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22/11/2016

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (Fantastic Beasts and Where to Find Them - 2016)



                Como agora não se pode deixar morrer qualquer franchising, até admira que tenha demorado cinco anos para vermos algo relacionado com o mundo mágico de Harry Potter. Ao menos, não temos algo diretamente ligado com o conhecido protagonista, já que, aqui, a ação se passa 70 anos antes do aparecimento do Rapaz que Sobreviveu. Com o argumento a cargo de J.K.Rowling, a realização de David Yates (que fez os últimos quatro filmes da saga), um elenco cheio de gente conhecida e bons trailers este pode ser um novo início para a magia no cinema.
                No ano de 1926, o britânico Newt Scamander chega a Nova Iorque com uma mala cheia de criaturas mágicas. Porém, um encontro com um Semmag (o nome que os americanos dão aos muggles) faz como que várias dessas criaturas se espalhem pela cidade, o que vai levar Newt numa busca por elas.
                É verdade que pode ser algo injusto a comparação deste filme com os oito do Harry Potter, já que as personagens são completamente diferentes e a história não possui qualquer relação direta, mas só que é impossível não o fazer. Primeiro que tudo, ajuda ter visto os filmes anteriores, pois parte-se do princípio que conhecemos este mundo e todas as suas peculiaridades, em que a chave do fascínio vai passar pela mudança de continente e de tempo. Ver como funciona o mundo mágico na América dos anos 20 foi bastante interessante e deu para ver outro tipo de mentalidade. Não que novos espetadores fiquem totalmente perdidos com o que está a acontecer mas poderá fica mais difícil de entender as magias que vamos vendo. O público alvo também não é bem o mesmo. Não vai ser uma nova saga para os adolescentes mas assim para aqueles que o eram quando foram quando viram os primeiros filmes.
                A história que dá nome ao filme é excitante o suficiente para ser um filme standalone e pronto, acabou, next. Mas, depois da notícia que ia ser o início de uma trilogia, que depois passou para cinco filmes, notava-se logo que ia haver histórias secundárias pelo meio. E, isto para mim, foi um problema pois a história secundária de Grindelwald e do seu crescente reino de terror (um pré Voldemort, digamos assim) cria bastantes problemas de andamento à história principal. Passamos de apanhar criaturas para, no instante seguinte, termos algo muito parado.
                Passando isso à frente. Newt Scamander é uma personagem bastante caricata (talvez demais?), com alguns tiques e peculiaridades, muito bem protagonizado por Eddie Redmayne. Nota-se o seu apreço pelos seres mágicos e que só quer que o restante mundo mágico os entenda melhor. A parte cómica é trazida pelo Semmag que acompanha o protagonista, Jacob Kowalski, que, em algumas situações, chega a ser um pouco irritante mas, na maior parte do tempo, consegue ser uma grande personagem e fazer uma boa parceria com Scamander. A fazer companhia ao duo temos as irmãs Tina e Queenie, que trazem uma boa dinâmica e nos apresentam este outro continente mágico e os seus segredos. A entrada de Colin Farrell para esta saga é muito bem-vinda (aliás, onde quer que ele entre é sempre bem-vindo), como o auror Graves, que está a investigar todos os estranhos acontecimentos que se andam a desenrolar pela cidade que nunca dorme. Já a personagem de Ezra Miller não me caiu propriamente bem, principalmente com o que depois fazem com ele no desenvolvimento do filme.
                Temos aqui mais ação, mais feitiços, mais mistérios, mais criaturas e mais um ponto de início para uma nova aventura. Não fossem os problemas que já disse, tinha apreciado muito mais o filme (não que seja mau!) mas serve como um ponto de partida morno e que tem por onde melhorar nas sequelas.


29/03/2015

Relatório Minoritário (Minority Report - 2002)



                Baseado na obra de Philip K. Dick, Steven Spielberg leva o público para o futuro onde toda a ação gira em torno de Tom Cruise, que é perseguido por Colin Farrell.
                No futuro, uma organização consegue parar assassinos antes que estes cometam o crime em si. John Anderton é o melhor agente desta organização mas vai ter de fugir pela sua liberdade quando foi identificado como um provável assassino.
                Todos os filmes que falam de previsões e viagens no futuro têm um problema. Criam-se inúmeros complexos - ou não - quando este mesmo futuro é alterado. Felizmente, o filme consegue lidar com esse problema de maneira satisfatória.
                Embora tenha um argumento interessante, a dada altura o final é facilmente previsível, estragando um pouco a surpresa final. Destaco os efeitos especiais e sonoros. Gostei também de uma das armas futurística, a caçadeira sónica, que tem um disparo e método de carregamento únicos, embora não seja propriamente prático.
                Aponto também, como exemplos de sucesso, a escolha do elenco. Tom Cruise consegue sempre fazer um bom desempenho a protagonizar um elemento respeitável com alguns problemas pessoais que tem que andar fugido. Colin Farrell consegue também criar uma personagem bastante interessante, sendo uma das melhores já feitas pelo ator.
                Este é um grande filme de ficção científica que nos foi trazido pelas mãos do magnífico cineasta Steven Spielberg.


