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04/09/2015

O Agente da U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E. - 2015)



                Mais uma série que vai ter tratamento no grande ecrã, e desta vez coube à série de espiões dos anos 60. E não há ninguém como Guy Ritchie para trazer este género para os nossos tempos.
                No início dos anos 60 e em plena Guerra Fria, o agente da CIA Napoleon Solo vai-se juntar ao agente da KGB Illya Kuryakin para impedir uma organização criminosa de criar e espalhar armas nucleares.
                Guy Ritchie já nos habituou a filmes com boas combinações de ação e comédia, como foi provado nos dois filmes sobre Sherlock Holmes, e aqui volta a consegui-lo. Só que aqui algumas das cenas de ação são tão cómicas, que não se nota nenhum perigo real, não consegue criar nenhuma tensão real.
                O filme consegue criar uma boa sensação da época (o que permite distinguir de outros do género como James Bond e Missão Impossível), e as transições de cenas até estão engraçadas. Isto é exceto na parte final. Quando está muita gente envolvida e estão todas aos tiros, o ecrã divide-se demasiadas vezes, perde-se o fio à meada, não se entende bem o que se está a passar ou a acontecer.
                Henry Cavill faz uma boa interpretação como mulherengo e descontraído agente da CIA, mas gostei mais de ver Armie Hammer como o rígido e psicótico agente da KGB. Para completar este grande duo temos Alicia Vikander, que interpreta Gaby, que volta a provar mais uma vez que é uma atriz a ter em conta. E esta provavelmente vai ser das poucas vezes que vou dizer que queria ver mais de Hugh Grant.
                Pode ser isto o início de mais uma saga nas salas de cinema? É bem possível que sim, as bilheteiras não foram muito famosas, mas pode ser que sequelas possam acontecer. E espero que consigam pelo menos ser tão bons como este.


09/08/2013

O Mascarilha (The Lone Ranger - 2013)



                Um filme com Johnny Depp e Helena Bonham Carter… Acho que me estou a esquecer de alguém…  Ah, pois é! Falta Tim Burton! Desta vez, o realizador é o responsável por trazer ao grande ecrã “Piratas das Caraíbas”, Gore Verbinski. “O Mascarilha” também é a oportunidade de Armie Hammer se provar como um ator de peso depois da sua participação em “A Rede Social”. 
                John Reid é um advogado que, após ter caído numa armadilha enquanto andava à procura de um fora-da-lei juntamente com o seu irmão, se vê resgatado pelo índio Tonto. Agora, considerado morto por todos, vai usar uma máscara para vingar a morte do seu irmão e impedir uma guerra iminente. 
                Para já, os habituais conselhos: quando forem ver o filme, preparem-se, pois é longo, mesmo muito longo, excessivamente looongo. O início mais parado e algumas cenas que se prolongam sem necessidade são os responsáveis pelas duas horas e meia de filme. 
                Embora talentoso, o elenco é muito grande e torna apresentar personagens sólidas muito mais difícil. Temos boas prestações dos dois protagonistas. Armie Hammer consegue ser um herói com presença e convincente e dá vontade de ver os seus futuros trabalhos. Já Johnny Depp parece que está sempre a fazer a mesma personagem só que, em vez de um pirata maluco, temos um índio maluco. Não quero dizer com isto que Depp não tenha feito um bom trabalho - porque fez – mas, quando o ator diz que quer fazer um papel mais sério e depois sai isto, uma pessoa fica desapontada. 
                Tendo em conta o enorme orçamento do filme, já era de esperar uma boa qualidade em termos de efeitos especiais e, sem dúvida, para o fim, temos grandes cenas de ação. Só que algumas cenas estão entre o cómico/ridículo e o impossível. Isto, a juntar a um argumento que tem muitos buracos e uma duração excessiva, levou a que eu tenha ficado um pouco desapontado com o resultado final. 
                Um longo e razoável filme de ação para este verão que provavelmente não se irão recordar por muito tempo.