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02/10/2016

A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares (Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - 2016)



                Tim Burton não tem estado no seu melhor nos últimos anos. Continua a ser capaz de voltar a fazer incríveis filmes mas é preciso que deixe de meter Johnny Depp em situações absurdas. E, ao que parece, esta adaptação do livro de Ransom Riggs está dentro do estilo do diretor, com os trailers a mostrar grande potencial.
                Depois da morte misteriosa do seu avô, Jake parte numa busca pelo misterioso orfanato onde o avô viveu. Descobre que é um orfanato para crianças com diversos poderes, gerido pela misteriosa Senhora Peregrine.
                Eu queria gostar muito do filme, parecia cheio de potencial e podia quase ser um “X-Men” de Tim Burton. Só que houve coisas que não me caíram bem, como o terceiro ato, que parece que foi tirado de outro filme. Não que não esteja bem executada, mas não está de acordo com o tom do resto do filme. Outra coisa foi o vilão. Samuel L. Jackson é sempre excelente e tem uma presença intimidadora, só que, quando chega a altura, deixa-se ser derrotado bastante facilmente. Por amor de Deus, consegue transformar as mãos em armas, mas quando se chega ao pé dos miúdos o que faz é empurrá-los e seguir caminho. E também ver mais Eva Green teria sido bom, mas aí entendo, o filme não é dela.
                Por outro lado, apresenta personagens interessantes, como Jake, interpretado por Asa Butterfield, e Emma, aqui interpretada por Ella Purnell. O problema é que temos demasiadas personagens, o que faz como que tenhamos apenas uma pequena apresentação do elenco. O estilo visual faz Burton sentir-se em casa e demonstra que ainda consegue criar mundos cativantes. Talvez com uma sequela, agora que já conhecemos as personagens, as possamos aprofundar mais.
                Não vai estar na lista dos melhores filmes do ano, nem do diretor, mas é uma saga com potencial.


07/11/2013

O Jogo Final (Ender's Game - 2013)



                Baseado no romance de Orson Scott Card temos aqui uma agradável surpresa. Estava à espera que fosse só mais um filme de ficção-científica com muito fogo-de-artifício à mistura. Felizmente temos um argumento sólido a acompanhar todos os efeitos. 
                A Terra foi invadida por uma raça extraterrestre mas conseguiu empurrar os seus adversários. Com medo de uma segunda invasão cabe à adaptabilidade dos jovens impedir que isso aconteça, e Ender Wiggin é a nossa melhor hipótese. 
                Será que os meios justificam os fins? Essa é uma das mais importantes questões que o filme nos apresenta, será que treinar crianças como se fossem soldados e sacrificar as suas vidas em prol de salvar o planeta é justificável? E aniquilar uma raça inteira só porque pode haver a possibilidade de nos atacarem? São estes os argumentos que tornam a história de “O Jogo Final” diferente e mais cativante. Mas verdade seja dita que muito disto é mais na segunda metade do filme. 
                Asa Butterfield consegue fazer um bom trabalho como o genial estratega Ender, e depois de “A Invenção de Hugo” o jovem ator parece que está cada vez melhor. Harrison Ford consegue também fazer um bom papel como a figura autoritária. Estava à espera de mais de Ben Kingsley e Viola Davis, mas enquanto o primeiro precisa de um papel melhor, a segunda só precisava de mais tempo de ecrã.
                 O maior problema de “O Jogo Final” é o mesmo problema que assombra este tipo de obras, ainda têm muito para dizer. Toda a ação se passa a um ritmo muito elevado, porque há muito coisa para dizer e o tempo não é muito para o fazer. E isso nota-se nas decisões das personagens, que mudam as suas ideias muito rapidamente. 
                A juntar uns incríveis efeitos especiais fazem com que o último filme de Gavin Hood tenha sido uma boa surpresa.