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29/01/2019

Green Book – Um Guia Para a Vida (Green Book - 2019)


                Três Globos de Ouro, cinco nomeações para os Óscares, uma dupla protagonista constituído por Viggo Mortensen e Mahershala Ali e um bom realizador em Peter Farrelly: foram estas informações que me acompanharam na visualização de um dos mais recentes nomeados para o Óscar de melhor filme.
                Tony Lip, um ex-segurança, é contratado para conduzir e proteger o génio musical Don Shirley na sua digressão pelo sul dos Estados Unidos.
                Desde o primeiro trailer que este filme me pareceu extremamente interessante. Não propriamente pela história em si, mas sim pela interação retratada pelos dois atores principais, com o choque cultural entre a descendência italiana de Tony e a afro-americana de Don. Além disso, fiquei curioso como os dois, ao longo da digressão, se conhecem melhor e formam uma sólida amizade.
                Algumas críticas feitas realçam que o tema do racismo é pouco abordado mas, sinceramente, não estou de acordo. Nem todos os filmes, com esta temática, têm de ser intensamente dramáticos, principalmente quando esse não é o foco principal. Aqui o que interessa é o “confronto” de mentalidades das personagens de Viggo Mortensen e Mahershala Ali. É verdade que há mais momentos que não me caíram bem como, por diversas vezes, temos Tony a “ensinar” Don como ser negro.
                Mas, mesmo com isso, este foi um dos melhores filmes que vi recentemente, e se os Óscares fossem hoje de bom grado lhe dava o grande prémio. Mas, também ainda me faltam ver metade deles, por isso, vale o que vale.


27/02/2018

Eu, Tonya (I, Tonya - 2018)



             Nomeado para 3 Óscares da Academia, incluindo de melhor atriz e melhor atriz secundária, “Eu, Tonya” é, mais que tudo, uma prova para sabermos se Margot Robbie consegue ser a protagonista num filme dramático. E aí podemos dizer que arrasou de maneira espetacular.
Aqui seguimos a história de Tonya Harding e o modo de como subiu ao protagonismo da patinagem artística dos E.U.A, bem como o incidente que a levou para a obscuridade.
Aparentemente, esta foi uma grande história mediática do seu tempo mas é a primeira vez que ouvi falar desta história. O modo como a história nos é apresentada consegue ser diferente; não é original mas é uma boa mudança, já que vemos a vida da protagonista desde pequena até ao sucesso intercalado com entrevistas com os seus intervenientes, como a sua mãe, o seu ex-marido e a sua antiga treinadora. Deste modo, ficamos sempre, na dúvida, se aquilo que nos é apresentado é de facto real pois cada elemento tem a sua versão do conto.
Robbie, aqui, está incrível. É fácil para uma atriz com a sua beleza interpretar papéis que apenas tirem proveito disso mas aqui, o que se destaca, são as suas capacidades de interpretação que conseguem assim criar uma personagem que transmite empatia mas,ao mesmo tempo, não inspira confiança. De facto, merece totalmente a sua nomeação por este trabalho.
 Allison Janney, como a sua mãe, tem também um grande desempenho. Apesar da sua presença mais forte na primeira metade do filme, o modo como educou e tratou a sua filha foram cruciais para o modo como a mesma depois se relacionou tanto com os outros como com o desporto que pratica. Além disso, ver Sebastian Stan num papel diferente, como aquele que interpreta nos filmes da Marvel, também prova que o ator merece ser reconhecido pelas suas capacidades dramáticas. Por seu lado, a personagem de Paul Walter Hauser é daquelas personagens que só nos apetece dar um soco mas o propósito da sua personagem é essa por isso, neste departamento, a coisa até correu bem.
Os efeitos especiais podiam estar um poucos melhores nas seções de patinagem mas nada que distraia daquilo que está a acontecer.
“Eu, Tonya” merece ser visto pois conta com uma história interessante, acompanhada de grandes interpretações.


14/02/2018

Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World - 2018)



            Meu Deus! A tinta que este filme fez correr ainda sem sequer ter sido lançado... Na linha das acusações de assédio sexual que envolviam Kevin Spacey, o ator acabou por ser substituído por Christopher Plummer. E tudo isto sem alterar a data de lançamento,  pois o realizador Ridley Scott pensava que tinha um grande produto para arrecadar umas estatuetas douradas (e, de facto, Plummer teve direito a uma nomeação como melhor ator secundário). Mas se, por ventura, a merecia, é outra história completamente diferente.
            Em 1973, John Paul Getty III foi raptado nas ruas de Roma, com os raptores a exigirem um avultado resgate ao avô do rapaz, J. Paul Getty, o homem mais rico de mundo, que não está muito inclinado em fazê-lo. 
Entendo a ideia da Academia em querer mandar uma mensagem positiva por Scott ter substituído Spacey como J. Paul Getty mas sinceramente Plummer não faz uma atuação digna de nomeação. Não digo que tenha um mau desempenho mas nunca o consideraria como uma das cinco melhores atuações do ano, principalmente num papel facilmente substituível.
Tirando isso, “Todo o Dinheiro do Mundo” não fascina. Para começar, é demasiado longo, são mais de duas horas de fita e sem qualquer necessidade. Não vou revelar a história mas a parte final é completamente desnecessária, aliás, nem faz parte do que aconteceu realmente. E não sou nada contra acrescentar coisas à história “original” logo que beneficiem o filme, o que não acontece no caso.
A história é interessante, mas não prende o suficiente. Getty é como um Tio Patinhas, que tem todo o dinheiro do mundo, mas é incrivelmente forreta, que nem com o rapto do seu neto favorito é capaz de abrir os cordões à bolsa para o salvar. Michelle Williams e Mark Wahlberg fazem um bom trabalho contudo, sinceramente, não é nada de espetacular. Quando me recordo que existiam ideias em fazer uma campanha para Williams ser nomeada para melhor atriz, quase que rio, ainda mais se a compararmos com a sua prestação em “Manchester By The Sea”! O que foi surpreendentemente interessante foi a relação criada entre o raptor e o raptado.
Uma coisa na qual o filme foi bem sucedido foi em nos transportar para aquela época. Todo o design de produção nos deva para os anos 70 de forma muito bem executada.
“Todo o Dinheiro do Mundo” bem que precisava de toda a polémica para chamar as pessoas já que, como filme, não é assim nada de especial.