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14/12/2018

Ralph vs Internet (Ralph Breaks the Internet - 2018)


            O primeiro “Força Ralph” foi incrivelmente injustiçado e devia ter ganho o Óscar de melhor animação desse ano e esta sequela já devia ter aparecido há muito tempo. Tínhamos uma incrível conjugação de grandes personagens misturadas com referências de videojogos, sem que fossem uma grande distração; a sequela seria sempre difícil de fazer, mas felizmente chegou e parece que correu pelo melhor.
            Quando uma peça do jogo de Vanellope é destruída, ela e Ralph têm de ser aventurar pela internet para encontrar a substituta para que o jogo não seja desligado definitivamente.
            Enquanto o primeiro filme se focava em jogos, este foca-se na internet e naquilo que se pode encontrar por ela fora. A internet está bemrepresentada com edifícios a simbolizar cada site que, quanto maior ele for, maior vai ser o prédio. E a maneira como os utilizadores aparecem e interagem com cada site foi bem executada.
            Mas não é disso que “Ralph vs Internet” se trata. Da mesma maneira que os videojogos eram o plano de fundo no primeiro, aqui é a internet, onde o que interessa é a relação entre os dois protagonistas. E, se enquanto no primeiro filme tivemos a criação de uma amizade, aqui temos a evolução da mesma passados seis anos, onde muitas vezes ambições e desejos de um são diferentes dos outros. Mesmo que não seja um tema novo, também não aparece muitas vezes e aqui consegue ser bem retratado, com boas doses de emoção para todos.
            Uma parte muito divertida é quando Vanellope vai ao site da Disney, onde podemos ver todas os seus franchises a interagir entre si, incluindo personagens da Marvel, Star Wars e princesas Disney.
            Uma boa sequela de animação, que deve agradar a todos aqueles que gostaram do primeiro filme.


27/06/2018

The Incredibles 2 - Os Super-Heróis (Incredibles 2 - 2018)


            Foram precisos 14 anos para o raio desta sequela aparecer! Entretanto, tivemos 3 filmes sobre “Carros”, que era mesmo o que toda gente queria, certo?! Deixando isso de lado… O panorama cinematográfico já não é o mesmo desde o lançamento do primeiro filme, onde agora podemos ter 5/6 filmes de super-heróis por ano. Mas se a “incrível” bilheteira que teve até agora prova alguma coisa é que esta era uma sequela há muito aguardada.
            Desta vez, é a Mulher Elástica que entra em ação para tentar tornar os super-heróis de novo legais enquanto o Sr. Incrível fica em casa a tomar conta dos super filhos.
            Vamos despachar com as partes negativas, que não são muitas, mas existem. Numa altura em que as dobragens estão cada vez melhor, chegando em alguns casos a rivalizar com as originais, “The Incredibles 2” não é o melhor exemplo disso. Não foram poucas as vezes que as personagens diziam uma coisa mas a boca estava a dizer outra e, nesta altura do campeonato, isto não devia acontecer.
            Outra coisa foi o vilão. A mensagem e as suas intenções não são más de todo, mas basta pensar durante 5 minutos para descobrir qual é a sua verdadeira identidade. E podem dizer que isto é um filme para miúdos e não tem de ser complexo. Eu a isso digo: tretas. Estamos a falar da Pixar, que muitas vezes faz filmes apreciados por adultos, num estilo que pode ser disfrutado pelos mais novos.
            De resto, todos aqueles que gostaram do primeiro filme muito provavelmente vão gostar deste. Começa exatamente onde o primeiro acabou e o desenrolar posterior não é o mais surpreendente do mundo. O modo como é feito é que é o ponto forte. O Sr. Incrível, mais habituado a lidar com o crime e problemas “super”, vê-se agora obrigado a lidar com os trabalhos de escola do filho, os problemas amorosos da filha e os recém-adquiridos poderes do bebé. Tudo para o qual não está preparado e que tem de se adaptar para superar as dificuldades.
            Já a Mulher Elástica tem o papel de destaque na sociedade, a apanhar vilões e salvar pessoas, numa boa inversão dos papéis em relação ao primeiro filme e dando um importante destaque às super-heroínas. E Edna e Zé Zé voltam a roubar todas as cenas onde estão.
            “The Incredibles 2 - Os Super-Heróis” é mais uma grande animação da Pixar mas, por enquanto, ainda prefiro o primeiro.



