por isso “Era uma Vez em… Hollywood” estava nos meus mais antecipados do ano, principalmente quando o trio de protagonistas principal é constituído por Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie. 
Estamos na Los Angeles de 1969, e a fama do ator televisivo Rick Dalton está a desvanecer, por isso ele e o seu duplo Cliff Booth vão tentar a sua sorte em filmes.
Os filmes de Tarantino costumam ser longos mas geralmente por bons motivos. Mas raios, aqui é bem longo e não precisava de o ser. Sabemos que o realizador é um apaixonado pela época clássica de Hollywood e, por causa disso, quis mostrar todos os cenários que foram recriados, com longos takes de Cliff a andar de carro que, no fim, não acrescentam nada à história. 
Outro contra (que também pode ser incorporado no da duração) é toda a história referente a Sharon Tate, que tanta polémica deu quando foi anunciado. Toda essa vertente podia ter sido removida, e assim sido feito algo melhor nos cinco minutos da parte final. Mas pronto, temos Margot Robbie por isso temos que a mostrar (nesse sentido, nada contra). Porém é preciso ter feito algum “trabalho de casa” para entender todas as referências do filme, pois muita gente pode não saber sobre o assassinato de Tate e todas as circunstâncias e, nesse caso, algumas coisas vão passar ao lado.
Se tirarmos os pontos referidos, estamos perante um grande filme. DiCaprio e Pitt têm uma grande química, sem que nenhum se sobreponha ao outro, com diálogos muito envolventes. Mas é talvez, após se separarem, que têm as suas melhores cenas. Sendo que, para mim, as melhores cenas são o diálogo entre DiCaprio e a jovem Julia Butters e quando Pitt vai visitar o culto de Charles Manson onde as nossas expectativas dão uma reviravolta. 
Nenhum dos protagonista é um “herói” inequívoco, já que, embora durante a ação do filme não façam nada de mal, têm um passado não tão inocente. Mas todas as prestações dos atores são tão boas que nos fazem esquecer isso. E já há algum tempo que não via Pitt numa interpretação tão boa, o que mostra que o ator ainda tem muito para dar. Temos também cameos de muita gente conhecida como Dakota Fanning, Timothy Olyphant, Bruce Dern, entre outros que, embora não façam nada de especial, sempre são umas caras conhecidas.
E aquele ato final?! É aqui que Tarantino entre em modo Tarantino a 100%, apresentando uma cena de ação totalmente brutal, cheia de gore e que até tem momentos em que dá para rir um pouco. O filme vive, praticamente, para este momento.
“Era uma Vez em… Hollywood” é uma coleção de grandes cenas mas que não têm um bom ritmo entre elas. E, sendo de quem é, e um dos meus mais antecipados deste ano, fiquei algo desapontado com o resultado final.


22/05/2019

Pokemon - Detetive Pikachu (Pokémon Detective Pikachu - 2019)


            Vou já dizer que, quando soube da produção deste filme, não gostei. Basicamente, por pegarem num spin-off da série principal em vez de se focarem nas suas origens. Só que, quando saiu o primeiro trailer, ao ver a incrível implementação dos pokemons com o mundo natural é que me convenci. Além disso, Ryan Reynolds a dar a voz ao pequeno roedor amarelo também ajudou muito.
            Num mundo onde pessoas apanham pokemons para os batalharem, Tim vai ter de se juntar a um Pikachu, com aspirações a detetive, para encontrar o seu pai.
O mundo criado é incrivelmente credível, onde acreditamos que, de facto, existe uma coexistência com estes pokemons. Já o filme em si possui uma história muito básica e sem nada que surpreenda muito mas também é algo que entendo. Não posso esperar que o mesmo tipo de história que me cativou em miúdo tenha o mesmo “poder” ao vê-la agora.
O duo de Justice Smith e do seu Pikachu é que traz muito carisma ao filme. É através deles que somos apresentados a este mundo; possuem uma boa química nas suas interações, tanto nos momentos mais cómicos como naqueles mais dramáticos. A personagem de Kathryn Newton foi a parte mais “estranha” de tudo, pois parecia saída diretamente da série da TV para o filme em vez de ter sofrido a uma “conversão”. Adicionalmente, é sempre bom ver Bill Nighy no grande ecrã.
Temos um filme que é uma grande mistura de boas cenas cómicas, algumas verdadeiramente hilariantes, e cenas de ação, fazendo com que o filme esteja sempre num bom andamento.
Agora que o mundo foi criado, apresentado e bem recebido, fico ansioso pelas possibilidades futuras deste franchise nos grandes ecrãs.