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22/04/2019

Captain Marvel (2019)


            Foi preciso passar a marca dos vinte filmes para que a Marvel decidisse fazer um filme a solo de uma super-heroína, e a escolhida foi a Captain Marvel. Verdade seja dita, a maior parte das pessoas está com os olhos postos em “Endgame”, mas saber que a protagonista Carol Danvers vai ter um papel importante, cria outro entusiasmo para este filme.
            Carol Danvers faz parte da força estelar da raça Kree, que tem como missão acabar com a guerra entre os Skrulls. Mas, quando uma missão a leva à Terra, muita coisa vai demorar.
Já sabemos com o que podemos contar quando vamos ver um filme da Marvel. Boas cenas de ação, uma história que entretém e umas doses de comédia agradáveis. E não é este “Captain Marvel” que quebra esta fórmula, sendo que o fator novidade daqui é que tudo se passa nos anos 90. E com isso vêm doses de nostalgia e de termos possíveis respostas às origens desta saga.
Brie Larson, que é aqui a nosso protagonista, foi algo criticada por parecer algo robótica durante os trailers, mas (como seria de esperar) é algo totalmente explicado pelo filme, e não é por acaso que a atriz tem um Óscar. Só que o melhor é a interação que tem com um jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson), que ainda está em inícios de carreira e não tão desconfiado como o conhecemos. E foi neste estilo de buddy cop que partimos numa aventura pelas origens de Danvers pela Terra, ao mesmo tempo que tem que eliminar os Skrulls que estão no seu encalço. O vilão não foi muito interessante, mas existe um pequeno twist que acaba por compensar um pouco.
Não é o melhor filme da Marvel, nem o pior, e serve como uma ponte para o próximo “Vingadores - Endgame”, já que supostamente, esta é uma personagem que vai ter um papel importante, por isso, convêm conhecê-la primeiro.


15/04/2019

Hellboy (2019)


            Eu queria gostar muito deste filme, a sério que queria! Preferia que a trilogia planeada inicialmente por Guillermo del Toro tivesse um desfecho mas, aos poucos, fui-me habituando ao iminente remake. Logo, foi com mente aberta que parti para o filme.
            Hellboy, um demónio que vive entre o mundo humana e o sobrenatural, tem como a sua nova missão parar uma feiticeira imortal que quer lançar uma praga ao mundo (o habitual, portanto).
            Supostamente, estamos perante uma versão mais fiel à BD de Mike Magnola. Não posso confirmar pois nunca as li mas, se for o caso, não é uma boa publicidade. O filme é uma salgalhada, a história é básica e, talvez por isso, estejamos sempre a saltar de cena de ação em cena de ação, sem haver um momento para respirar e pensarmos bem no que está a acontecer.
            Mas, se há uma coisa que gostei, foi do protagonista. David Harbour é um bom sucessor de Ron Pearlman e mesmo a caraterização prática da personagem fica melhor que a versão anterior. Também há uma boa personalidade, de alguém que está em dois mundos e, ao mesmo tempo, em nenhum e a apenas andar para frente e esperar pelo melhor. Só que, em termos de boas personagens, ficamos por aqui, pois, de resto, temos um Ian McShane (que adoro!) mas que aqui está muito longe do seu melhor trabalho. Quanto à vilã, interpretada por Milla Jovovich, nem vale a pena falar, de tão robótica que é.
            As cenas de ação até entretém bem mas, por outro lado, quiseram meter cenas sangrentas e macabras que, na maior parte das vezes, eram totalmente escusadas. A música rock que acompanha estas cenas também vai ao gosto de cada um - eu gostei.
            Os problemas financeiros foram a causa do fim da série de del Toro mas não me parece que esta nova versão de Neil Marshall vá por um caminho diferente.


25/02/2019

Como Treinares o Teu Dragão 3 - O Mundo Secreto (How to Train Your Dragon: The Hidden World - 2019)



Ufa! Estava difícil esta sequela aparecer! Infelizmente, este franchise nunca teve a atenção que merecia. E, embora, os filmes anteriores tenham sido um sucesso tanto na crítica como na bilheteira, não conseguiram permanecer na cabeça do público em geral. Vamos ver se com este “Mundo Secreto” é de vez!
Hiccup é agora o chefe da vila de Berk e, juntamente com a sua equipa, conseguiu criar uma utopia onde humanos e dragões vivem lado a lado. Entretanto, surge Grimmel, um caçador de dragões, que matou todos os Fúria da Noite, que agora deseja acabar o que começou, tornando Toothless o seu alvo principal.
Vou já dizer isto. Esta nova entrega não é tão forte como o segundo filme. Só que, é preciso ter em consideração que o filme anterior está entre as minhas animações favoritas. Tirando a cena final que provoca um impacto emocional forte, aqui, o protagonismo está divido entre as novas responsabilidades de chefe e súbito interesse amoroso de Toothless. Além disso, a relação entre os dois protagonistas faz o filme brilhar, com companheirismo e lealdade.
Astrid também teve direito a mais protagonismo. Agora que a relação está “em aberto”, ela é mais interveniente e serve como suporte a Hiccup. Grimmel também foi um bom vilão, daquele género que prima pela inteligência em vez da força bruta, como no filme anterior, e consegue criar uma presença verdadeiramente ameaçadora.
Em termos técnicos, o filme sofreu mais um upgrade. Os cenários estão incrivelmente detalhados, praticamente fotorealistas, desde folhas na floresta, o oceano, até ao cabelo de todas as personagens. Se calhar, o “passo a seguir” é passar todos os elementos para imagem real.
Com este “O Mundo Secreto”, a saga “Como Treinares o Teu Dragão” facilmente se torna um forte concorrente quando se fala nas melhores trilogias de sempre, não nos primeiros lugares, mas talvez top 10.