25/11/2017

Coco (2017)



                “Coco” é o novo filme da Pixar, produtora que já nos habitou a grandes animações que agradam tanto aos mais pequenos como aos maiores. O destaque aqui vai para a cultura mexicana e para o tradicional Dia dos Mortos (Dia Delos Muertos) que coincide, basicamente, com o tema de outra animação, “The Book of Life”. Para ser sincero, os primeiros trailers de “Coco” não me cativaram propriamente no ntanto, é a Pixar, o que faz merecer sempre atenção.
                Miguel adora a música porém a sua família tem uma GRANDE proibição contra toda a música desde já há várias gerações... Numa tentativa de provar os seus dotes musicais e mostrar à sua família o seu sonho, o protagonista é “amaldiçoado” e atirado para o mundo dos mortos, do qual só pode sair com a bênção dos seus entes falecidos.
                Em termos visuais, tudo está com uma qualidade impecável. Alguns modelos dos personagens são algo “básicos” mas há outros que têm detalhes incríveis. O mesmo se pode dizer de todo o mundo envolvente, até a terra dos mortos, que estão cheios de cores muito vibrantes e chamativas.
                A tradução para a língua de camões foi muito bem conseguida. Num filme que se centra muito em temas musicais, as músicas fazem sentido na nossa língua e parece, de facto, que as personagens falam mesmo português. É um grande trabalho da equipa de dobragem.
                Em termos de história, não nada de novo. Temos uma história típica, já vista em diversas animações, embrulhada na cultura mexicana, o que traz já, por si, o fator novidade. As marcas culturais tanto se identificam nos ambientes como nas personagens, que estão muito bem construídas e com um grande coração. Sabemos todas as suas motivações, as suas personalidades e aquilo que as leva a fazer o que fazem.
                “Coco” é mais uma grande animação da Pixar, com boas músicas e todo um ambiente muito “vivo”.


13/07/2017

Gru - O Maldisposto 3 (Despicable Me 3 - 2017)



            Parece que saiu mais um filme com os bichinhos amarelos que chegam ao Facebook de toda a gente. Ah, afinal parece que é a segunda sequela de Gru, o que é bom sinal, pois já que assim temos mais história, e uma dose mais reduzida de Minions. Tendo ficado com uma sensação mista ao ver os trailers, nada como ver o filme para tirar as teimas.
            Aqui Gru conhece o seu, até agora desaparecido, irmão gémeo Dru, que é muito mais bem-sucedido e carismático que o nosso protagonista. Só que Dru quer entrar no mundo do crime e para isso quer a ajuda do seu irmão.
            Logo uma entrada a pés juntos: o filme não tem piada. Pronto, não tem piada durante a maior parte da sua duração, é verdade que tem algumas cenas melhores, mas mesmo assim não são nada que provoque grandes risadas. A animação também não parece ter alterado muito em relação aos anteriores (a maneira como foram desenhados também não ajuda a muitos melhoramentos). A divisão da história em três diferentes também não ajudou nada, nenhuma delas é propriamente empolgante e falta-lhe carne no osso.
            Atenção, não que os mais pequenos não tirem proveito desta animação da Illumination. Mas, se tivermos em comparação os filmes da Pixar ou mesmo os anteriores desta saga, este não tem tanta envolvência emocional. Havia material para aproveitar, como a relação entre os dois irmãos, o facto de nenhum dos pais gostar deles, o facto de Lucy se quer afirmar mais como mãe, só que é tudo muito superficial. Ao menos, os Minions estão na dose certa e conseguem ter alguma piada, é assim que eles devem ser utilizados, e não como o foco principal.
            “Gru - O Maldisposto 3” foi uma surpresa desagradável e uma das decepções deste ano.