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15/02/2017

Hell or High Water - Custe o que Custar! (Hell or High Water - 2016)



            À primeira vista, este “Hell or High Water - Custe o que Custar!” pode ser um filme que passe despercebido e que não apresente assim nada de especial comparativamente com os outros candidatos. Só que, no fundo, estamos perante um western dos tempos modernos, mas será que merece as quatro nomeações que tem para as estatuetas douradas?
            Um pai divorciado e o seu irmão, acabado de sair da prisão, planeiam um esquema de roubar uma série de bancos, como forma de assegurar o futuro da sua família.
            Se uma coisa que salvou o filme foi ver outro lado de Chris Pine. O ator costuma aparecer mais em grandes filmes de ação, como “Star Trek” ou “Jack Ryan”, e, vê-lo nesta posição mais contida e com semblante mais sério, é uma boa mudança e prova as capacidades do ator. Ver Ben Foster num papel de maior protagonismo é sempre de valor, já que estamos perante um grande ator, que muitas vezes é relegado como personagem secundária. Jeff Bridges faz aquele papel de velho rezingão que faz tão bem, aliás como poucos o conseguem fazer mas, daí a ter sido nomeado para melhor ator secundário, acho que já foi um pouco exagerado.
Destaca-se por ser um filme que reflete a crise económica num ambiente americano diferente, não nas grandes cidades mas sim em terras mais longínquas e perdidas. Onde o desemprego abunda e tenta-se fazer o que se pode para sobreviver. E, para nos mergulhar-mos verdadeiramente neste ambiente, temos uma ótima banda-sonora.
Também nos é proposto um conflito sobre por quem devemos torcer: pelas figuras da autoridade que querem parar estes assaltos ou pelos assaltantes que, embora estejam a fazer o que podem para assegurar o futuro, recorrem a meios ilegais.
Atenção que não é um filme a fervilhar de ação. Temos os assaltos aos bancos e uma cena de tiroteio que, mesmo estando bem executados, não chegam para termos um verdadeiro filme de ação. É verdade que é propositado, pois este é um filme de maior reflexão, mas mesmo assim tem alguns momentos que são aborrecidos.
“Hell or High Water - Custe o que Custar!” tem muita coisa boa e é um verdadeiro western moderno mas não deixa também de ter a sua dose de defeitos.


12/06/2016

Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft - 2016)



    Este pode ser o ano decisivo para sabermos se as adaptações de videojogos para o grande ecrã valem a pena: tudo depende de "Warcraft" e "Assassin`s Creed". Na verdade, já existem algumas animações que já são adaptações mas normalmente não são levados a sério, nem vão trazer a massificação destas transposições. Por isso, vamos ver como corre ao primeiro filme lançado ao público.
                O pacífico reino de Azeroth vê-se invadido por uma raça desconhecida, os orcs, que são obrigados a colonizar este mundo porque o seu está á beira da destruição. Cabe a Durotan, do lado dos orcs, e a Lothar, do lado dos humanos, impedir que isso aconteça.
                A minha experiência em jogos de Warcraft não é muito grande - apenas tive uma ligeira passagem por “Warcraft 3” -por isso, além de um nome ou outro que reconheci, quase tudo foi novo para mim. É necessário ter algum conhecimento de base antes de ver o filme? Não, mas ajuda, já que somos metidos logo no meio da ação, sem grandes explicações, não perdendo tempo com explicações. E ainda bem! Não é preciso que nos deem a mão e nos digam tudo o que se passa e vai passar, quem vê consegue lá chegar sozinho.
                Algo que podia ter corrido muito mal eram os especiais. As primeiras imagens apresentadas não mostravam orcs com muito bom aspeto e, visto que são uma parte essencial do filme, se não tivessem bem representados, iria ser uma desgraça. Felizmente, isso não acontece, já que a raça está incrivelmente detalhada, dando a sensação que são mesmo criaturas credíveis dentro do mundo.
                Em termos de personagens, temos umas melhores que outras. Durotan (o protagonista do lado dos orcs) é a personagem mais interessante do filme, que tem o maior arco na história e que mais impacto causa. Travis Fimmel (que interpreta Lothar) faz um bom desempenho mas a sua personagem é muito semelhante aquela que faz em “Vikings”. Por outro lado, Robert Kazinsky, como o aprendiz de feiticeiro, é o lado menos bom dos desempenhos mas tal pode ser mais culpa da personagem do propriamente do ator.
                Mas nem tudo são boas notícias: algumas coisas não parecem pertencer a este mundo (como as armaduras dos humanos), temos um romance completamente escusado que não está lá a fazer nada e podia ter sido explicado melhor qual é a influência do Fel. É verdade que este não é um dos melhores filmes do ano mas consegue ser a melhor adaptação de videojogos até agora (o que também não é assim tão difícil).
                Num mundo onde temos “Senhor dos Anéis” e “Guerra dos Tronos”, “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” fica uns degraus abaixo porém não deixa de ser uma boa fantasia e com potencial para boas sequelas.