23/03/2013

Sete Psicopatas (Seven Psychopaths - 2013)



                A minha apreciação deste filme foi variando aos poucos. Primeiro, ao ver o título, pensei “isto deve ser algum thriller cheio de gente maluca a matar-se a torto e a direito”. Depois, vi o trailer e vi que afinal tinha vários elementos de comédia; então, aí, a coisa já parecia mais composta. Mas, então como correu o filme em si? 
                Começarei com uma breve sinopse. Marty é um escritor com alguns problemas de bebida que está a tentar escrever um filme com o nome “Sete Psicopatas”. Porém, quando o seu amigo Billy o envolve no rapto de um cão de um perigoso ganster, Marty vai ter de fugir pela sua vida, ao mesmo tempo que vai escrevendo o seu guião. 
                Antes de mais, não fiquem todos entusiasmos a pensar que é uma comédia super-espetacular que vos vai fazer rir do princípio ao fim. Tem algumas cenas de ação que, por sinal, um pouco violentas para o restante tom do filme. Mas não deve ser por estas cenas que os apreciadores de comédia subtil devem ser afastados. 
                É um filme que goza com os vários clichés dos filmes; um excelente exemplo é: “Podemos fazer o que quisermos com as mulheres, mas não podemos matar um animal”. Contudo, em  algumas cenas, não se consegue distinguir muito bem se estamos a ver o filme em si ou se estamos a ver alguma cena do guião de Marty. 
                A prestação dos atores está a um grande nível, principalmente Christopher Walken e Sam Rockwell, que conseguem introduzir um tom mais cómico e brincalhão a todo o filme. 
                É um filme um pouco confuso mas que vale a pena ver.

05/09/2012

Desafio Total (Total Recall - 2012)

               É uma tarefa difícil - e um pouco redundante - fazer um "remake" de um filme de ação dos anos 90. Pode dizer-se que é para atrair mais público ou que é uma melhor adaptação dos livros em que se baseia, mas é quase impossível alguém substituir a corpulência e impacto de Arnold Schwarzenegger. 
               Douglas Quaid é um funcionário de construção civil que, para fugir à monotonia da sua vida, decide ir a Rekall, uma empresa que implanta lembranças inesquecíveis no cliente. No entanto, o procedimento não corre bem e Douglas vê-se perseguido por toda a gente, por ter sido identificado como um membro da Resistência.
               No que diz respeito a esta análise crítica, irei começar pelas diferenças. A ação passa-se toda na Terra. E temos apenas duas localizações, a Colónia e a Federação Unida da Bretanha. É interessante ver as grandes diferenças entre estes dois locais, enquanto um é mais coloquial e rústico o outro tem uma aparência bem mais estéril.
               Como não podia deixar de ser, o filme faz várias referências ao seu antecessor dos anos 90, o que vai alegrar para quem o tenha visto. A diferença de 22 anos nota-se clara e principalmente num ponto, os efeitos especiais, que neste possuem variadas apresentações e um aspeto muito polido.
                Schwarzenegger foi substituído por Colin Farrell, o que se revelou numa boa mudança, pois o físico mais esguio do ator faz com que seja possível a criação de mais perseguições na vertical, o que é muito mais emocionante. O restante elenco dá igualmente um bom contributo ao filme.
               Porém, a grande falha para mim deste filme é a sua falta de capacidade de reter a atenção de quem o vê; por vários momentos pensei se faltaria muito tempo para o filme acabar. Isto também porque vi o antigo, para um estreante esta sensação pode não acontecer.
               É um bom filme de ação que entretém.

Nota: 3,5/5

10/02/2012

Chefes Intragáveis (Horrible Bosses - 2011)

               “Chefes Intragáveis” tenta ser uma grande comédia, e para isso utiliza um casting de renome, principalmente constituído por Jason Bateman, Charlie Day e Jason Sudeikis. Mas será que esta reunião deu frutos?
              Sim, sem dúvida que sim. São três grandes humoristas, e isso nota-se sempre ao longo de todo o filme. Mas não está isento de falhas, devido há presença de três protagonistas não temos uma profundidade adequada, isto é, as personagens podiam dar muito mais, mas não têm nem o tempo nem o espaço para isso.
               O enredo é simples mas cativante. Três amigos que são abusados pelos seus relativos patrões decidem matá-los. Facilmente o espetador fica do lado destas personagens: entre um consumidor de drogas desprezível (Colin Farell) e uma depravada sexual (Jennifer Aniston), motivos não faltam para sentir pena destes pobres empregados. Como é de esperar, nenhum deles sabe como matar uma pessoa, pelo menos sem ser apanhado, por isso andaram a procura de ajuda, aqui representada por Jamie Foxx.
               E é aqui que o filme começa a brilhar, com diversas situações caricatas, que facilmente nos consegue arrancar umas boas gargalhadas. A prestação de todos os atores é exemplar, mas pode ser um choque para quem não está habituado a ver Aniston neste tipo de papel.
               Uma comédia que recomendo vivamente para todos os apreciadores.

Nota:4/5